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«Eu gostaria realmente de ser judeu mas descobri que na verdade tenho origem nazi. Sabem, porque a minha família era alemã, Hartmann, o que também me dá um certo prazer», declarou, respondendo a uma pergunta sobre a origem alemã de sua família"

 

«Eu compreendo Hitler. Acho que ele fez algumas coisas erradas, sim, com certeza, mas eu consigo vê-lo sentado no seu bunker no final»,

 

«Estou apenas a dizer», tentou explicar Von Trier, «que acho que entendo este homem. Ele não é o que se poderia chamar de um tipo porreiro, mas sim, eu entendo muito a seu respeito, e sinto por ele um pouco de compaixão, sim. Mas vá lá, não sou a favor da Segunda Guerra Mundial. E não sou contra os judeus».

 

«É claro que gosto muito dos judeus - mas nem tanto, porque Israel é uma ‘pedra no sapato’. Mesmo assim - como é que eu termino esta frase? - eu apenas gostaria de dizer, sobre a arte, que gosto muito de Speer», afirmou, destacando o «talento» do arquiteto nazi, condenado por crimes contra a humanidade."

publicado por José Manuel Faria às 16:15

4 comentários:
Em primeiro lugar, obviamente um filme a não perder, como todos deste realizador, dos poucos a quem passo um cheque em branco, ou seja, não preciso ler uma crítica ou saber algo, para querer ver o filme...
Compreender Hitler não significa forçosamente admirá-lo. Porque razão procuramos conhecer e compreender Alexandre, César ou Napoleão, mas não poderemos fazer o mesmo em relação a Hitler, sem o julgarmos? Hitler, Estaline, Mao ou qualquer outro criminoso deve ser estudado e compreendido, até para evitarmos que a história de repita.
Qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade artística não poderá ficar indiferente a Albert Speer, em primeiro lugar tenho alguma relutância em classificá-lo como criminoso de guerra, para isso teria que fazer o mesmo em relação a todos os nazis e não apenas aos que praticaram crimes contra a humanidade. A definição de criminoso de guerra não deve ser aplicada a todos os que defenderam um lado, normalmente o vencido, curiosamente nunca vi alguém ser julgado por crimes de guerra do lado dos vencedores, mas sabemos como é a hipocrisia nestas alturas. Albert Speer era de facto próximo de Hitler, tal como Leni Riefenstahl, uma brilhante cineasta a quem impediram de trabalhar, com prejuízo para a 7ª arte. Herbert Von Karajan ou Ferdinand Porshe não tiveram o mesmo destino, e pelo menos em relação à última, não cometeram mais nem menos crimes. Já alguns cientistas como Klaus Fuchs, foram parar à URSS ou Werner von Braun aos EUA, sem serem incomodados... Enfim!
Venha mas é o filme, que mais uma vez quero ver a obra de um dos meus realizadores preferidos...
António de Almeida a 18 de Maio de 2011 às 19:03

Verdade que das suas obras nada leva a crer que pudesse ser neonazi. Mas não vejo problema algum em estudar e compreender esse período. Se estudamos Roma, Grécia, Egipto ou mesmo a Idade Média sem julgarmos as figuras históricas, porque não poderemos fazer o mesmo em relação a um período que felizmente já terminou há perto de 70 anos?

Estudar, sim. Compreender o nazismo? Só se o colocar-mos ao nível do irracional ou do abjecto.

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