13 de Dezembro de 2009

 

 

 

Implantado no movimento operário e popular como a força mais à esquerda e mais organizada, crítico da direita e do imperialismo, o PCP esgota contudo essas potencialidades no mito de “um novo governo e uma nova política”, o qual, na falta de um forte movimento de massas, só pode assentar numa coligação com o PS. Mas uma tal via ou não existe, ou não será anticapitalista. Em busca de horizontes aceitáveis para explorados e exploradores, o PCP dirige patéticas exortações aos capitalistas para que não busquem o “lucro excessivo” e se guiem pelo “interesse nacional”. Ilude os trabalhadores com o sonho de uma “democracia avançada”, de tranquila coexistência entre capital e trabalho, através da qual se faria a passagem ao socialismo sem ruptura da ordem vigente.

Cumprida a passagem do fascismo à democracia burguesa, desaparecida a esperança de chegar ao poder com a ajuda da União Soviética, o PCP ficou limitado ao objectivo de participar na gestão do capitalismo. Incapaz de resolver a contradição entre a “firmeza de princípios” proclamada e a prática reformista que o transforma num viveiro de sucessivas dissidências social-democratas, afunda-se na burocratização, na sufocação da vida interna e na senilidade ideológica.

O êxito eleitoral e mediático do BE, o mais recente produto na contínua invenção social-democrata de “novas esquerdas”, não pode disfarçar a inconsistência do seu estilo pseudo-radical. A sua prática sindical e anti-imperialista é em muitos casos mais recuada que a do PCP, a quem procura suplantar como possível parceiro do PS. Apregoando-se como a “esquerda moderna”, o
Bloco especializou-se nos direitos das minorias, nas reivindicações de “cidadania” e nos “novos movimentos sociais” como alternativa à luta de classes. Cativa assim massas de eleitores, sobretudo jovens, desiludidos com a passagem do PS para o campo da direita, mas as suas campanhas ecológicas, humanistas, culturais são facilmente digeridas pelo sistema, justamente porque não confrontam explorados com exploradores, oprimidos com opressores.

 

http://www.jornalmudardevida.net/?page_id=122

 - Há sempre alguém à Esquerda, da Esquerda à Esquerda do PS!

publicado por jmvfaria às 22:31 link do post
13 de Dezembro de 2009

publicado por jmvfaria às 17:56 link do post
13 de Dezembro de 2009

Um escriturário aborrecido, sério e reprimido (Griffin Dunne) embarca numa noite de farra, sem suspeitar que está prestes a tornar-se na vítima de uma enorme anedota cósmica, porque as regras do jogo mudam quando estamos em Nova Iorque Fora de Horas. O realizador Martin Scorsese, um nova-iorquino nato, lança um olhar corrosivo sobre a sua cidade favorita nesta comédia negra visionária que lhe valeu os prémios de Melhor Realizador nos Independent Spirit Awards de 1985 e no Festival de Cannes de 1986. Esta improvável crónica, sobre a odisseia de um homem na pior noite da sua vida, é enriquecida pela presença de Rosanna Arquette, Linda Fiorentino, Teri Garr, Catherine O'Hara, Cheech & Chong e inúmeras outras personagens que cruzam o caminho do nosso infeliz herói. 

Um filme imperdível, passou ontem na RTP2 e ninguém viu. Comédia de primeira/desconcertante.

publicado por jmvfaria às 16:57 link do post
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