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Dez 07

José Sá Fernandes, (o tal do «o Zé faz falta»), teve direito a um pelouro na Câmara Municipal de Lisboa, na base de um acordo, após as eleições em que PS e BE se comprometeram em não fazer despedimentos na CML e a resolver os problemas dos seus vínculos contratuais.
Poucos meses passados e António Costa, o presidente da edilidade, resolveu meter a promessa no lixo (devem ser coisas de família, política claro está) e resolveu o problema aos primeiros 120, dispensando os seus préstimos e rescindindo os contratos de prestação de serviços.
Um dos eleitos do BE na Assembleia Municipal, pelos vistos de boa memória, veio dizer que, assim, estava em causa o acordo assinado.
Postas as coisas em público com certo ruído, o Zé terá ficado, segundo o «Sol», «ferido com essas declarações» e amuou, tendo mesmo recusado atender o telefone ao líder Louçã.
Todas as estruturas se mobilizaram, «mas o que é isto, onde é que nós estamos?», e chegaram apoios de todos os lados.
Tomou posição a estrutura concelhia de Lisboa do BE e o deputado Miguel Portas, no seu blog, criticou «a fórmula utilizada», apelidando-a de «ultimato político».
Ficou tudo claro. A direcção do BE decidiu mesmo repreender... Heitor de Sousa, o deputado que lembrou os compromissos assumidos.
Portas foi mesmo ao ponto de assinalar que o Zé «está a fazer mais pelos trabalhadores do que Heitor».
E, com receio de que o Zé não estivesse atento às notícias, que profusamente deram conta do desmentido e do raspanete ao rebelde deputado municipal, decidiram obrigá-lo a resolver o problema enviando um SMS ao amuado Zé.
Parece que estou a ver o conteúdo do dito. «Deskulp@ lá, pá»!
Louçã, neste fim de semana, selou o problema salientando «o papel desempenhado pelo vereador na regularização dos vínculos laborais dos trabalhadores avençados na Câmara de Lisboa».
Ao que se sabe, o Zé terá utilizado o SMS para o reenviar para os 120 trabalhadores que viram a situação do seu vínculo regularizada, pela via do despedimento, acrescentando-lhe a seguinte expressão «Tu não fazes falta. Deskulp@ lá,

João Frazão

Depois os comunistas do PCP não querem ou não gostam que lhes falem da casa deles.

Dizem que somos preconceitosos, que não temos nada a ver com a situação interna, que só favorece a direita.

Quando querem também mandam as suas alfinetadas. Nestes casos não favorecem a direita, só o centro-direita!

publicado por José Manuel Faria às 12:25

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