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Set 08

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Em 2009 será ano “cheio” de eleições: Europeias, Autárquicas e Legislativas. As primeiras darão uma indicação geral do comportamento do eleitorado, pouco participativas, os níveis de abstenção poderá atingir os 50%. Quase todos os partidos legais entregam-se à luta, os candidatos poucos (algumas dezenas), o tempo de antena propício às propostas “europeias”, quase nenhum abordará assuntos sobre a União. Este é o primeiro round de ataque flamejante ao PS. O PSD dificilmente ganha pontos. O centrão é muito igual. As esquerdas têm oportunidade de ouro para crescer. Imprescindível cabeças de Lista mediáticos e correr o País abanando consciências populares adoptando uma estratégia de confronto directo sobre o mal da ratificação do Tratado Europeu, a falta de políticas sociais e o ataque aos bolsos do cidadão do Banco Central Europeu.

 

As autárquicas são um mundo à parte, 308 eleições onde os primeiros candidatos contam mais que a identificação das listas. Os vencedores nas grandes autarquias serão embalados para as legislativas com moderação. O eleitor distingue o coração da razão. Em Vizela com a possibilidade de entrada de uma ou mais listas independentes pode baralhar as contas do Poder socialista. O desgaste do PS e do seu candidato natural aliada a uma estratégia inteligente das oposições pode quebrar dez anos de mais do mesmo, estas juntamente com um PSD aguerrido, um PCP renovado e o BE atrevido apresentando candidaturas surpresas, propostas orçamentadas e diferentes causará um rombo no elevado número de vereadores “rosa”. A expectativa é elevada e a vontade de mudança uma necessidade num dos Concelhos mais cor-de-rosa do País.

 

O momento pelo qual os portugueses esperam com maior ansiedade é as eleições legislativas. Sócrates tende a parar as privatizações, aumentar pensões, a sossegar a função pública ou fazer crescer salários com intuito claro de virar à esquerda aliciando os Alegristas. O PSD com esta direcção credível, mas silenciosa. Um CDS moribundo com tendência a desaparecer fará da direita pêra doce ao actual Primeiro-ministro. É a esquerda que vai rasgar a arrogância do todo-poderoso e infalível PM. O PCP a recuperar votos perdidos na massa trabalhadora com a sua máquina reivindicativa sindical. E o Bloco de Esquerda a entrar no eleitorado socialista da função pública assim como no operariado que se diz PS desde sempre a castigar o apertar de cinto. O PS pode vencer as legislativas, mas terá um Parlamento maioritário “hostil”. O PS terá de descer à terra e ceder com ou sem negociações.

 

publicado por José Manuel Faria às 12:43

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