E é mais do que isso. À 2.ª fase só são admitidos os alunos para melhoria de nota; ou seja, têm mesmo de fase o exame na 1.ª fase. Não podem comparecer só para não terem falta e entregar o enunciado sem nada responderem.
Mas eu acho muito bem esta regra... vai obrigar os alunos a estudarem o ano inteiro e não, apenas, na época dos exames. Claro está que este ministro da educação avisou que com ele iria ser instituída uma cultura de exigência. Ele está a cumprir com o prometido. E os meninos só têm de fazer aquilo que lhes compete que é estudar... é esse o seu trabalho. Façam-no e deixem de mandriar! Chega de facilitismos... depois na vida profissional é o safe-se quem puder, é a cunha, o compadrio... não se reconhece o mérito e o valor do esforço e do trabalho. Tudo isso porque sempre apostou no facilitismo e na deseducação das novas gerações. Se queremos um país diferente no futuro, apostemos numa educação diferente, onde se ponha o mérito e o trabalho à frente de tudo.
Anónimo a 15 de Fevereiro de 2012 às 22:52
A mim parece-me que isto só pode conduzir à "escavação" dumas quantas vidas. Porque realmente está em jogo uma vida em cada oportunidade perdida... e uma vida em percurso escolar, tem mais malhas do que o mero rendimento escolar num determinado momento da vida. Não me parece bem esta espécie de critério de afunilamento , nem acho que a sua aplicação conduza a bom caminho.
alexandra a 16 de Fevereiro de 2012 às 17:04
É muita filosofia de trazer por casa, do género da pseudo-oedagogia que conduziu o nosso sistema de ensino público ao estado em que se encontra... em que os professores estão na sua maioria mais preocupados em melhorar as suas condições (leia-se: direitos laborais) do que em melhorarem como professores e serem, pelo seu exemplo de melhoria das suas próprias competências, um exemplo e uma condição sine qua non para a melhoria do desempenho dos seus alunos e do sistema de ensino... em que os alunos estão mais preocupados em que os paizinhos melhorem as suas semanadas para que eles possam ir para o café discutir a situação de Vizela na Europa ou irem para as discotecas para o engate, do que se agarrarem aos livros a estudar para se prepararem para os testes e para os exames... é que se prepararem convenientemente aproveitarão como ninguém a enorme oportunidade que têm de estudar e de se valorizarem pessoalmente e não ficarão sujeitos às usuais contingências a que os calões se sujeitam de saber se estão ou não preparados para fazer os exames na primeira ou na segunda época, ou se tiveram a sorte de as questões terem versado sobre as matérias que eles ousaram estudar na véspera, ou se tiveram uma branca (típica de quem estudou na véspera, cimentando a memória de curto prazo... mais volátil).
O rendimento escolar em cada e em todo o momento da vida escolar de um aluno é sempre proporcional ao grau de preparação (leia-se: estudo)... o resto é conversa da treta e que só serve para enganar os paizinhos dos calões que justificam os sistemáticos insucessos com uma noite mal dormida, ou o estarem muito nervosos (pois, no fundo, sabem que sabem muito pouco), ou até com a ausência da providência divina... ou, então, com a impossibilidade de recurso a expedientes batoteiros como é o caso do recurso aos copianços.
Deixemos de tretas e abracemos as novas exigências com uma nova necessidade de outro tipo de mentalidades, uma mentalidade de mais trabalho e mais exigência connosco e com os demais. O resto é a treta do costume que já sabemos aonde nos levou como país. Ou acha que temos os políticos que temos e os eleitores que temos graças a quê?!
Anónimo a 16 de Fevereiro de 2012 às 18:52
Os políticos do PSD e do CDS são maus?
Na sua maioria, em particular os que vivem da política e se aproveitam da política para irem vivendo, são muito maus. Todos aqueles que estão na política se forma séria, com espírito de serviço público e não aproveitarem essa experiência para fazerem curriculum, ou contactos, ou servirem-se das funções para enriquecerem ou obterem para si ou para outros beneces em vez de, unicamente, zelarem pelo interesse público, são bons.
Importa fazer uma clarificação de conceitos para não abrir a porta a equívocos.
Infelizmente, todos os partidos que já tiveram experiências de poder (recentes ou longínquas) têm dado muitos exemplos desses. E nem penses que o teu BE está imune a isso. Ou já estás esquecido da antiga presidente de Câmara Municipal de Salvaterra de Magos?! E se o BE não tem mais exemplos disso é graças a não ter mais experiências de poder, caso contrário, terias de lamentar um maior número. Ou estás esquecido que mal sucedeu uma diminuição do número de deputados na AR e foi ver as quezílias avolumarem-se por não haver tachinho para todos os candidatos?! E é ver o Louçã fazer uma caça às bruxas sempre que à contestação à sua liderança e alguém ameaça fazer-lhe concorrência.
Mas seja como for ou não gosto desse tipo de generalizações.
E se alguém mostra ser sério e estar com espírito de missão e de serviço público é o actual Ministro da Educação que não tem filiação partidária.
Anónimo a 17 de Fevereiro de 2012 às 16:26
primeira: as catraias são catraias, que não pessoas adultas
segunda: se as catraias não desfrutam de catraias, quando é que vão desfrutar? quizais reformadas?
terceira: ansia reformar-se sua senhoria?
quarta: como é que a vida pode se converter, por que a converte sua senhoria, em uma carreira para a reforma?
quinta: criaremos, educaremos seres productivos, eficientes... para uma sociedade que produz em excesso; mas, não criaremos/educaremos seres para serem que, suponho, é para o que, em um acto de amor, ha, ha, forom e nos figerom
sextas e final: a minha sae espancada para a escola às 07:30 horas,, com sete quilogramas às costas; molha-se para o comboio. Depois a rodoviária,, depois...
ignácio a 16 de Fevereiro de 2012 às 22:23
Se bem o percebi (confesso que foi com alguma dificuldade, pois respondeu-me com bugalhos, quando eu falei em alhos), você contenta-se com o actual estado do ensino público, resignado a uma situação que oscila entre a mediocridade e o minimamente satisfatório. Ninguém disse que as "catraias" vão trabalhar para as obras... mas trabalhem na sua tarefa que é a de serem estudantes. Aliás, você é um belíssimo exemplo do que acima referi. Para si as escola não deve ser espaço de trabalho árduo na aprendizagem, mas espaço de lazer e de diversão. Nada na vida se consegue sem esforço e sacrifício. Isso de vender facilidades aos nossos jovens, fazendo-os acreditar que tudo lhes é devido sem que eles se esforcem... levou-nos onde estamos. No meu tempo, estudava-mos sem aquecimento ou arrefecimento na sala de aulas, fizesse frio ou calor, íamos para a escola a pé, não tínhamos refeições escolares, os livros passavam de uns para outros e escrevíamos em lousas de ardósia. Agora é só facilitismos... se a mochilita da sua "catraia" é assim tão pesada, isso só prova que você como pai preocupa-se pouco com o bem-estar dela... já pensou substituir a mochila por um trolei?! Mas eu pergunto-lhe o que é que isso tem a ver com o estudo?! O pouco estudo da maioria dos nossos alunos do ensino público?! A alhos responda com alhos!
Anónimo a 17 de Fevereiro de 2012 às 16:39
Não acredito na política de descartar para rentabilizar, nem de fazer tábua rasa, como se problemas ligados à atenção escolar tenham que obedecer totalitariamente a uma questão de treta, vadiagem ou falta de dedicação docente. Não quero uma mentalidade conformada por um mundo de suposições, que comporte uma plana vara de medir, implacável e cega às circunstâncias de ser-se pessoa.
alexandra a 17 de Fevereiro de 2012 às 12:08
É livre de acreditar no que bem entender. Mas, para bem do futuro deste país e felizmente, o actual Ministro de Educação acredita em algo menos etéreo e alienado da realidade.
Anónimo a 17 de Fevereiro de 2012 às 16:42
Vamos fazer, então, de alhos bugalhos. Não estou contente como o estado do ensino público, não, e bem dito que fica nas minhas palavras anteriores. Mas, bem é certo que se pode coincidir no mal-estar e não nas causas desses mal-estares. As nossas, suas e minhas, são bem diferentes. Explico-me (dos alhos aos bugalhos): a escola e a instituição mais conservadora da sociedade (sei que é bravo o que digo, mas... é a que perdura. Olhe-se, pá, reclamando para a escola a volta ao esforço e o sacrifício como sentido final da vida.
Cá alhos e bugalhos juntos: eu tampouco gosto da sociedade esta. Alhos e bugalhos: a minha mãezinha vivia sobre aquilo da vida como um vale de lágrimas. E não é tudo, não. Mil milhões de pessoas seriam demasiadas para manter a geração da riqueza actual deste mundo mundial. Uma pergunta: que fazemos com as 6000000000 restantes? Gostei de alhos e bugalhos. Obrigado pela sua atenção e, sim, eu também puxei jornais inteiros para secar o calçado.
ignacio a 18 de Fevereiro de 2012 às 15:25
O futuro do país é importante, mas o país leva pessoas dentro. E as pessoas, estão sujeitas em diferente medida às contingências da vida e do seu próprio ser, infinitamente mais sérias que o mandriar. Voltando às mentalidades, não quero uma mentalidade criadora de mitos que depois são muito difíceis de desmontar e toca-lhes arrastar com eles a quem vem detrás (não por mim, ao fim e ao cabo eu tenho a vida corrida). Que não chegou à escala exigida pelo ministro? Ë vadio e o professor (às tantas entregado até à medula), é classificado já pelo mito criado. Sobre a realidade, que é o realismo? Podemos desistir de nenhum poder transformador que não seja fazer mais esganadora a vida de quem mal pode e limitar-nos a afiançar a realidade de castigar, sobretudo a quem já vem sendo castigado pela vida.
alexandra a 18 de Fevereiro de 2012 às 20:29