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Ago 10



A Esquerda à Esquerda do PS, definiu, nas Teses aprovadas em Congresso do PCP e na Moção vencedora do Bloco de Esquerda uma estratégia eleitoral idêntica: abertura das listas do PCP a independentes no quadro da CDU, e o mesmo, no âmbito do Bloco, este “orientou” o Partido da possibilidade de apoio a Listas de Independentes nas Autárquicas, obedecendo a linhas gerais de políticas autárquicas do BE. As diferenças organizativas, programáticas, ideológicas, rivalidades ou velhos e novos ódios fazem compreender a difícil ou impossível probabilidade de entendimentos pré-eleitorais em eleições ao Parlamento Europeu e à Assembleia da República. Quanto às Autárquicas e Presidenciais, o eleitor comum ou mesmo o militante de base “engole” com mais dificuldade estas opções.

 

No próximo Congresso do PCP e na Convenção do BE, estas ideias continuarão a dominar.

 

Esta “conversa” tem o propósito de alertar as direcções concelhias, distritais e Órgãos Nacionais do PCP e BE, que tem havido incompreensões e bastantes desilusões por parte de Movimentos Cívicos alargados, pela postura e rigidez destas estratégias, mais, estes grupos, a maioria de inclinação de esquerda têm-se abrigado debaixo de chapéus Azuis/Laranjas, Coligações PSD/CDS dando a estas uma abrangência tal que podem fazer pender a vitória ou a retirada de maiorias incompetentes do PS de há longos anos nas autarquias pequenas/médias, entre 20 e 50 mil eleitores.

 

Nestes Concelhos onde os problemas a resolver e os projectos a elaborar são do conhecimento de todos: combate à arrogância e “autismo” do Poder, favorecimento na entrada de funcionários, corrupção ou indícios da mesma, ordenamento e planeamento sustentado do território, valências sociais, desemprego, ocupação/divertimento da Juventude, bibliotecas, agendas culturais ecléticas ou a necessidade de pressionar o Poder Central a investir mais e melhor nas suas Terras. A dispersão de votos em Listas separadas  fazem  com que a possibilidade de os transformar em Mandatos seja longínqua, entregando-os às centenas ao lixo, principalmente na eleição à Câmara Municipal, e é uma pena, afirmam as plataformas de independentes. É que ao contrário do que pensam as direcções partidárias, os analistas, jornalistas e comentadores há uma sociedade civil viva e com extrema vontade de intervir, faltando-lhe a maior parte das vezes um local onde possam realizar ou colaborar com os seus projectos. A realidade sociopolítica local/municipal é diferente, está a léguas, por assim dizer, das políticas e interesses da Assembleia da República e do Governo. Aqui (município) conhecesse o carácter, a idiossincrasia a malandrice, a inteligência, a competência ou o vazio do personagem. Sabe-se distinguir muito bem, o altruísta do oportunista, até pelo cheiro.

 

Se a Coligação PSD/CDS "Por Vizela" acolhe independentes de áreas da esquerda dando-lhe um carácter "unitário"/abrangente. O BE e o PCP de Vizela têm de começar a pensar no futuro, esse início dar-se-à nas respectivas reuniões magnas/nacionais, onde os delegados de Vizela devem confrontar os seus partidos com a necessidade de criar frentes de esquerda, mais independentes; com objectivo concreto de eleger Vereadores e retirar as contínuas maiorias absolutas do PS ou no futuro da Coligação, num concelho de 7, facilmente se alcança a absoluta maioria ( 4/3).

 

O Congresso do BE é em Fevereiro de 2011 e o do PCP no fim de 2012.

publicado por José Manuel Faria às 09:38

3 comentários:
No geral correcto , discordo é que essa possível convergência se faça só em autarquias do PS, esquecendo a incompetência o o tachismo que existe em muitas autarquias PSD, e PSD-CDS .

Na região do Porto e na região de Lisboa o PSD aliado em muitos casos com o CDS só tem a presidência dessas autarquias pela proliferação de candidaturas de esquerda.
augusto a 3 de Agosto de 2010 às 15:07

Tás mesmo obcecado e tolo por política. Este é o teu discurso COMUNISTA E BLOQUISTA de outros anos e viu-se os resultados.

Deves pensar que o PS vai dormir sentadinho à sombra da bananeira.
COMUNISTA E BLOQUISTA a 4 de Agosto de 2010 às 01:28

A obsessão e tolice pela política do PS Vizela iniciou-se em 2010: Dinis ganha sem oposição, quer ganhar em 2012, e já disse que quer renovar o mandato. A Coligação tem candidato para 2013. Os outros partidos organizados não podem adormecer, e a curto prazo devem alertar as hierarquias e mobilizar os seus para internamente preparem a possibilidade da abrir excepções a candidaturas unitárias. Vizela poderia servir de exemplo.

A eleição de um vereador pelo BE ( 10,5%) ou PCP não é impossível, mas difícil.

Juntos, numa coligação alargada elegem de certeza. Assim como 3 deputados pelo mesmo.
- Por isso não convém lembrar..., a ver se esquece!..

Três anos é um tempo ideal para definir uma estratégia, se quiser colher frutos.


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