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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Um Comunista - Não comemora a contra-revolução!

 

 10  Leo

A “queda do muro” foi acompanhada pela queda das amarras que condicionavam o funcionamento do sistema capitalista.

Mas 20 anos de “liberdade” para o grande capital trouxeram ao planeta a maior crise económica dos últimos 80 anos, com o seu cortejo de sofrimento e miséria.

Uma crise que é enfrentada com uma clara marca de classe: milhares de milhões de subvenções estatais para os banqueiros e capitalistas responsáveis pela crise; desemprego e miséria para quem vive do seu trabalho.

Uma crise da qual o grande capital vai procurar sair através de um novo e brutal agravamento das condições de vida da grande maioria da população e, com grande probabilidade, através de novas e maiores guerras.

A angústia, incerteza e medo que a esmagadora maioria da população sente hoje em relação ao seu futuro não pode ser separada dos acontecimentos de há 20 anos que hoje são comemorados por governos e por parlamentos e convenientemente ampliados pelos media dominantes.

Mas as “comemorações de regime” q que hoje assistimos dizem mais sobre o presente do que sobre o passado.

A campanha mundial que a propósito da abertura do muro de Berlim se desenvolve essencialmente contra uma ideologia, contra os Partidos Comunistas e contra a luta dos trabalhadores e dos povos pela sua real emancipação e pela sua real liberdade, revela, por si, as contradições, limites e profundas dificuldades do sistema que as “comemorações” procuram apresentar, mais uma vez, como o final da história da humanidade.

Se hoje, 20 anos depois, recrudesce com tanta violência o anti-comunismo, a revisão e falsificação históricas, a intimidação e as perseguições e restrições à liberdade, os ataques à democracia, a promoção de velhos e novos fascismos, é porque o grande capital não se sente seguro.

É porque o grande capital teme a resistência, luta e revolta dos povos.

É porque, longe do triunfalismo e euforia de há 20 anos, percebeu já que se torna mais clara para grandes massas a natureza agressiva e exploradora do seu sistema sócio-económico que, na corrida desenfreada pelo lucro, não só é incapaz de resolver os grandes problemas da humanidade e do planeta, como é o principal factor do seu agravamento.

É porque sabe que cresce a resistência e luta dos povos e trabalhadores. da América Latina ao Médio Oriente, na Ásia e na Europa.

É porque sabe que os comunistas são os principais organizadores da resistência e luta e são os portadores da alternativa de sistema ao capitalismo.

P capitalismo quer intimidar e reprimir, para continuar a explorar e dominar.

Mas, como a realidade demonstra hoje com particular evidência, o futuro da humanidade não está nas contra-revoluções que há 20 anos varreram o Leste europeu.

O futuro pertence ao sistema que irá derrotar e substituir o capitalismo: o socialismo, cujas portas foram abertas pela Revolução de Outubro, faz agora 93 anos.

Arrastão



Publicado por jmvfaria às 19:07
| comentar |

6 comentários:
De Luis Veiga a 9 de Novembro de 2009 às 21:37
Tens que ler o que escrevi como comentário no blog devaneios de vida ;) Dá muito trabalho copiar hahahaha


De Luis Veiga a 9 de Novembro de 2009 às 21:40
se bem que agora que dou uma vista de olhos no teu posto sobre a queda do muro vejo que a tua opiniao é diversa segundo o circulo....hummmmmmmmmm tens que explicar isso ;D

Um abraço de um ex aluno


De jmvfaria a 9 de Novembro de 2009 às 22:32

- O melhor: "se calhar o caminho para uma globalizaçao dos ideais socialistas passa por um deixar de apontar de dedo aos defeitos e procurar nas virtudes vontade para mudar."

- O Socialimo nunca será atingido por imposição burocrático/vanguardista, e dirigido por um partido único em nome de todos. O Socialismo exige liberdade individual política/sindical/artistica/cultural, etc. As virtudes do socialismo do leste europeu, são infinitamente menores que os defeitos - opressão, gullas, assassinatos em massa, miséria económica, casta priveligiada, falta de democracia, etc, etc - as virtudes deixo que o Luís as diga:)


De a.pacheco a 10 de Novembro de 2009 às 00:06
Isto não foi escrito por ninguem do Arrastão , e sim por um comentador, ligado ao PCP e que dá pelo nome de LEO.


De a 10 de Novembro de 2009 às 02:45
Ir-se-ia demasiado longe com o comunismo... tenham dó..
Tanto se foi que o " Muro da Vergonha" foi derrubado.. e ainda bem...

Se é certo que com a queda do muro de Berlim, se começou uma longa crise, não é menos certo que se deu oportunidade aos Alemães de leste de se libertarem das amarras do poder comunista, que mis não é do que uma forma de ditadura...

Os alemães Ocidentais, sentiram na pele esta crise, porque TODOS tiveram que ajudar a alemanha de leste a solucionar os seus problemas. E fizeram-no de uma forma nobre, ao ponto de cada trabalhador descontar 50% do seu salário, sendo uma boa parte para ajudar a outra alemanha..

Será que isto em vez do capitalismo que lhe chamam ( á alemanha) não é o verdadeiro socialismo???




De jmvfaria a 10 de Novembro de 2009 às 09:11
a.pacheco,

Está no início: comentário 10 -Leo.


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