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Um dos mais importantes poderes do Presidente da República: nomear o Primeiro-Ministro, "ouvidos os partidos representados na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais" das eleições para a Assembleia da República – deve ser utilizado com muito bom senso e, respeitando a vontade democrática do povo.

A norma é o PR convidar o partido mais votado a formar governo.

No cenário de vitória eleitoral do PS sem maioria absoluta, Cavaco Silva tem o dever de convidar Sócrates a formar governo e, caso este aceite, é normal, o PS procurar parceiro. Imagine-se que nenhum partido aceite a proposta de Sócrates. Cavaco fica com um extraordinário problema entre mãos, tendo duas hipóteses. Plano A, empossar o governo PS minoritário ou plano B, convidar o segundo mais votado no sentido de criar uma maioria absoluta no parlamento. Como os três partidos: PS; PSD e CDS assinaram o compromisso com a tróica, parece-me que, caso o PR enverede pelo plano A, não vem daí nenhum mal ao país ( o mal é o FMI), pois, no fundamental CDS e PSD apoiam a política socialista.

A apresentação de listas separadas para ver quem tinha mais votos foi o erro político da direita. Quiseram arriscar, a 5 de Junho, torcerão o nariz. 

publicado por José Manuel Faria às 11:16

comentário:
Aqui o meu amigo comete alguns erros por omissão. Vamos admitir que o PS vence de facto as eleições. Mas existem 2 alternativas:
A: PSD e CDS juntos têm 116 ou mais deputados. O P.R. indigita José Sócrates a formar governo, mas este na consulta aos partidos, é informado por PSD e CDS que receberá logo à partida uma moção de rejeição sobre o programa que apresentar no parlamento. José Sócrates força e aceita a rejeição, mas e depois? O PR volta a ouvir os partidos e PSD e CDS apresentam ao PR uma solução governativa, que faz o PR dentro dos actuais poderes? Dissolve novamente ou dá posse? José Sócrates também pode ser logo informado do cenário na noite eleitoral e nem sequer tentar formar governo, vitimiza-se, mas e daí? Vai para a oposição? O PS chuta-o, porque ele não consegue unir o protesto contra o governo, nos sindicatos, ninguém gosta dele...
B:PSD+CDS no máximo têm 114 deputados. O CDS não pode ir para o governo, provavelmente até tem um bom resultado, mas os seus eleitores não querem uma tal coligação. No PS também não, nomeadamente a ala mais à esquerda coligar-se com Paulo Portas? Desde logo a começar por Ferro Rodrigues... Só que este cenário a verificar-se, com uma subida do CDS, implica uma clamorosa derrota do PSD, que mudará de líder, PPC sai, o PR tem influência no PSD, pode tentar forçar um bloco central, com um líder mais fraco, de transição, até que Rui Rio resolva terminar com tal governo e tentar novamente, um remake de 1985...
Sócrates minoritário, também é uma possibilidade, mas apenas se não houver maioria PSD+CDS...
António de Almeida a 15 de Maio de 2011 às 13:54

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