03
Nov 07


O PCP distribuiu à população de Santarém um "esclarecimento" sobre a situação da deputada e vereadora na câmara municipal local Luísa Mesquita, um panfleto que esta disse estar repleto de "falsidades".

O "esclarecimento", impresso numa folha A5, justifica a retirada de confiança política à deputada com o "desrespeito" dos "princípios estatutários do partido a que voluntariamente aderiu e a violação de compromissos políticos e éticos por ela assumidos". Para Luísa Mesquita, este comunicado corresponde a uma "escalada planificada de assassinato político e enxovalho público". A deputada e vereadora garantiu que se o PCP tentar impedir que faça o seu trabalho tomará "todas as medidas legais e constitucionais, sem nenhuma excepção, para cumprir os deveres com o eleitorado". Lusa.

O PCP queria que a Deputada Luísa Mesquita fosse substítuida. Esta dizendo que o partido se tinha comprometido com ela a levar o mandato até ao fim não aceitou.

Retirou-lhe a confiança política e agora anda a denegrir a sua imagem através de panfletos, uma vergonha.

O PCP julga-se dono dos deputados e dos militantes não pode haver discordâncias, senão rua.

O PCP elegeu um Deputado em Santarém, porque era a Mesquita, assim como elegeu um deputado em braga, porque era Agostinho Lopes. Se o cabeça de lista em Braga fosse o Casanova ou o Albano Nunes ficavam de fora. O Nome do deputado conta muito que ninguém tenha dúvidas. O eleitorado não PC que vota CDU e principalmente este sabe escolher.

Os métodos do PCP do enxovalho são de outra época de antes do 25 de Abril.

publicado por José Manuel Faria às 11:17

9 comentários:
O PCP fez bem.
Anónimo a 3 de Novembro de 2007 às 15:03

Caro José Manuel:
Esta forma de contornar e deturpar a verdade dos factos não é nova e parece que começa a ganhar adeptos, curiosamente, muito ligados ao BE. Tal, e só o entendo assim, insere-se na estratégia Bloquista de CAÇA AO VOTO através do combate de um PARTIDO CLARAMENTE À SUA ESQUERDA que tem um património de luta e uma ligação às massas inatacável e uma acção revolucionária permanente que reafirma a cada dia a sua capacidade e a sua vitalidade. Mais concretamente, parece-me que o BE aposta claramente no DIVISIONISMO À ESQUERDA como estratégia para alcançar votos. Isto é fácil constatar através de uma olhadela aos blogs de autores Bloquistas, através dos ataques do BE ao PCP após a greve geral ou a grande jornada de luta do dia 18 com 200.000 em Lisboa.
Devo esclarecê-lo meu caro que, mais importante que caçar votos, é a defesa e dos interesses dos trabalhadores e das populações e a luta pela construção de uma sociedade mais justa e mais igual.

Assim, a coerência das análises, não levou a escrever nenhum post sobre o facto de Luisa Mesquita ter decidido, numa demonstração de falta de ética e de apego às cadeiras do poder, desrespeitar os estatutos que ela conhece à muitos anos e aos quais se submete enquanto militante do PCP e o acordo geral que todos os candidatos a cargos públicos tem com o Partido.

A coerência das análises, não levou a escrever nenhum post quando Luisa Mesquita decidiu não participar nas reuniões do Grupo parlamentar do PCP, na ausência de Luísa Mesquita nas jornadas parlamentares entretanto realizadas e sobre a sua não participação numa comissão parlamentar para a qual havia sido indicada.

A coerência das análises, não levou a escrever nenhum post quando Luisa Mesquita decidiu afrontar o PCP, aquando das jornadas parlamentares deste Partido realizadas em 9 e 10 de Outubro, onde, Luísa Mesquita promoveu no mesmo dia um programa próprio alternativo ao das jornadas parlamentares, envolvendo visitas e agenda de imprensa, num acto claramente provocatório.

Deve ser também esclarecido que antes de Luísa Mesquita, já Agostinho Lopes havia sido eleito deputado por Santarém. O que contraria a tese de que só foi eleita por ser quem era e não pelo peso do Partido. Aliás, sem desonestidade intelectual, toda a gente sabe que que grande parte dos votos na CDU, acontecem por reconhecimento a sua postura vertical, honesta e intransigente na defesa das populações, independentemente da cara apresentada.
Num artigo do DN de hoje é dado a conhecer que os deputados mais empenhados e que mais apresentaram decretos na Assembleia da República neste mandato são exactamente dois comunistas, Honório Novo e Agostinho Lopes.

Continua no próximo comentário...
vermelho vivo a 3 de Novembro de 2007 às 19:52

Assim, e esclarecendo o essencial, recordo-lhe uma parte incontornável desta história e que, penso eu, embora omitida na abordagem dos factos, conhece tão bem como eu:

Dizem os estatutos do PCP:

Capítulo II
Os Membros do Partido, seus Deveres e Direitos

Artº 9º
Pode ser membro do Partido Comunista Português todo aquele que aceite o Programa e os Estatutos, sendo seus deveres fundamentais a militância numa das suas organizações e o pagamento da sua quotização.

Capítulo VIII
Os eleitos do Partido para Cargos Públicos

Artº 54º
1. Os membros do Partido eleitos para cargos públicos (Assembleia da República, Assembleias Legislativas Regionais, órgãos das Autarquias e das Áreas Metropolitanas, Parlamento Europeu e outros órgãos ou instituições) em listas promovidas ou apoiadas pelo Partido conduzem, no exercício dos seus cargos, uma actividade de acordo com a orientação política definida pelo Comité Central e, aos diversos níveis territoriais, pelos organismos dirigentes respectivos, e têm o dever político e moral de prestar contas da sua actividade e manter sempre os seus mandatos à disposição do Partido.”

Isto é tão claro que não justifica grandes considerações.
Se existe alguém em falta, esse alguém é claramente Luísa Mesquita que desrespeita os estatutos do Partido onde milita e os acordos establecidos.

Tal como no passado com outras figuras empoladas por conveniência (José Magalhães, Vital Moreira, Pina Moura, Zita Seabra, entre outros), o futuro esclarecerá o que está por trás desta atitude.

Finalmente, penso que começa a não haver paciência suficiente para tolerar as atitudes de uma pseudo-esquerda que tem tido como opção o ataque à sua esquerda e mais directamente o PCP e a prestação de favores à sua direita. Começou na Câmara de Lisboa e vamos ver onde acaba.

Fui um pouco longo, mas a desmistificação de factos que são não-factos, obriga a um esclarecimento mais longo.
vermelho vivo a 3 de Novembro de 2007 às 19:56

A posição de Vermelho Vivo é o que o Secretariado da Comisão Política diz, portanto nada de novo, basta ler o Avante.

A novidade e o interesse do seu comentário é a afirmação de que o PCP está à esquerda do BE. Esta posição é digna de ser realçada. O CC nunca afirmou isso.

A direcção do PCP sempre afirmou que o BE pertence ao esquerdismo "doença infantil".

O PCP é a extrema-esquerda parlamentar, uma novidade.

VV pensa sem seguir o CC, ainda bem.
José Manuel Faria a 3 de Novembro de 2007 às 21:21

“A posição de Vermelho Vivo é o que o Secretariado da Comisão Política diz...”
Ó meu caro José Manuel, é óbvio que a verdade é a mesma independentemente da fonte que a reproduz. Se me der razões para eu pensar que a voz única de Luiza Mesquita é a verdade e que a de muitos membros do PCP que acompanharam o processo é mentira, talvez eu mude a posição.
Conhece factos relevantes que alterem esta verdade?

Deduzir das minhas palavras a opinião que o PCP é a extrema esquerda parlamentar, bem...
Mas, em todo o caso, esclareçamos:
A minha opinião de comunista não tem que ser condizente, como é óbvio, com a posição do CC. Essa ideia de que bailam todos ao som do mesmo disco já perdeu a validade, meu caro.
Reitero a “minha” opinião, que é a minha sincera análise, de que o PCP está à esquerda do BE. E não por ser de extrema esquerda, mas sim, pelo emaranhado de ideias em que se apoia o BE e pela falta de conteúdo ideológico e revolucionário de que tem dado mostras. Um partido de esquerda de matriz revolucionária, não teria de certeza as opções e os comportamentos que o BE tem tido.
Então estes constantes e generalizados ataques a tudo que diga respeito ao PCP, definem bem a esquerda a que pertence o BE.
Iria mais longe, esta desilusão e conclusão, abrange muito mais gente para além de mim. Muita gente que via no BE mais uma alternativa à esquerda e que se questiona hoje sobre o verdadeiro papel do BE e o que vale o BE sem a protecção inquestionável que uma grande parte da comunicação social lhe dispensa.
vermelho vivo a 3 de Novembro de 2007 às 23:27

Boa noite

Só gostava que me respondesse a esta questão: e se um dos deputados do BE se recusa-se a cumprir a regra da rotatividade a que está sujeito, como será que o seu partido reagiria?
feira de castro a 4 de Novembro de 2007 às 00:41

Caro Feira de Castro: Era óbvio que a direcção do partido teria que respeitar a decisão. No Bloco de Esquerda não há delito de opinião. Há até direito de tendência veja lá.

A Joana Amaral Dias foi mandatária de Mário Soares à presidencia, e veja lá continua na Comissão Política.

Caro VV é por isto e pela diversidade de opiniões internas ( 4 moções a congresso, delegados eleitos independentes) que faz irritar os comunistas do PCP, também há comunistas no Bloco.

Este estrutura e funcionamento leva a que se pense que o Bloco não tem uma proposta e uma ideologia socialista, na cabeça dos PCs, ficam baralhados.

O BE é o mais plural partido nacional da esquerda.

Caro VV acredito na sua sinceridade de ter apostado num BE pela positiva.

A minha opinião desde sempre é que 99% dos comunistas do PCP nunca gostaram nem gostarão do Bloco.

Eu leio o Avante todas as 5ª e sei o que para lá se escreve, principalmente os mais ortodoxos: Casanova, Abrantes, Albano Nunes, Anabela Fino ou Jerónimo.

José Manuel Faria a 4 de Novembro de 2007 às 11:49

Caro VV Luísa Mesquita garantiu que lhe foi dito que o seu mandato era para levar até ao fim senão nunca aceitaria ser cabeça-lista.

É o que a senhora diz.
José Manuel Faria a 4 de Novembro de 2007 às 11:54

Boa noite

Talvez por isso é que a Joaninha nunca mais voltou a por os pe´s no Parlamento.

Quanto ao respeitar a decisão, de quem?
Então, parte-se do princípio de que há regras, aceites pelos envolvidos, depois há um que vira o bico ao prego, e o BE limta-se a respeitar a decisão de não cumprir as regras estabelecidas?

Cheira-me a esturro, ou o BE não é bem um partido com estatutos mas uma associação recreativa: se não gostas de brincar connosco, então tá bem.

Quanto aos comunistas gostarem ou não do BE, e de haver comunistas no BE, e de muitos terem saído do PC por não gostarem de ortodoxias, gostaria de lhe dizer que conheci pessoalmente Miguel Portas, Zita Seabra e Pina Moura, e eles encontram-se entre os de mais ortodoxo que conheci no PCP/UEC. E muitos há que foram escorraçados por apenas criticarem posturas e não opiniões de algunse destes "democratas"
feira de castro a 4 de Novembro de 2007 às 21:06

Novembro 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9





Visitas
Visitor Counter
comentários recentes
JIC não MENTISTIU mas OMITISTIU, afinal quem é o ...
Nem o VHS! o passado ainda mais profundo.
Quem é o Zé Antunes?Frequenta Vizela!!!!!!!!!!!!!!...
Este é o Pecado Mortal de João Ilídio Costa...Não ...
Concordo plenamente, se, estamos para Eleger os ma...
A levar em conta.... 30 pessoas activas.. fazem mu...
Mais valem poucos... e com garra suficiente para d...
Desculpe lá, Sr. ANONIMO... ou cobarde pelo fato d...
Digam o que disserem.... somente uma FORÇA POLITIC...
Concordo plenamente .. um culpado está a ir.. um o...
mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO