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Out 08

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Francisco Louçã também recusa qualquer possibilidade de um dia, no curto e médio-prazo, o Bloco de Esquerda e o PS se entenderem numa aliança de Governo. O objectivo do Bloco, disse, é "derrotar a lógica de governações liberais". "Pensar que por efeito de contaminação de uma coligação se pode conseguir que alguém seja aquilo que não é - eu não acredito. Todas as experiências europeias que conheço são uma catástrofe.

 

 

A Convenção (Congresso) do Bloco de Esquerda realizar-se-á em Fevereiro, e até 5 de Dezembro a COC receberá as moções de orientação do partido para os próximos dois anos.

 

As teses de Louça, coordenador do BE parecem ser as mesmas de 2007 no essencial correr por fora relativamente ao Poder governativo. É uma ideia maioritária na direcção. Se um dia o Bloco chegar ao Poder será porque ganhou as eleições “ relação com o PS 1 para 4” está a progredir eleitoralmente, aponta Louça ou através de entendimento com o PCP e Alegristas responde a linha “esquerdista”, e creio que a direcção política pensará o mesmo ( Comício da Trindade, sem PCP).

 

Um resultado histórico para o BE em 2009 ( Legislativas) seria uma votação de 12/13% duplicando o nº de deputados, 15 a 16, um número extraordinário, tendo em conta  a resistência do PS e o crescimento também do PCP.

 

Esta tese aponta um  BE para a oposição, o eleitorado sabe da impossibilidade de ultrapassar o PS e votará útil no PS quiçá uma porta aberta para uma nova maioria absoluta, e Sócrates a reinar como quer impondo o seu programa, rasgando o sector público, desinvestimento no mesmo e cada vez mais neoliberal em todos os sectores.

 

O BE deve apresentar-se às eleições dizendo ao eleitorado que quer governar, apontando um programa de governo e protagonistas para o exercer, caso não consiga vencer as eleições deve estar preparado para assumir responsabilidades, se for convidado, deve construir um conjunto de medidas a impor ao vencedor. Nos entendimentos políticos tem de haver cedências.

 

O Bloco de Esquerda deve ir a eleições com intuito de levar as suas ideias ao topo. Em defesa dos trabalhadores e de todos aqueles e aquelas esmagados (as) diariamente por este capitalismo selvagem. Esta ideia pode ser reformista  e pragmática, mas neste contexto político nacional e internacional é a melhor. O povo está farto de  esperar, é necessário quebrar o rotativismo PSD/PS. A direita no aspecto da luta pelo poder é muito mais inteligente.

 

publicado por José Manuel Faria às 10:22

3 comentários:
pois, pois tacho.
atento. a 30 de Outubro de 2008 às 18:31

-O BE está num dilema, se fica na oposição corre riscos de ver partir algum voto útil, se entra no governo pode-lhe acontecer algo parecido ao CDS/PP, começar a diminuir a sua base de apoio com a ideia de que se vendeu ao poder em busca do poder. Lisboa será um caso interessante. O melhor que lhes poderá acontecer será algures no futuro o PSD implodir, o que abalaria inevitavelmente o PS, ou virava à esquerda perdendo o centro, porque uma das facões do PSD ocuparia logo o espaço, a ala mais social democrata, ou procurava segurar o centro tornando apetecível uma cisão também no PS. Com 6 ou 7 partidos acabam-se as maiorias em definitivo, e ganham-se eleições com 30%, mas isso é futurologia.
António de Almeida a 30 de Outubro de 2008 às 19:44

pois é José Manuel a questão do exercício do poder e os preconceitos ideológicos são um problema. Sinceramente o crescimento do Bloco, em si, em número de deputados, apenas me importa se servirem para retirar a maioria absoluta ao Governo de Sócrates. Embora pessoalmente não simpatize com o homem, quem anda carregado de razão é o Manuel Alegre. A esquerda se quiser ser uma alternativa a sério, tem elas próprias de romper com elas próprias: com dogmas e preconceitos. Não querendo o poder pelo poder. Nem o contra-poder pelo contra-poder. Nem andar sequer nas margens. Um programa, um projecto, exercer o poder, quando tiver que ser. Ter mais uns tantos deputados sem um projecto consistente, serve apenas para dar lugar a clientelas internas. No essencial estou de acordo contigo. Uma coisa parece-me indiscutivel é que uma nova esquerda se a quisermos, ampla e plural, vai passar necessariamente por rupturas em todos os partidos à esquerda. E pela formação de uma nova organização política um pouco à semelhança do Die Linke alemão.
Fernando a 30 de Outubro de 2008 às 19:50

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