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Out 08

Nestas eleições na região Autónoma dos Açores, a abstenção aumentou para 53,24%, mais 8,5% que há quatro anos (44,77% em 2004). Mais de 100.000 eleitores em 193 mil abstiveram-se.

O Partido Socialista venceu com 49,96% e ganhou, pela primeira vez em todas as ilhas, mas perdeu um deputado e cerca de 15.000 votos (de 60.140 votos para 45.070), baixando cerca de 7 pontos percentuais.

O PSD obteve 30,27% e elegeu 18 deputados, menos um do que em 2004, quando tinha concorrido coligado com o CDS/PP. O seu líder regional, Costa Neves, já se demitiu.

O CDS/PP obteve 8,7% e elegeu cinco deputados, mais dois que em 2004.

A CDU baixou de votação e subiu em percentagem, passando de 2,97% para 3,14% e elegeu um deputado, recuperando o mandato que tinha perdido em 2004.

O PPM também elege um deputado pelo círculo do Corvo, com 75 votos.

O Bloco de Esquerda, que foi o único partido que apresentou uma mulher como cabeça de lista, foi o partido que mais subiu nestas eleições regionais, triplicando a votação, passando de 0,97% para 3,3%, posicionando-se como quarta força política açoriana e elegendo dois deputados pelo círculo regional de compensação.

Luís Fazenda, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, considerou ao esquerda.net que a abstenção é o resultado da política do governo regional, que desfavorece a participação das pessoas e favorece o caciquismo local. Fazenda considerou ainda que a subida do CDS/PP pode ser atribuída a recomposição na direita e salientou que a perda de votos e de um mandato pelo PS significa o aumento do descontentamento com o governo regional, sublinhando que o Bloco de Esquerda irá ser na assembleia regional, como o foi fora dela, oposição de esquerda ao governo regional e às suas políticas de privatização e de ataque aos serviços públicos.

O BE-Açores declarou em comunicado de imprensa: "Tudo faremos, na ALRA e fora dela, para honrar este voto de confiança, na luta pelos direitos das mulheres, contra as desigualdades sociais, na defesa dos serviços públicos de qualidade, por uma escola inclusiva para professores e alunos, pela transparência na utilização dos dinheiros públicos e por uma nova ambição para o desenvolvimento dos Açores".

Os deputados eleitos são Zuraida Soares, de 56 anos, professora, da Ilha de S. Miguel e José Cascalho, de 41 anos, professor universitário, da ilha Terceira.

 

 Zuraida Soares

 

 José Cascalho

 

Zuraida Soares

 

José Cascalho

 

in esquerda.net

 

publicado por José Manuel Faria às 10:48

4 comentários:
-Na sequência de debate anterior que tivemos, a introdução dum circulo de correcção foi o factor que permitiu a eleição destes 2 deputados, e também o da CDU, não sei se do PP foi um ou 2. A somar á eleição do deputado do PPM , eu sei que o Corvo não é representativo de coisa alguma, nem conheço o eleito, mas certamente concordará que terá sido eleito por mérito próprio, as pessoas votaram no candidato e não no partido. Isto vem a meu ver, colocar na agenda a discussão dos tais círculos uninominais, onde curiosamente julgo que o PCP pela sua cultura teria mais a temer que o BE , cujos quadros atingem maior notoriedade, desde que fosse introduzido um factor de correcção a nível nacional. Julgo que ganhariam todos, o país, os partidos, e diminuiria a abstenção. Em qualquer caso ontem a vitória foi de César (obviamente, atingiu a maioria e fez o pleno das ilhas), do PP e do BE . A CDU teve uma ligeira melhoria (diria que empatou), e o PSD empate-derrota ), teve um mau resultado para Costa Neves, quando comparado com Vitor Cruz. O PPM teve uma vitória individual, enquanto partido não teve expressão.
António de Almeida a 20 de Outubro de 2008 às 12:52

Caro António concordo da importância do círculo de compensação ( CDS elegeu 1 deputado). Imagine-se um círculo único nacional. Sim, eu sei que não concorda e prefere os uninominais ( até no Corvo havia 2 mandatos em disputa), concordo obviamente que o voto no PPM foi pelo candidato.
José Manuel Faria a 20 de Outubro de 2008 às 18:18

O que me preocupa é que quase ninguém se mostrou preocupado com os 53% de abstenção. O momento não foi de vitória para ninguém nem mesmo para o PS. Não sei o porquê de tanto contentamento - teve 49,9% de 47% de votantes, o que dá na realidade pouco mais de 23% da população recenseada - 44 400 em 193 000. O País anda a dormir...
Mª do Resgate a 23 de Outubro de 2008 às 00:18

Cara dr.Resgate;

Não esquecer a alta abstenção técnica pelo facto de milhares de açorianos emigrantes continuarem inscritos nos cadernos eleitorais.
José Manuel Faria a 23 de Outubro de 2008 às 20:56

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