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Jan 07

Respondendo ao desafio do Fernando.

Herberto Helder

Sou um lugar carregado de cactos junto à água, lua,
os animais com um clarão na boca, sou
uma ciência a sangue. O sítio ainda agora no cérebro:
jarro de vidro cheio de leite, o sal. Estes
elementos arcaicos – e as mulheres
sombrias
cantando. Sou um lugar que transborda.
Espancaram a luz atrás das costas: de onde eu vinha,
criança branca do mundo. Defronte os fogos
lavraram me a testa.
Podia dançar sobre as áscuas. Podia ser tão silvestre
entre as folhagens do ouro, ter cornos, negra
máscara aterradora, silvar
como uma cobra.
Eu entrava na morte, era o filho da estrela
bárbara – erguia a do meio dos diamantes.
De equinócio a solstício abraçava me uma onda
quando subia, quando
se despenhava eu dormia dentro como um olho de água.
Depois o rosto obscuro.
Depois a seda fiada atrás do rosto.
Não espero nada.
Espero o dom apenas de uma imagem.

Quando se é "pequeno" tem-se o mundo pela frente, e desde essa altura que gostaria de o mudar. A minha família era de uma classe desfavorecida, por isso tiveram que emigrar, na minha infancia fiquei com meus avós. Durante 6 anos  ( 6/12) o Encontro era em Agosto.

Não é difícil de imaginar a cabeçita do miúdo: a injustiça, a solidão os porquês da situação as revoltas.

Encontro-me com a Revolução de Abril nesta idade e desde essa altura "absorvo" política sempre na esquerda à esquerda, agora mais moderada e racional, sem perder a utopia socialista de vista.

Fui filho único até aos 13 anos e sempre razoável aluno, licenciei-me na faculdade de Letras (geografia), com sacrifícios paternais.

Até junho de 2005 tinha uma vida intensa e linda, continua linda , muito menos intensa, causada por um estúpido acidente de automóvel.

A vida de cada um dava um filme, da minha também, e daquilo que gostaria de ter sido contei o essencial...

publicado por José Manuel Faria às 19:02

Hugo Chavez tomou posse esta quarta-feira e prometeu, em juramento, encaminhar o país com passo firme e sob um novo modelo «socialista», que implicará grandes reformas
 

O militar da reserva, que assumiu a Presidência pela primeira vez em 1999, tomou posse numa cerimónia no Congresso, ao qual solicitará poderes especiais para promulgar novas «leis revolucionárias».

 

«Pátria, socialismo ou morte, eu juro», afirmou Chavez no seu juramento, ao assumir um novo mandato de seis anos.

Que Hugo Chavez venceu democraticamente as eleições é uma verdade, agora que queira poderes especiais é outra conversa. Estamos para ver até onde ele vai e que socialismo quer. Socialismo sim, mas democrático.

publicado por José Manuel Faria às 18:03

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