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Set 06

Origem Wikipédia

Abortamento ou interrupção da gravidez é a morte (espontânea ou provocada) de um embrião ou de um feto antes do final do seu desenvolvimento normal. O processo é também chamado aborto, embora em termos científicos esta palavra designe apenas o resultado da acção, isto é: o embrião ou feto expulso do ventre materno. A palavra provém do latim ab-ortus, ou seja, "privação do nascimento".

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), abortamento é a morte do embrião ou feto antes que seu peso ultrapasse 500g. Este peso é atingido em torno de 20-22 semanas de gravidez. Observar que pode ter havido ou não a expulsão do produto da concepção do organismo materno, mas havendo a morte do produto da concepção nesta fase da gestação houve um “abortamento”. Pode ser espontâneo, provocado ou induzido, “retido” (quando há morte do concepto, mas não a sua expulsão dentro de 4 semanas), infectado etc.

O abortamento que acontece antes de 4 semanas de gestação é denominado subclínico, entre 4 e 12 semanas precoce e após 12 semanas tardio. O abortamento, pela sua freqüência no indivíduo pode ser classificado ainda em ocasional ou habitual.

Como é um tema polémico, houve a necessidade de criar terminologias que definam os vários tipos de aborto, trazendo cada nomenclatura uma carga mais ou menos pejorativa ou ideológica. Assim, é comum falar-se de:

  • Aborto voluntário ou interrupção voluntária da gravidez, também designado como aborto provocado ou procurado - é sempre considerado aborto directo, porque visa, realmente, a morte do embrião ou feto. Inclui os seguintes casos:
    • Aborto honoris causa, honroso ou moral - no caso de a concepção ter ocorrido devido à violação da gestante (a grávida);
    • Aborto eugénico ou profiláctico - no caso de o feto apresentar malformações graves;
    • Aborto por motivos sociais - quando a gestante alega não ter condições económicas, ou outras, para manter, com dignidade, a criança.
  • Aborto involuntário, espontâneo ou casual - interrupção involuntária da gravidez, também conhecido como desmancho.
  • Aborto indirecto, que inclui o aborto terapêutico ou aborto necessário - neste caso não se pretende provocar o aborto, mas este é o resultado da acção terapêutica que pretende manter a gestante viva.

A IVG já poderia ter sido resolvida a sua despenalição à muito tempo, é um problema de anos.O PS prometeu um novo referendo que tarda chegar, entretanto muitas mulheres vão à barra do tribunal.

O que pensa desta matéria??

publicado por José Manuel Faria às 11:29

8 comentários:
Eis a minha opinião sobre a interrupção voluntária da gravidez: Não, não e não

No meu post: http://porvizela.blogspot.com/2005/10/aborto-qualquer-custo.html
ovizelense@hotmail.com a 12 de Setembro de 2006 às 14:01

É um assunto muito sério para ser tratado assim. E não é tão simples como um sim ou não.
Muitos médicos podem se recusar a fazê-lo por questões ético-religiosas, o que irá dificultar as coisas.
olho vivo a 12 de Setembro de 2006 às 16:13

Eu sou a favor da despenalização do aborto!
E maiii nada!E quem for contra que não faça!
José Manuel Faria a 12 de Setembro de 2006 às 22:23

Vamos pensar,
Facto - o aborto clandestino é uma realidade dramática do país, principalmente para quem não tem dinheiro para recorrer a uma clínica onde hajam condições de higiene e esterilização , para não falar na falta de qualificação médica de quem o vai fazer - conclusão: mortes, infecções pélvicas, esterilidade, etc. , das mulheres que se sujeitam a estas condições.
Facto - Os Hospitais não estão preparados para efectuar um grande nº de abortos, caso este seja despenalizado, pois os blocos operatórios, médicos anestesistas, pessoal de enfermagem, não abundam. E como diz o "olho vivo" os médicos podem recusar-se a fazê-lo por questões éticas ou de consciência religiosa. Que fazer? O Estado tem de arranjar estruturas para que não se volte à estaca zero, ou seja, as mulheres recorrerem às "curiosas" por falta de vagas no hospital. A questão não é concordar ou não com o aborto. Podemos não concordar com o aborto, mas podemos concordar que ele seja despenalizado, para que essas mulheres, menos favorecidas (e não são poucas), não corram riscos de vida. E julgá-las , nunca. Só Deus e a consciência delas as julgarão.
Mª do Resgate Salta a 12 de Setembro de 2006 às 22:41

Concordo com a despenalização do Aborto.
Não concordo com o aborto, mas isso depende de cada mulher e não sou eu que a vou julgar...
Guinha a 13 de Setembro de 2006 às 09:21

Quando não existe condições ou quando se descobrir que o fecto tem um deficiência, porque não?
Quando as pessoas não têm condições para manter a criança, porque não?
Quando a pessoa é violada, porque não?
Quando e por azar o contraceptivo não resultou (por vários e diversos motivos que pode acontecer), porque não? E sendo estudante, por exemplo universitária, porque não?
Penso que devia ter legalizada, não existe motivo para tal não acontecer...
Motivos/Éticas Religiosas??? Isso só se o médico for padre, porque senão não existe ninguém que cumpra tanto assim as leis religiosas para que esses motivo seja colocado para não agir...
.:mÁrCiO:. a 14 de Setembro de 2006 às 09:23

Sou completamente a favor da IVG até às 12 semanas .
Sandra Silva a 14 de Setembro de 2006 às 19:38

Sou a favor da despenalização do aborto por inúmeras razões, já citadas em cima. A decisão tem de pertencer sempre à mulher, ou casal( casal sim, porque para haver gravidez são precisas "sementes" de mulher e homem).
Paula Lima a 15 de Setembro de 2006 às 14:12

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