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Jul 08

Sobre a operação de resgate de Ingrid Bettencourt na Colômbia

 

 

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Em resposta a várias solicitações dos órgãos de comunicação social sobre a posição do PCP a propósito da operação de resgate de Ingrid Bettencourt por parte do exército nacional na Colômbia, o PCP considera o seguinte:

1. O resgate de Ingrid Bettencourt após um período em que esteve prisioneira na selva colombiana, coloca em evidência a gravidade da situação em que se encontram centenas de prisioneiros em ambos os lados do conflito e a necessidade de encontrar uma solução humanitária entre as partes.

2. Os complexos problemas em presença, exigem uma solução política e negociada de um conflito que se arrasta há mais de 40 anos sem solução, situação que é em si, inseparável da política de agravamento da exploração e de terrorismo de estado praticada pelo governo neo-fascista de Uribe, conforme tem vindo a ser denunciado pelas forças progressistas e democráticas da Colômbia.

3. O Povo colombiano poderá continuar a contar com a solidariedade dos comunistas portugueses na sua luta contra a opressão e exploração, pela justiça social, pela democracia e soberania nacional.

 

Uma posição "complexa", e de difícil compreensão, linguagem "comunês".

 

E a posição do Bloco de Esquerda, qual é? 

 

 

adenda: Libertação de Betancourt
PCP não condena as FARC

 

publicado por José Manuel Faria às 20:25

10 comentários:
Primeiro chatei por a direcção do PCP não se ter pronunciado sobre a Ingrid Betancourt. Quando o PCP se pronuncia você não percebe - porque não quer perceber
renata a 3 de Julho de 2008 às 23:10

O PCP faz um discurso aparentemente politicamente correcto. Mas não é nunca capaz de fazer referência critica à actuação das FARC . Ao facto de ser um movimento-narcotraficante que controla, produz e comercializa a cocaína. Diz, ique é preciso uma situação humanista para os prisioneiros mas não criticae as FARC por aprisionar e maltratar centenas de pessoas inocentes. Fala do terrorismo de um lado esquecendo o outro. Os democratas, os revolucionários não privam de liberdade inocentes, não maltratam, matam ou aterrorizam pessoas que nada tem a ver com o conflito. O Presidente Evo Morales já veio dizer que a luta armada não faz sentido no actual contexto. Porque não é capaz o PCP de denunciar os ataques terroristas e as centenas de prisioneiros executados pelas FARC de forma inequivoca?

O BE nunca defendeu nem convidou as FARCpara uma iniciativa partidária não tem que tomar uma posição formal. E naturalmente não pode defender que se prive da liberdade pessoas que não estão envolvidas no conflito. Não vejo que pudesse ser de outro modo.
Fernando a 4 de Julho de 2008 às 00:21

quando digo executados refiro-me a acção de prender não de execução pelo assassinato, não me consta que alguma vez tivessem sido assassinados prisioneiros. mas não tenho a certeza.
Fernando a 4 de Julho de 2008 às 00:26

No esquerda.net é noticiado facto que jejamos sérios e coerentes é de extrema importância.

O BE creio tem política internacional (posições) e toma - as . Acho estranho náo tornar público o seu entendimento sobre a libertação de uma candidata ecologista a presidente de república da Colombia há 6 anos presa na selva.

Todo o "mundo" diz o que pensa, a direcção do partido não. Náo faz sentido.

O PCP ~toma posição por pressão da CS. E não se congratula com a sua libertação ( enrola-se em arguementos pouco claros).
José Manuel Faria a 4 de Julho de 2008 às 10:05

Caro Fernando

Quem é que decidiu que as FARC são um grupo de narco-traficantes ? Você ou a comunicação social norte-americana, de onde surgiram as primeiras acusações nesse sentido?

Pelo que tem escrito, parece-me que tem cultura suficiente para perceber que uma das melhores armas de guerra é a desinformação.

Nem sequer ponho em causa a condição de guerrilheiros, ou combatentes, ou terroristas, ou seja lá o que lhe quiser chamar, dos homens das FARC , que isso é matéria que dá panos para mangas.
João Nuno Sequeira a 4 de Julho de 2008 às 10:16

João Nuno, eu não marco as minhas posições pelos "alinhamentos" dos jornais sem negar que uns me merecem mais credibilidade que outros. Procuro várias fontes de informção e tiro as minhas conclusões quando não conheço em concreto as situações. Normalmente quando pretendo um juízo mais equilibrado, até gosto de distanciar-me das posições mais pró ou mais contra porque regra geral não são isentas. O caso do negócio de cocaína por parte das FARC parece-me ser pacífico mas se o João Nuno acha que não...contudo são várias as fontes a falar sobre isso.

Mas a questão principal de facto para mim não é essa. É mesma a da forma de combate. Não concordo com o recurso a formas de luta de viloência física, psicológica, raptos, sequestros, sobre pessoas inocentes. A esquerda não é isto com certeza.
Anónimo a 4 de Julho de 2008 às 18:41

Apenas realçar que a luta armada é, e sempre foi, apanágio da esquerda, e é legítima sempre que tal se justifique.

A sua posição, expressa no último parágrafo, é um deja vu da posição oficial do Bloco de Esquerda, hoje proclamada pelo João Semedo.

Afinal aquilo que se critica ao pessoal do PCP é válido para todos os outros.

Desculpar-me-á a franqueza, mas é isso que as aparências mostram.

Já agora, qual a sua posição relativamente à Palestina?
João Nuno Sequeira a 4 de Julho de 2008 às 18:49

João Nuno a Palestina é um País ocupado há 50 anos. E muitas voltas se deram. Agora é absolutamte irrealista fazer desaparecer o Estado de Israel

A existência de uma organização que assassina e rapta inocentes não pode ser vangloriada, porque os paramilitares fascistas fazem o mesmo. AS farc têm de se integrar na sociedade civil e darem o exemplo de humanitarismo.

José Manuel Faria a 4 de Julho de 2008 às 19:07

Cara Faria

Partilhamos exactamente a mesma opinião acerca da Palestina.

O que pergunto é se naquela região se atingiu um estágio que permita a OLP deixar a luta armada para defesa dos territórios sob sua jurisdição?

Por outro lado, o Hamas é completamente anacrónico, pelos métodos utilizados, e objectivos que defende.

Dois casos em que um tem legitimidade de para lutar, e outro não, o mesmo povo, o mesmo inimigo.

A talhe de foice, não concordei com a posição do PCP no Parlamento, onde entendo que o voto correcto seria a abstenção.
João Nuno Sequeira a 4 de Julho de 2008 às 20:44

João Nuno ainda o Bloco não se tinha pronunciado já minha posição era pública no meu blogue, logo que tive conhecimento da sua libertação. Se o João Semedo manifesta a mesma posição significa apenas que me sinto bem acompanhado nesta posição. De resto esta posição não é nova já amanifestei da mesma forma relativamente à ETA. E repare que até estive no assalto à embaixada de Espanha por ocasião da condenação á morte decretada por Franco sobre os nacionalistas da FRAP e da ETA.

Esta posição estende-se de igual modo à Palestina. Embora simpatizando com a causa não posso concordar com os métodos terroristas que matam pessoas inocenttes. A esquerda tem de vez que condenar actos que matam indiscriminadamente pessoas inocentos. Os alvos devem ser precisos.
Fernando a 5 de Julho de 2008 às 00:59

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