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Nov 08

http://www.radio.com.pt/NR/rdonlyres/97AA7447-136B-479A-A2CC-34B881609FFE/3008/PCP.jpg

O PCP dá início hoje ao seu XVIII Congresso. O Congresso é diferente de todos os demais. Apresenta características próprias de organização, eleição de delegados, debate interno, tem uma sessão de porta fechada à Comunicação Social, o órgão máximo entre congressos, Comité Central elege militantes em Lista única quase todos já definidos, do CC sai o Secretário-geral e demais estruturas dirigentes nacionais.

 

O PCP arroga-se ( in Avante) de organizar o congresso mais democrático em Portugal. Discordo.

 

Jerónimo de Sousa disse:

 

"A questão da luta de classes é um dos capítulos. Até o BE dizia que a luta sindical não se justificava mas, depois, o BE correu atrás das manifestações mas ainda bem que veio. O PCP puxou pelas massas e não esperavam ver mais de 100 mil professores em luta, neste cantinho, para defender os seus direitos", afirmou.

"Queremos uma alternativa de esquerda mas uma politica alternativa. Nós já temos uma coligação, a CDU, e é assim que vamos concorrer. Não fazemos entendimentos por um lugar qualquer de secretário de Estado. Para haver convergência, tem primeiro que se definir a politica e haver uma ruptura com a actual".

 

 Uma mentira sobre o BE, e uma arrogância extrema sobre a luta dos professores que a maioria dos docentes discordará. E a unidade de esquerda como sempre é a CDU.

publicado por José Manuel Faria às 10:57

10 comentários:
o comité central não elege militantes em lista única
o congresso é que elege o comité central.
ao actual comité central só cabe apresentar uma proposta ao congresso de futura composição do órgão, proposta esta, que resulta do debate longo e intenso em todos os organismos de base, e nenhum nome resulta ou é proposto sem que a organização desses camaradas se pronuncie e dê parecer positivo. por isso reflete muito mais a vontade de todo o partido do que se fosse apenas decidida na hora apenas pelos delegados.
o mais democrático ?
sim! se tivermos por democrático um processo que envolve TODOS os militantes deste partido, se as teses em discussão em todo o partido desde o inicio do ano e que chegam agora ao congresso com mais de 500 propostas de alteração acolhidas. bom isto é muito mais do que os próprios delegados poderiam fazer durante os dias do congresso. em que cada militante por si possa propor e sugerir mesmo que não seja delegado, não é preciso "juntar um grupo" "criar uma corrente" para poder emitir opinião propor uma alteração, e a mesma ter tradução nas teses.
goste-se ou não desta forma de organização interna, uma coisa deve reconhecer:
nenhum outro partido desenvolve a preparação dos seus congressos com tantos meses de antecedência , e com a envolvência de tantos militantes.
mais de 1500 reuniões plenárias de discussão e eleição é obra!
quanto á politica de coligações é clara a posição!
não basta soma matemática de votações para aferir da utilidade das mesmas. é preciso discutir as opções politicas e que elas assumam com clareza uma ruptura politica. e o BE tem agora um bom exemplo para estudar e reflectir a sua politica de alianças! ou seja o Zé faz falta em Lisboa .sem uma base claramente definida de ruptura, em que muita coisa fica para depois ver, dá nisto! e o bloco vai pagar caro esta aliança/ruptura em Lisboa .
um abraço
Anónimo a 28 de Novembro de 2008 às 12:21

O Comité Central define, faz a Lista, os delegados ( alteram um ou outro nome) votam. Os delegados não podem apresentar listas alternativas.
José Manuel Faria a 28 de Novembro de 2008 às 13:15

essa é uma inverdade!!
a proposta resulta das discussões e indicações dos nomes que são levantados, considerados e discutidos nas respectivas direcções regionais, e que envolvem auscultações e discussões nas comissões concelhias e outros organismos, participando portanto, um numero muito maior de camaradas nesta discussão e indicação do apenas aqueles que são depois delegados ao congresso. quem melhor do que aqueles que directamente trabalham com estes camaradas para ter uma opinião mais concreta e fundamentada!? como dizias noutro post a proposito do sá fernandes estás a 350km de distancia, quem está lá tem certamente mais elementos para justificar a decisão tomada!, pois bem, aqui é o mesmo! por exemplo: quem melhor que os camaradas de braga e os seus organismos, sabe quem são os camaradas de braga com melhores condições para integrarem o comité central?
Anónimo a 28 de Novembro de 2008 às 14:25

Gostava apenas de saber onde posso ler as teses dos congressos - ok, não são congressos, chamem-lhe o que quiserem - do BE, as linhas do orientação política, um caderno de resolução política, qualquer coisinha...

O ideal, mesmo, era que fosse o BE a escoilher os delegados, o Comité Central e o SG do PCP, não era?
rms a 28 de Novembro de 2008 às 15:36

Mais, o comité central não escolhe delegados, os delegados são eleitos nas assembleias electivas que se realizaram em todas as organizações do PCP, e mais pode acontecer de a proposta do C.C. do PCP não ser aceite em congresso, caso os delegados assim entendam... Eu sei que os B.E, PSD, PS, CDS-PP e outros que tal não gostam muito deste tipo de democracia interna, mas é vida, no PCP o militante tem sempre uma voz mais que activa...
E mais quem quiser ler as teses ao congresso é facil, é ir a www.pcp.pt, não temos problemas em dizer o que pensamos...
E mais uma coisita, o JMFaria enganou-se numa coisa, o congresso começa sabado, vé para ver o quanto quer falar do PCP que nem a data do congresso reparou... É que um partido da classe operaria tem que aproveitar os feriados para que os seus militantes possam ir ao congresso....
CJ a 28 de Novembro de 2008 às 17:03


Na reunião do Comité Central do PCP de 22 e 23 de Novembro procedeu-se à avaliação do debate preparatório nas organizações do Partido das Teses/Projecto de Resolução Política, bem como à discussão e aprovação deste documento e da proposta de composição do futuro Comité Central.
As Teses/Projecto de Resolução Política, aprovadas por unanimidade, acolhem e incorporam mais de meio milhar de alterações, resultantes do debate preparatório, que precisam e enriquecem o texto posto à discussão no conjunto das organizações do Partido na sequência da reunião do Comité Central de 20 e 21 de Setembro.
Nesta reunião, o CC aprovou ainda, com dois votos contra e três abstenções, a proposta de composição do futuro Comité Central – culminando um largo processo de discussão e envolvimento individual e colectivo de organizações do Partido – a apresentar aos delegados ao XVIII Congresso.
in avante

A data está errada, esqueci-me do feriado dia 1. Os congressos do PCP, normalmente são à 6ª, sábado e domingo.

É claro que os delegados são eleitos em plenário ( 99%) de braço no ar.

O CC discute e aprova a lista, esta não saiu directamente do Congresso!

As Teses são aprovadas pelo CC, as 500 alterações são da responsabilidade do CC, o "velho" CC sempre com a última palavra, bem os delegados votam a lista. Imagine-se a maioria a votar contra só num conto de fadas.

No BE , 20 aderentes podem construir uma Tese, sem hierarquias ou chefes a decidir as linhas gerais da mesma.

Apresentam-se a votos (obrigatório secreto), as várias Teses e respectivos delegados ligados às Teses, ou candidatam-se individualmente, (aplica-se o método proporcional e são eleitos os delegados), todos os aderentes recebem em casa as várias teses, e propoê alterações se quiserem.

No Congresso os defensores das suas Teses defendem-nas, e votam-se as mesmas.

A Mesa Nacional, órgão máximo entre congressos/convenções e a Comissão de direitos são eleitos proporcionalmente às votações das várias listas ou uma .

Compare-se os modelos.
José Manuel Faria a 28 de Novembro de 2008 às 18:47

E no PCP qualquer militante pode questionar e propor alterações. Somos um partido que defendemos a liberdade de opiniao dos militantes. Até ao final do congresso tudo pode ser discutido. E tambem sei que custa a maioria dos anti comunistas aceitar a nossa forma de trabalhar.
CJ a 29 de Novembro de 2008 às 00:05

Caro CJ para si quem critica parte do programa ou estatutos ou regulamento do PCP, leva logo com o epíteto de anti-comunista .

Então os PCs são anti-bloquistas , anti-sociais/democratas, anti-centristas ou anti-socialistas, isto é anti-outros todos.

O Tempo aconselha a ver Goodby Lenine" e "Até amanhã Camaradas", sem ironias.

Bom Congresso, e digo-lhe mais, o PCP é um partido estimulante de apoio e critica por ser o maior PC da Europa e ter as características que tem.
José Manuel Faria a 29 de Novembro de 2008 às 10:58

Caro Faria

Penso que deveria tentar conhecer o regualmento do congresso.

O PCP tem cerca de 60000 militantes e, acredite, nenhum o é de maneira forçada, aceitando os estatutos e as regras internas de funcionamento.

Creio que o caro Faria foi militante comresponsabilidades, e saiu quando entendeu fazê-lo.

É curioso que ninguém se pronuncia acerca da democraticidade em diversas instituições associativas deste país, designadamente nos clubes de futebol, grandes sumidouros de fundos públicos.

Desta vez houve voto secreto, e não vejo que tenha havido grande alteração no resultado.

A não ser que as pessoas se sintam constrangidas, também, no voto secreto.
João Nuno Sequeira a 1 de Dezembro de 2008 às 19:01

Caro joão,

Entre 2000 e 2004 foram centenas de militantes expulsos administrativamente, os funcionários não recebiam as quotas colocando-os de fora das convocatórias. Num domingo de 2004 ( início), o camarada responsável pelas finanças não queria o dinheiro das minhas quotas, minutos depois entreguei o cartão ao funcionário que controlava a Concelhia.

A unidade no PCP em 2008 está feita, o pensamento diverso não é admissível . Em 100 intervenções ninguém se "desviou". Na minha opinião o partido perde sem discussão aberta no Congresso, aliás todos sabemos que ainda há 4 ou 5 membros do CC "divergentes", mas não foram à tribuna.
É incrível como 1500 delegados apoiam totalmente as Teses, nem uma abstenção!

No Congresso de 2000, houve discussão ideológica, programática e estatutária. Até Vítor Dias defendia " a unidade na diversidade", agora recuou.

O PCP quer a pureza leninista e não a sua refundação. São opções. O próximo ano vai correr bem à CDU, o voto de protesto será elevado. No futuro irá se ver.

O PCP governa o País quando vencer as eleições, em 1983 teve 18%, agora 10%!

O PCP será sempre uma voz de protesto.
José Manuel Faria a 1 de Dezembro de 2008 às 21:08

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