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Out 08

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sem título

Setembro 30, 2008

revestiu os seios com duas caixas metálicas, frias como os arrepios.

dançou no meio dos trilhos enquanto dos lábios, rasgados de sangue, saiam

berros tribais, canções secas de palheiros, de buracos, de tocas negras do medo húmido, de desespero trincado.

fez dos seios caixas enferrujadas enquanto nelas batia num compasso acertado.

tal como os gritos do mercúrio nas feridas soltava-lhe uma dor sonora nunca ouvida. 

rasgava-se-lhe a carne, rasgava-se-lhe as formas de mulher e os sentidos de gente.

foi perdida, no nada, no monte, no árduo chão de ninguém foi perdida.

revestiu a coragem, revestiu os seios com duas caixas metálicas e implorou com a música do seu peito até ser encontrada.

publicado por José Manuel Faria às 19:04

Outubro 2008
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