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Mar 08

O Concelho de Vizela tem uma taxa de demprego altíssima ( 2 vezes a média nacional), são 1800 trabalhadores. O pequeno comércio está aflito. As grandes superfícies "comem" tudo. A agricultura não dá emprego a ninguém. A indústria, o sector fundamental do Concelho, atravessa uma crise de produção. Os patrões não modernizaram as empresas, não procuraram alternativas de mercado e de produtos. Outros deslocalizaram. Foram dezenas de empresas que desapareceram. A Companhia de banhos anda em lutas internas pelo poder prejudicando os trabalhadores. O investimento é exiguo. Não existe um Parque Industrial estruturado e com bons acessos. E aqueles que poderiam dar o exemplo ( que deveria vir de cima), encerram postos de trabalho, têm salários em atraso e falham com as indemnizações

publicado por José Manuel Faria às 19:01

2 comentários:
As empresas que não conseguem competir têm que fechar, o seu encerramento vai criar espaço para que as competitivas se possam manter no mercado.

Mas tem razão é muito, muito, muito preocupante a situação que se vivem em Vizela. Ponho as coisas nestes termos não pela elevada taxa de desemprego em si, mas por não ver conjuntura para que no Concelho de Vizela se criem alternativas.

Eu não colocaria as coisas nos termos: os patrões não modernizaram ou não procuraram mercados alternativos. Salvo algumas excepções, as empresas modernizaram-se. Ainda há pouco tempo estive em Seia numa têxtil de lanifícios que faliu, a qual tinha do melhor em maquinaria, só que investiu nos últimos anos muito acima do que aquilo que o seu mercado permitia. Igualmente visitei têxteis em Espanha, França e Bélgica e o cenário é semelhante. Diariamente recebo por mail informações de dezenas de máquinas para venda provenientes de falências em toda a Europa.

A desvalorização do Dólar face ao Euro é efectivamente um problema porque o mercado Americano é um colosso e sem ele é muito difícil as têxteis manter as estruturas que criaram nos últimos anos. Depois ao se conseguem readaptar a um mercado mais pequeno ou abrem falência e nesta matéria a atitude dos trabalhadores também é muito importante para a continuidade ou não.

Também há algo muito importante, a competência dos patrões enquanto "fazedores" de uma estratégia que se adapte à realidade da empresa e do mercado e a sua capacidade de aplicação da mesma. Não é de menosprezar a baixa formação académica (ou capacidade autodidacta/aprendizagem na vida) de muitos patrões que faz com que percam com facilidade o controlo das empresas que lideram quando factores externos se alteram e lhes obrigam a repensar a empresa.

Depois há outro aspecto muito, muito, muito importante. Mais do que lutar pelas empresas que fecham ou estão para fechar, é preciso lutar por novas empresas e pelo crescimento de outras. Não dúvidas de que é neste ponto que a sociedade se tem que concentrar e gastar energias. Esta é também a reflexão que é preciso fazer em Vizela: O que é preciso fazer para que em Vizela abram mais empresas e se criem mais postos de trabalho?
Jorge Miranda a 26 de Março de 2008 às 23:55

Excelente análise. Não esquecer a incompetência e a procura rápida de lucro alto, assim como o desbaratar de património, criando atitudes de novo-riquismo.

José Manuel Faria a 27 de Março de 2008 às 10:44

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