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Abr 08

A Plataforma Sindical já afirmou que houve um "apoio esmagador" dos professores ao memorando de entendimento com o Ministério da Educação, depois dos mais de 1300 debates realizados esta quarta-feira nas escolas do país. Mesmo assim, um número muito significativo de escolas chumbou o entendimento, algumas delas publicadas nesta lista. No parlamento, Ana Drago lembrou à Ministra a chantagem que exerceu sobre escolas e professores, assinalando que "comprou algum tempo de vida" com o acordo estabelecido.

 

in esquerda.net

 

 

Os sindicatos podem dizer que o apoio ao acordo com o ME foi esmagador, contudo dezenas de escolas, muitas de Braga estão contra. Como disse em post anterior esta divisão pode enfraquecer a classe , e o governo aplaude.

Houve recuo do governo quanto ao processo de avaliação, mas dossires importantes como: o estatuto da carreira docente e gestão das escolas ficaram na mesma, por isso o governo não "perdeu" tudo, a luta dos professores deveria continuar

publicado por José Manuel Faria às 11:02

6 comentários:
Como não percebo muito desses casos de politica venho só dizer que a Ana Drago podia muto bem estar neste post também: ‘A esquerda não tem gosto para escolher mulheres’
1/2Kg de Broa a 16 de Abril de 2008 às 14:30

Em conversa amena com um amigo eu, dizia-me que sabia de uma provável "fonte segura" ? , que o acordo foi monopolizado pelos sindicatos. Isto é, a ministra cedeu em muitos pontos oficializados e noutros não oficializados. E o acordo conclui-se com um exigência onde a ministra combinou que "o que seria oficial do acordo" era uma conquista para o ministério e os sindicatos asseveravam, com a contrapartida da implementação dos pontos não oficiais do acordo a curto e médio prazo.

As palavras valem o que valem mas não (des)confirmo.
Marco Gomes a 16 de Abril de 2008 às 16:05

Claro que podia 1/2 kg. Desta vez dei "protagonismo" à Joana A. Dias. Quando estviver com a Ana Drago, vou-lhe falar de ti. Posso?
José Manuel Faria a 16 de Abril de 2008 às 17:25

Ora essa, sinta-se no direito.
1/2Kg de Broa a 16 de Abril de 2008 às 17:27

Marco Gomes. Estes acordos têm sempre cedências de lado a lado. Há muitos profs insatisfeitos, essa é que é a verdade.
José Manuel Faria a 16 de Abril de 2008 às 17:28

O meu colega Francisco Santos [ http://fjsantos.wordpress.com/2008/04/14/os-interesses-do-governo-a-contra-informacao-e-os-professores-ingenuos/ ] toca na ferida:

"o que pretendem alguns movimentos e professores que se insurgem contra a assinatura deste entendimento entre a Plataforma de Sindicatos e o ministério? Que alternativas propõem estes senhores aos 7 mil professores que precisam de uma classificação de serviço este ano? E que alternativas sugerem para os restantes 140 mil se não houver assinatura de nenhum protocolo de entendimento?

Se não houver assinatura do documento, centenas ou milhares de contratados e professores que mudam de escalão poderão ser avaliados de acordo com procedimentos máximos. Para não falar das famosas escolas de Leiria, de Seia e de Portalegre, aqui ao pé de mim conheço duas em que já havia aulas assistidas marcadas e mais de trinta parâmetros para avaliar. É isso que os movimentos de professores querem?

E alguém tem a garantia de que a DGRHE iria aceitar os procedimentos mínimos a todas as escolas? É correr esse risco que os movimentos de professores querem?

Aplicado este ano o modelo máximo em meia dúzia, uma dúzia, uma centena de escolas, como é que conseguiríamos que o governo se sentasse à mesa para alterar o modelo no ano de 2008/09? É desta cedência que falam os movimentos de professores? É esse risco de não ter nada para negociar, porque o modelo já foi aplicado este ano, que os movimentos de professores querem correr?

Porque é que os movimentos de professores se insurgem contra a presença dos representantes sindicais numa comissão paritária, na qual já têm assento os professores-fantoches do Conselho de Escolas, mais a IGE e uns quantos amigos do CCAP? Será que os movimentos de professores preferiam não ter nessa comissão nenhum representante sindical?

Sem a assinatura do entendimento, os contratados com menos de 4 meses não veriam o seu tempo contado, as classificações de Regular e Insuficiente seriam desde já penalizadas, os conselhos gerais provisórios teriam que ser já eleitos, a formação contínua teria que continuar a ser feita aos sábados, domingos, à noite e nas férias. Era isto que os movimentos de professores queriam?

Respondam a estas questões com toda a honestidade e sinceridade. Os professores que amanhã vão estar nos plenários precisam de saber se os movimentos de professores defendem avaliações diferenciadas nas escolas, os contratados penalizados, a formação nas horas livres, para em consciência poderem optar pela ratificação ou não do memorando e pela aprovação ou não da moção que a Plataforma Sindical pôs à discussão para o Dia D."

Miguel Pinto a 16 de Abril de 2008 às 23:15

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