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Jan 08

O 11.º Congresso da CGTP-IN realiza-se a 15/16 de Fevereiro . “Emprego, Justa Distribuição da Riqueza” e “Mais força aos Sindicatos” constituem os lemas do Congresso.

A Confederação Geral dos trabalhadores Portugueses é a única central sindical credível junto dos trabalhadores.

Existe a UGT e uma outra central dita independente que têm tido papeis muito duvidosos na luta social.

Este Congresso da CGTP deveria ser o da mudança, da ruptura clara com as ligações directas aos partidos políticos. Os sindicatos e os seus trabalhadores sem amarras ou influências destes. As listas ao congresso livres das discussões nas sedes partidárias. Todos sabemos das enormes pressões que o PCP faz, tentando que a cgtp seja o seu braço sindical. Isto tem de acabar. São os trabalhadores livres nas suas escolhas que têm de dar o rumo certo na defesa dos seus interesses.

Os partidos têm o seu papel imprescindível na construção da Democracia Socialista, os sindicatos nas reivindicaçoes sociais dos seus filiados ou não.

Separação de águas exige-se.

publicado por José Manuel Faria às 11:17

10 comentários:
"Separação de águas exige-se."

Diria mais, é essencial para credibilização dos sindicatos.

Marco Gomes a 26 de Janeiro de 2008 às 15:33

O que diz não é verddade.
anónimo atento a 26 de Janeiro de 2008 às 16:25

Não é do próximo ano...é já daqui a dias. O resto, concordo com tudo. E receio bem que deste Congresso vá saiir uma CGTP mais fechada, mais sectária e por isso msmo mais isolada. Dos trabalhadores que deveria representar.
Isabel Faria a 26 de Janeiro de 2008 às 17:31

É daqui a dias, Isabel. Está rectificado.
José Manuel Faria a 26 de Janeiro de 2008 às 17:36

O que eu não consegui perceber no post:

O cartão de militante do PCP deve ser motivo para afastar trabalhadores da direcção da CGTP?
Sendo uma realidade que são trabalhadores comunistas que estão (e tem estado sempre ao longo da história) na frente das lutas em defesa dos trabalhadores, e como reconhecimento disso mesmo por parte dos trabalhadores que os elegem como delegados, dirigentes, em suma como seus legitimos representantes, pode isto ser confundido com tentativa de controle da CGTP por parte do PCP?

Quando um dirigente sindical é eleito para a direccção da CGTP deve renunciar à sua militância comunista???

Ai esses conceitos de democracia e liberdade, meu caro.

Façamos a análise ao contrário:
Porque é que a maioria dos dirigentes sindicais não são do BE?

Eu respondo:
Porque não vivem nem tem actividade com os trabalhadores deste país. Como tal, não são reconhecidos e eleitos por estes como seus representantes. Apenas isso meu caro. De bonitos discursos, já os trabalhadores andam fartos.

Não será esta a verdadeira questão para quem tanto se preocupa com a influência dos comunistas na CGTP?

Cumprimentos
vermelho vivo a 26 de Janeiro de 2008 às 18:56

Caro vermelho vivo, a maioria das direcções sindicais da CGTP são de membros do PCP, o Secretário Geral da CGTP é do PCP, não tem mal nenhum. A questão que se coloca, é: devem os partidos nas suas sedes fazerem listas ou darem orientações aos seus militantes para dirigirem os sindicatos. Eu digo não. São os trabalhadores no seu colectivo da fábrica, escola ou outra instituição que se devem organizar constituir direcções sindicais e programas de acção.

Se estes em total liberdade sem pressões partidárias votarem em comunistas do PCP não há problema nenhum.

Carvalho da Silva tem sido um grande SG da CGTP.

E para mim, um putativo candidato presidencial.

Agora caro VV, não é pelo PCP dizer que é o único partido de classe e dos trabalhadores que a CGTP tem de ter um SG membro do PCP.

Posso estar enganado, mas no dia em que a CGTP não tiver a SG um membro do PCP, este cria outra Central Sindical. Aposta?
José Manuel Faria a 26 de Janeiro de 2008 às 21:50

-Podem dizer ou escrever o que quiserem. Não sou sindicalizado, nunca o fui, tendo sido sempre trabalhador por conta de outrém. Porquê? A UGT nunca a achei por aí além, que é aquilo de tendências socialistas e sociais democratas? Enquanto grupos de reflexão dentro dos partidos tudo bem, agora numa central sindical? Quanto á CGTP é mais que institucionalizada pelo PCP, é dominada e manipulada por tal partido, sempre o foi, pelo menos até ao presente. Agora umas questões, sabendo que os jovens estão cada vez mais afastados da política, dos partidos e até das eleições, porque será que também são cada vez menos sindicalizados? Já sei que haverá quem venha com a conversa do medo e da precaridade, mas então aceitem um desafio, façam um estudo incidente apenas nos jovens abaixo de 40 anos, que não sejam precários, e verifiquem a taxa de sindicalização. Talvez tenham uma surpresa. Os cidadãos não se sentem defendidos pelos sindicatos, nomeadamente pelas centrais sindicais, o que até é ironicamente injusto para com alguns bons sindicalistas sectorais, mas esses são na sua maioria independentes ou meros militantes de base. Se quiserem, podem sempre continuar como estão, irão é atrair cada vez menos trabalhadores, até se transformarem em organizações meramente decorativas, a quem os governos futuros não darão ouvidos, perante a indiferença da sociedade.
António de Almeida a 26 de Janeiro de 2008 às 23:34

António Almeida, o que seria o mundo do trabalho, os seus trabalhadores sem as suas organizações sindicais, sem as suas lutas, as greves, as vígilias, os seus cadenos reivindicativao.

Estariam a trabalhar 12 horas por dia, 7 dias por semana, com ordenados de miséria.

O António é contra a actividade sindical.
José Manuel Faria a 27 de Janeiro de 2008 às 11:33

-Caro JMVFaria, nada tenho contra a actividade sindical, teria tido, se não fosse á época uma criança algo contra a unicidade sindical, mas essa questão está há muito ultrapassada, sou é contra a partidarização dos sindicatos, e contra estes imiscuirem-se na luta política. Julgo que esse é o pecado que levou a que nas duas últimas décadas, os jovens não se sindicalizassem, como mais uma vez se comprova pela tentativa do PCP em afastar da liderança da CGTP, alguns sindicalistas que bem ou mal, pensam por si. Mesmo sendo militantes comunistas. Nada contra sindicatos, tudo contra a intromissão dos partidos políticos nos mesmos. Mas que cada trabalhador possa decidir por si, sempre defendi o direito á greve, mas sempre condenei piquetes de greve que impeçam acesso de trabalhadores ás instalações. Sou pelo direito á decisão individual, e isso inclui, associar-se ou não. Pessoalmente entendi não me sindicalizar, apesar de muitas vezes me chamarem "sindicalista", algo que sempre rebati, porque nunca fui um yes man, porque sempre defendi os meus direitos, e sempre respeitei os direitos alheios. Mas isso já são outras contas.
António de Almeida a 27 de Janeiro de 2008 às 15:47

Meu caro, o seus argumentos foram os mesmos que deram suporte à criação da UGT, porque não lança uma campanha para outra Central?
Esta, esta é grande porque é assim, ainda não deu conta?
...Mas continue a escrever porque assim vou sabendo como andam "os venenos".
anónimo 1 a 28 de Janeiro de 2008 às 15:13

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