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Nov 06

Variedade dos Efeitos do Amor

Nascemos para amar; a humanidade
Vai tarde ou cedo aos laços da ternura
Tu és doce atractivo, ó formosura,
Que encanta, que seduz, que persuade.

Enleia-se por gosto a liberdade;
E depois que a paixão n'alma se apura,
Alguns então lhe chamam desventura,
Chamam-lhe alguns então felicidade.

Qual se abisma nas lôbregas tristezas,
Qual em suaves júbilos discorre,
Com esperanças mil na ideia acesas.

Amor ou desfalece, ou pára, ou corre,
E, segundo as diversas naturezas,
Um porfia, este esquece, aquele morre.

publicado por José Manuel Faria às 20:06

4 comentários:
Uma vida de boémia, de entregas e de excessos que lhe mostraram a vida nas suas mais estranhas formas e que o levaram a cantar com a mesma magnitude o amor e a morte. Bendito seja o teu legado poético, Manuel Maria Barbosa du Bocage!

"Negra fera, que a tudo as garras lanças,
Já murchaste, insensível a clamores,
Nas faces de Tirsália as rubras flores,
Em meu peito as viçosas esperanças."
silviaefe a 15 de Novembro de 2006 às 22:21

Grande Bocage.
susana a 16 de Novembro de 2006 às 22:27

Não gostava quando andava na escola
.:mÁrCiO:. a 17 de Novembro de 2006 às 20:52

Oh não! mais um professor que "matou" num aluno o gosto pela poesia magnífica e fantasiosa!
silviaefe a 17 de Novembro de 2006 às 23:02

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