
O Homem nasce “neutro” - contrariamente às ideias estereotipadas e categóricas do bom à nascença ou o seu contrário, e é a sociedade que o torna em mau ou bom -, mais que o papel comunitário/social na criação da identidade, penso que são as suas opções individuais: ambição, egoísmo, interesses, vontade, luta, esperteza, inteligência, a criar um Homem bom ou o seu oposto dentro do normativo consensual atribuído aos seus conceitos. Pessimismo, talvez; ideia tendencialmente “reaccionária”, talvez; desacreditado, talvez; triste, talvez. A não ser assim, como se explica a continua necessidade da revolta, da luta, da insistência na transformação social. Hoje é 29, e a Greve Geral está à porta.