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"António Manuel Pacheco, vereador da coligação PSD-CDS/PP, solicitou ao Executivo PS o contrato de trabalho dos funcionários termais, que já receberam o salário de fevereiro, assim como o nome da advogada que procedeu à escritura da empresa “Aquas Calidas”. “Ficamos imensamente satisfeitos com esta proposta para reabrir as Termas e esperamos que o projeto tenha sucesso e que sirva como alavanca para o desenvolvimento económico do concelho. Mas, não vamos é ligar a provocações do PS”. A coligação não tem dúvidas ao afirmar que a empresa é ilegal: “A “Aquas Calidas” não existe, criaram um empresa que era proibido criar. A “Aquas Calidas está a pagar ordenados que não são da empresa, mas da Companhia de Banhos. Quanto à senhora advogada que se permitiu, contra a lei, fazer a escritura, terá uma queixa na Ordem”, garantiu o vereador, que assumiu protagonismo na sessão à volta deste tema durante parte da reunião de Câmara extraordinária.
Apesar da insistência da oposição, apelando à “coerência e transparência da parte dos socialistas, o presidente da Câmara, Dinis Costa, disse, no final em declarações aos jornalistas, que não entra “em filmes” e que o objetivo da oposição “é apenas desviar atenções da reabertura das Termas”: “É um facto que pelo menos um vereador da coligação não está nada agradado com o desbloqueamento do processo de reabertura das Termas”. Alega o edil que a “Aquas Calidas” foi “a forma de pagarmos aos funcionários e toda a gente sabia que a criação da parceria público-privada tinha a intenção das candidaturas a fundos comunitários”.Reconheceu que a empresa não foi registada devido à nega do Tribunal de Contas, garantindo ainda que o pagamento à Segurança Social foi efetuado, em resposta à dúvida levantada no final da sessão por Joaquim Mendes, ex-trabalhador das Termas e delegado sindical. Uma questão que a oposição também demonstrou dúvidas quanto à garantia do autarca.
“O que interessa ao povo de Vizela é a reabertura das Termas. Se tiver que haver alguma responsabilização à volta de tudo isto será para quem deu os pareceres jurídicos”, disse ainda, acrescentando que “a Câmara não tem prejuízo nenhum, uma vez que os ordenados foram pagos com dinheiro da Companhia, fruto das receitas das piscinas e do aluguer do ginásio”.
Quanto à reabertura do Hotel e das Termas, Dinis Costa está em crer que, se tudo correr bem, dentro de seis meses será realidade."