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Dez 08

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"Combater o Capitalismo Ousar o Socialismo", desta Moção chamou-me a atenção esta proposta ( incompleta).

"OS NOSSOS COMPROMISSOS
(a) O Bloco deve tomar a iniciativa no apelo a convergências de esquerda para combater o Governo PS, nas lutas pelos serviços públicos, por direitos laborais, por uma saída anticapitalista para a crise.
(b) O Bloco de Esquerda apresentará candidaturas próprias às eleições legislativas de 2009, com base num programa contra a crise. Esse programa anticapitalista, que recupere a consigna “Os ricos que paguem  crise”, deve ser apresentado sem tibiezas ou cálculos eleitoralistas, porque a força do Bloco não pode assentar no desvio ou ocultação da sua luta pelo socialismo.
O BE defenderá como parte do programa para as eleições legislativas medidas para a superação da crise:
- Nacionalização da banca, sem indemnização e com gestão sob o co
ntrolo dos trabalhadores."....

1 - O PS  vai vencer e a convergência de esquerda é para combater ,

portanto já sabemos qual é o futuro  programa de Governo do PS? E quem vai ser o novo PM?

2 - Utilização da velha fraseologia à PCP(R): "Os ricos que paguem a crise";

3 - O Governo PS toma toda a banca não indemeniza quem investiu e serão os trabalhadores do banco, creio os balconistas a controlar a nova gestão nomeada pelo governo PS!

Ultra - esquerdismo irrealista e perda de credibilidade.

 

publicado por José Manuel Faria às 12:41

7 comentários:
toda a moção assenta num conjunto de pressupostos ideológicos sem qualquer aderência à realidade.
Fernando a 10 de Dezembro de 2008 às 18:58

Não entrando na discussão do teu post que me comprometi a não fazer, deixa-me manifestar o meu espanto pelo modo como um militante de um Partido que no Artigo 2 dos seus Estatutos diz que se compromete intransigentemente a criar alternativas ao capitalismo, escreve esta frase: "...e serão os trabalhadores do banco, creio os balconistas a controlar a nova gestão....".
Desculpa José Manuel, mas parece-me de uma sobranceria preocupante e transportadora de uma concepção perfeitamente conservadora (reaccionária?). Depreender-se que, da tua concepção, um qualquer Oliveira e Costa ou Dias Loureiro é mais "capaz" de gerir uma empresa do que um "balconista", deixa-me surprendida e não me parece próprio de quem milita num Partido anti-capitalista.
Relembro-te só que no seio dos "balconistas" se desenrola uma das mais democráticas, participativas e anti-burocráticas experiências de democracia de base, que obteve 34% em recentes eleições no SBSI, em que participam activamente militantes do Bloco como consta do relatório da Mesa Nacional, aprovado na última Mesa Nacional (que podes ler no Debates 1), ou esquecer que os tais "balconistas" ainda há uma semana inflingiram uma dura derrota a Sócrates e ao Centrão que governa a UGT, manifestando-se maioritariamente, em Assembleias democráticas e de base, pelo Não à venda dos SAMS.
E já agora acrescentar que são dos trabalhadores que mais têmvisto os seus direitos postos em causa pelos Banqueiros que não são...balconistas.

Discutir caminhos e discordar deles é salutar e é a riqueza do Bloco....esquecer princípios, acho, sinceramente, perigoso e, vindo de ti, entristece-me.
Um abraço
Isabel Faria a 11 de Dezembro de 2008 às 08:18

Isabel, falei dos balconistas como poderia falar de outro qualquer sector de trabalhadores do banco.

Agora diz me, O Bloco defendendo nacionalizações sem indemnização a quem os criou ou investiu milhões e de seguida os trabalhadores gerirem os membros, são ideias de 74/75 completamente irreais.

A coerência exigia a nacionalização de todos os sectores produtivos e a criação de um Estado totalmente estatista , já ouvi falar neste tipo de socialismo.

É necessário explicar melhor o conceito de anticapitalismo e socialismo.

Socialismo com democracia nas empresas e distribuição de dividendos por todos os trabalhadores, sim.

Querem acabar com os empresários?

E quem dá emprego às centenas de milhares de portugueses ou milhões, sempre o Estado. Então a via é o controlo dos trabalhadores em todas as empresas, e quem as cria, o Estado? têxteis, calçado, vestuário, etc.

O Bloco transformado num partido sindicalista sem programa eleitoral de Governo?

Os partidos. só existem para o protesto! É que com estas ideias o povo vira as costas ao Bloco, por tão irrealistas e fora de tempo as propostas.
José Manuel Faria a 11 de Dezembro de 2008 às 10:39

Vamos ser sérios, em lado nenhum está escrito que devem ser os trabalhadores a gerir a banca, mas sim que essa gestão deve ser controlada pelos trabalhadores. Se assim fosse, se os trabalhadores controlassem as manigâncias dos gestores, teriam acontecido com tanta facilidade os casos BCP, BPN, BPP?
João a 11 de Dezembro de 2008 às 12:16

As CTs a denunciar a gestão, mt bem. E quem nomeia essa gestão?

O novo governo PS?

Ou esta Tese é para se aplicar quando o BE governar.

O 1º objectivo é retirar a maioria ao PS!

Há muitas incongruências.
José Manuel Faria a 11 de Dezembro de 2008 às 12:38

João o que quererá dizer "gestão controlada pelos trabalhadores"? Co-gestão? Não é isso com certeza. Também não é com certeza dar opinião ou pareceres sobre os exercícios e as contas ...isso, mais coisa menos coisa já faz parte das funções das Ct's . Então só pode mesmo significar a gestão dos bancos entregue aos trabalhadores. E claro que o está em causa não é a falta de capacidade dos trabalhadores exercerem essa função, como refere a Isabel. Sabemos todos os que trabalhamos numa qualquer empresa quão fácil é encontrar no meio de tantos trabalhadores encontrar pessoas mais competentes e mais sabedores do negócio.

A questão é mesmo se é realista e praticável (e no meu caso pessoal penso mesmo que é desnecessária) nestes tempo, falar em nacionalizações dos bancos (para quê? - eu creio que o Estado só precisa de um banco) e não indemnizar os donos? Não se trata apenas dos banqueiros (mas porque raio onde ser usurpados de um bem próprio - ainda se estivéssemos num processo revolucionário decorrente de uma revolução [como por exemplo no 25 de Abril] ainda se poderia compreender) mas essencialmente das centenas de milhares de pequenos accionistas que arriscam ali algumas das suas poupanças. Eu por exemplo tenho algumas acções dadas pela minha empresa como prémio aos seus funcionários, seria justo ser confiscado? Eu acho que às vezes perdemos a noção das realidades, sinceramente.
Fernando a 11 de Dezembro de 2008 às 19:53

Quando não se quer perceber o que está escrito, quando se avança para o debate com as conclusões tomadas, não vale a pena gastar tempo.
João a 12 de Dezembro de 2008 às 12:30

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