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Set 08

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Os médicos começam a ser assediados logo no último ano da sua formação específica (internato) por empresas privadas de médicos que lhes oferecem chorudos pagamentos para realizarem horas em hospitais carenciados de clínicos, denunciou o presidente do Conselho Nacional do Médico Interno

 

As Universidades do Estado formam os médicos quer dizer os contribuintes pagam a quase totalidade do curso e a vantagem que têm é pagar a altos valores  consultas no privado ou os Doutores receberem muito  mais nos Hospitais públicos.

E a Ordem dos médicos cala-se!

Um modo de resolver esta situação injusta seria:

Os alunos na selecção da Universidade onde o curso  funciona teriam que optar entre trabalhar no privado ou no público. Caso optassem pelo privado fariam a sua formação em hospitais privados e vice-versa. Os salários dos médicos a exercer no público teriam de ser mais altos.

Qual o governo que optaria por esta solução?

Com os professores o processo deveria ser idêntico.

publicado por José Manuel Faria às 10:56

4 comentários:
-Em primeiro lugar, que razões válidas impedem a abertura dum curso de medicina em univ . privadas? Certificando os cursos e garantida a qualidade, que ninguém quer formar médicos nas novas oportunidades como é óbvio. Parece-me que a formação dum maior número de médicos resolveria o problema, não existem nas faculdades de Direito, grandes escritórios aliciando alunos no último ano, a demovê-los duma carreira na magistratura por exemplo. Regulação a mais dá nisto.
António de Almeida a 16 de Setembro de 2008 às 15:00

Portugal tem 324 médicos por cada 100 mil habitantes; Cuba conta com 591 médicos por cada 100 mil habitantes.
Resultado: são muitos os portugueses que recorrem a hospitais cubanos!
Mais importante que contratar técnicos desportivos (um exemplo: o cubano
Juan Díaz na selecção de voleibol), deve-se é contratar técnicos cubanos de saúde, para que Portugal possa alcançar um valor próximo dos 591.
Também é necessário combater a ORGANIZAÇÃO TERRORISTA vulgarmente conhecida por Ordem dos Médicos: esta organização procura impedir que sejam formados mais médicos... para que os médicos possam ter acesso a um vencimento de 2500 euros por dia!
Anónimo a 16 de Setembro de 2008 às 15:31

O corporativismo grassa na Saúde em Portugal.

O Estado comparticipa o curso por completo e não recebe nada em troca. Tanto na formação em medicina como em outras formações. Um pouco de retribuição (dentro de certos parâmetros) ao Estado que financiou a formação era é justo.

Particularmente, alguém me pode explicar o 'direito' do Estado em fornecer uma especialização e um 'posto' vitalício na função público mal acabe a especialização? Possivelmente será consequência das políticas de proteccionismo de classe' por parte da 'organização terrorista' (Ordem dos médicos), que esquece os seus estatutos e assemelha-se a um sindicato.

Concordo com a ideia do sector privado financiar a formação dos seus especialistas, assim era menos uma promiscuidade nesta área.

Para não me referir aquilo que é o maior princípio de desigualdade no ensino superior: o condicionamento do curso de medicina (o único condicionado ao ensino público em Portugal).

Outro ponto: Não vejo nenhum, mas mesmo nenhum, problema em haver médicos ou outro tipo de profissão em excesso (mediante as necessidades do País). O problema (como acontece) é a falta destes.

Esquecem-se do legado da revolução de Maio 68, naquele tempo também se lutou para mudar a forma de ensino superior. Lutou-se para que o ensino superior não fosse meramente uma formação tecnocrática e com o objectivo d suprir as necessidades laborais de um País. O ensino é algo mais. É a passagem do esclarecimento e de sabedoria a alguém. É a passagem de ferramentas não a criação destas.
Marco Gomes a 16 de Setembro de 2008 às 18:21

E são os únicos? Um engenheiro por exemplo acaba o curso e vai trabalhar para onde? normalmente para o privado, no entanto o curso foi pago pelo estado. Um professor acaba o curso e vai trabalhar para onde? uns para o público, outros para o privado e outros para o desemprego e quem quem pagou o curso foi o estado.

Por isso a situação é perfeitamente normal. Porém o professor tem razão em questionar se os privados devem ou não financiar a formação. Aí concordo, as empresas, à semelhança do que acontece em muitos países também devem acarretar a responsabiliadde de formar quadros superiores.
Jorge Miranda a 16 de Setembro de 2008 às 22:40

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