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Ago 12


"De recordar que o ministério financia mais de 200 turmas em 94 escolas privadas com contratos de associação. Estes protocolos com as privadas nasceram na década de 1980, numa altura em que havia falta de escolas públicas em algumas zonas do país. O último governo socialista propôs a revisão da rede destas escolas, bem como a redução dos pagamentos por turma dos 114 mil para 85 mil euros, o que foi aplicado. Para o ano lectivo passado, pretendia-se que esse valor caísse para os 80 mil, mas tal não aconteceu já que a Aeep chegou a acordo com o ministério de Nuno Crato, mantendo o valor de 85 mil."


ensino privado

publicado por José Manuel Faria às 08:35

8 comentários:
A questão não é de neoliberalismo no sistema de ensino português... mas o Estado gasta muito mais por turmas no ensino público do que no sector privado e o insucesso escolar no público é incomensuravelmente maior do que no privado.
Infelizmente, o que se tem de fazer no sector público, se quiser-mos que ele passe a ter a qualidade a que os alunos têm direito e o país, é exigir que todos os professores do sector público sejam submetidos a exames, juntamente com todos os candidatos a professores, para aferir das suas competências e capacidades e se contratar para lecionar só os melhores. Termina-se com os horários zero e com os contratados periodicamente. Melhorar a qualidade do corpo docente e estabilizá-lo (não prescindindo de avaliá-lo constantemente) é necessário para melhorar a qualidade do ensino. Esta depende, sobretudo, da qualidade dos professores que nele ensinam. E cada turma no público custará ao Estado o mesmo que as privadas em contrato de associação.
Esta conversa faz-me lembrar a treta de que os funcionários públicos quererem equiparação com os trabalhadores privados quando lhe foram suspensos os subsídios de férias e de Natal! Acho bem se essa equiparação passar a ser total e não apenas naquilo que lhes interessa... passar muitos deles a ser despedidos por extinção dos seus postos de trabalho, a serem despedidos por quebra anormal e continuada da sua produtividade, com indemnizações ridículas e a receberem subsídios de desemprego ínfimos e de muita curta duração, a estarem submetidos a bancos de horas individuais e colectivos, a receber apenas 50% pelo trabalho extraordinário, etc.
Anónimo a 6 de Agosto de 2012 às 18:04

E se os contratos de associação terminassem.
José Manuel Faria a 6 de Agosto de 2012 às 18:09

Se se fizer a limpeza que proponho no ensino público e quando a melhoria da sua qualidade for notória nada tenho a opor-me. Agora acabar com os contratos de associação só para garantir emprego a essa cambada que tem dado cabo da qualidade do ensino público... não, obrigado! É bom que os portugueses saibam que o ensino público é muito caro e de má qualidade, quando existe um outro caminho mais barato e de muito melhor qualidade.
Anónimo a 6 de Agosto de 2012 às 18:13

Escreve “quiser-mos” e atreve-se a “prescrever” exames aos outros… 
Verdade, verdadinha, comprovada por estudos da Universidade do Porto, é que os seus alunos provenientes do ensino público conseguem melhores resultados que os que estudaram no privado (onde as notas são inflacionadas, como toda a gente, empiricamente, já comprovou).
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2341433&page=-1
Mariana a 6 de Agosto de 2012 às 22:14

Tu és muito totó ó Marianinha! Nunca te aconteceu detetares lapsus liguae no que escreves na blogosfera?! Não?! Então devo concluir que escreves pouco, por nada teres a dizer sobre coisa alguma, e quando o fazes (como foi nesta situação) só dizes disparates... No que me baseio para qualificar a qualidade do ensino em Portugal são as classificações médias por escolas que se realizam com base nos resultados dos exames nacionais feitos pelos seus alunos... e que melhor critério para avaliar a qualidade do ensino público e do privado senão verificarmos o resultado desses ensinos através do que os seus respectivos alunos demonstraram saber?! Vê-se bem que tu andaste numa escola pública muito mal classificada, da qual tens pouco orgulho face ao lugar que ela tem vindo a ocupar!
Notas inflacionadas por quem? Por ventura os exames nacionais que tiveste de fazer eram diferentes dos que os do privado fizeram?!
E em matéria de dados estatísticos, eles existem para todos os gostos. O que é demonstrável, a nível nacional e não apenas numa instituição (servindo-se de métodos analíticos desconhecidos e sem serem acreditados por entidades externas a ela - bem sei que nada disso te preocupa desde que e sirva os propósitos), é que as escolas privadas preparam melhor os seus alunos, o que é comprovável pelos resultados dos exames (que são iguais para todos os alunos em Portugal) realizados pelos seus alunos.
E mais demonstras que és professora do ensino público e que te consideras uma excelente professora... pena é que os teus alunos (os seus encarregados de educação e a comunidade em geral) ainda não tenham dado conta. Daí a necessidade de aferir as tuas competências técnicas e pedagógicas para continuares a leccionar!! Mas já sei tu foges dos exames como o Diabo foge da Cruz!!!
Anónimo a 8 de Agosto de 2012 às 16:49

No meu anterior comentário, a palavra "seus" está a mais.
Deixo mais alguns links sobre o assunto:

http://olhardomiguel.wordpress.com/2012/07/10/desmitificando-os-exames/


http://www.crup.pt/pt/imprensa-e-comunicacao/destaques/1095-alunos-do-privado-com-piores-notas



http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/alunos-do-privado-tem-sido-benef_4367.html
Mariana a 9 de Agosto de 2012 às 10:37

Só tu dás importância ao que está a mais ou a menos... deverias dar mais atenção ao que afirmas e reflectir de forma crítica sobre tudo o que ouves e lês quanto aos assuntos sobre que pretensamente opinas.

Eu tive o cuidado de ir ver as remissões que referes. Verifico que não passam de slogans de propaganda para realçar as pretensas virtudes do ensino público. Além disso, verifiquei coisas curiosas... por um lado o pretenso estudo, apesar de constetar que as médias de acesso às Universidades eram muito superiores nos alunos do ensino privado em relação ao público, afirma que os percursos académicos dos alunos do privado é de menor desempenho do que os provenientes do público e daqui partiram para conclusões verdadeiramente patéticas. Sabes como foram compostas as amostragens? Sim porque eles não avaliaram o universo pretensamente investigado. Sabes se eles integraram nessas amostras os melhores alunos provenientes de um e de outro ensino?! Mais. Sabes se todos os alunos do privado optaram, sobretudo os melhores alunos e em todos os cursos, pelo ensino universitário público? Também não sabes. Nem tu, nem ninguém. E acho curiosa a firmação no referido blogue que o administrador diga que os alunos do público têm mais autonomia e são menos dependentes que os do privado, porque aprenderam a desenrascarem-se, subentende-se que os melhores tiveram de suar as estopinhas até para perceberem a matéria que lhes foi dada pelos professores e parte dela nem foi abordada nas aulas, garças à porcaria dos professores do público que debitam a matéria sem cuidarem de a explicar aos alunos e, mesmo assim, não terminam o programa. Isto só prova a qualidade dos professores do ensino público e a sua mentalidade... querem emprego e não querem trabalho... afinal, até agora não eram avaliados ou a avaliação não tinha quaisquer consequências na sua carreira e remunerações, tanto se lhes dava que trabalhassem mais ou menos, pois ganhavam sempre o mesmo. E ainda tinham a lata de enviar para casa muitos TPC, obrigando aqueles que podiam a recorrer a explicações, sendo que muitas delas eram feitas por esses professores durante a componente não lectiva do seu horário de trabalho... fazendo-se cobrara por isso!
Por isso eu digo novamente, menina quando te baseias nas opiniões dos outros analisa-as como gente grande antes de as fazeres tuas de forma tão apática!
Anónimo a 9 de Agosto de 2012 às 15:36

Então acabem-se com os professores no ensino público pois os alunos ensinam-se a si próprios, são autodidactas... não carecem de professores e sempre é uma grande despesa ( a maior) que o Estado tem com a educação. Claro que não defendo isto. Essa é a conclusão lógica dos disparates das conclusões vertidas no estudo em que a Marianinha se baseou. O que eu defendo é que o ME fique apenas com professores cometentes e mande às urtigas o que não o são, pois disso depende a melhoria da qualidade do ensino público português, mesmo sendo mais caro do que o privado (mesmo em contrato de associação).
Anónimo a 9 de Agosto de 2012 às 15:42

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