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Mai 08

O processo revolucionário em curso (PREC) do partido socialista entre 1997/01, pouco antes e depois da criação do Concelho de Vizela nunca foi abordado por ninguém em artigo, texto ou livro por parte de militantes ou não do PS. Foi o momento "revolucionário" de informação contra-informação, ameaças, insinuações, controle de militantes, procura de militantes, textos de ataque no único jornal da altura o Notícias de Vizela e momentos noticiosos na Rádio Vizela.
 
Para quem estava de fora totalmente deste processo talvez não se tenha dado conta do imbróglio e das lutas, mas quem assistiu ao "Prec" do PS por dentro foi muito interessante esta luta principamente pelo resultado posterior que deu.
 
Os protagonistas foram: O "grupo" de Abílio Menezes da junta de S.João das Caldas, Francisco Ferreira, Joaquim Costa, Alberto Machado , Dinis Costa e os "seus", Vítor Cunha, Manuel Pereira, Conceição Videira, Frederico Silva e Salvador Caeiro Brás ( saudoso e amigo) da assembleia de S.Miguel "inimiga" da de S.João.
 
Eu como elemento da assembleia de S.Miguel ( 1997/2001) eleito pelo PCP. Assisti nas reuniões das mesma e fora dela em Montezinhos ( café) e noutros bares de Vizela às disputas, intrigas, contagens de espingardas entre os 2 principais grupos que lembrava como referi acima o prec do PS.
 
Eram os artigos de opinião escritos por uns e assinados por outros, comunicados anónimos contra quem os escrevia, criando teorias de vitimização e telefonemas intimidatórios. Um dia propuseram-me como espião ao serviço de um grupo na assembleia de freguesia, é claro que não pactuei.
 
Inesquecível a reunião na casa do povo de Vizela para delinear estratégias acerca da criação do concelho, tipo plenário alargado do PS. E as quentes assembleias do PS Vizelense roçando a violência entre "grupos".
 
Com o aproximar da criação do concelho a luta incendeia de vez e concorrem 2 listas pelo poder no PS, Francisco Ferreira (político "jovem") vence o "dinossáurio" socialista Dinis Costa. A partir daí o embate era pela integração na novel Comissão Instaladora do Concelho.
 
A lei da República "impunha", mal, 3 elementos do PS e 2 do PSD tendo como base de trabalho os resultados para as assembleias de freguesia nas eleições de 97. Obviamente para favorecer estes partidos. Os eleitores votaram para o presidente de junta e membros das AFs não pensando que esse voto iria servia para determinar a CI. Por proposta posterior do PCP pela caneta de Octávio Teixeira, a CI integraria um elemento do MRCV. Seria então (3/1/1) PS, PSD, MRCV. O PCP exigia a ponderação dos resultados para os 3 órgãos autárquicos sem efeito. Guterres governava.
 
A luta interna no PS agudiza-se quem seriam os 3 "mosqueteiros" com a vitória de Francisco Ferreira e levava consigo os seu "grupo" Alberto Machado, Joaquim Costa. A equipa de S.Miguel ficava de fora.
 
O trabalho de desgaste do grupo perdedor incentiva-se, Francisco Ferreira percebe da importância eleitoral de Dinis Costa, principalmente nos bairros da Lage e Montezinhos e da experiência política de Costa, e acertam acordo para as eleições de 2001. Os "inimigos" de ontem juntam os "trapinhos" um jogada política previsível e de compêndio. Facilmente vencem as eleições de 2001, também derivado pela forte dispersão de voto por 8 candidaturas.
 
Francisco Ferreira "agarrou" o  mais forte adversário colocando-o agora a nº2, este obviamente não se importou e a luta interna ficou mais frágil. Apenas o "grupo" de Menezes (MIV) reagiu sem sucesso, ficando a poucos votos de eleger um vereador sem tirar a maioria ao PS .
 
Estes Independentes fragilizam-se em 2005, resta Menezes e Manuel Pereira "velhos" socialistas inconformados afastados da concelhia à anos tornou o PS actual acrítico e unanimista. Aparecendo agora dois fortes jovens "turcos", João Polery e Vítor Hugo Salgado bons oradores e políticos a defenderem as cores de Francisco Ferreira e do Governo, tirando qualquer espécie de rebelião ou alternativa interna a putativos candidatos e criando condições para serem futuros sucessores dos actuais lideres.
 
O prec do PS terminou em 2001, foi sem dúvida (3 a 4 anos) de interessante guerra socialista pelo poder. Confirmando a máxima " se não podes vencê-lo junta-te a eles". É assim a política nos partidos que anseiam o poder ou estão muito próximo dele.

 

publicado por José Manuel Faria às 11:21

3 comentários:
quem n se lembra?
domingos a 11 de Maio de 2008 às 14:05

Já dizia Winston Churchill:
“Se Hitler invadisse o Inferno, eu cogitaria a possibilidade de uma aliança com o Demónio.”
Mª do Resgate a 11 de Maio de 2008 às 16:36

e os perdigueiros de montesinhos!
Anónimo a 13 de Maio de 2008 às 21:46

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