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Set 12

publicado por José Manuel Faria às 18:11

comentário:
O PS sempre teve os olhos abertos e bem abertos, até quando levou o país à bancarrota e quando negociou com a troika o acordo de assistência financeira que amarrou este Governo a metas curtas e atrozes de reequilíbrio das finanças públicas... Até hoje, nem o António Costa, que foi ministro do primeiro Governo Sócrates, nem o Tozé Seguro actua líder do PS, partido que sempre sustentou o Governo Sócrates, aprovou-lhe todos os OGE, defendeu todas as suas medidas, insultou toda a oposição que o alertava para o rumo catastrófico que as medidas do Governo Sócrates iriam levar o país... nenhum deles veio pedir desculpa a todos os portugueses por nos terem posto à mercê dos credores e da dependência financeira da troika que, face à nossa absoluta necessidade de financiamento para impedirmos a declaração de bancarrota do Estado e do país, nos impôs um plano duríssimo.
A única crítica que faço ao Passos Coelho é ter criado um imposto de 7% com o aumento da contribuição dos trabalhadores para a Segurança Social só para não ter de desmentir os desbocados do CDS ao aumentar os impostos de uma forma declarada. Temo, contudo, que esse aumento, que tecnicamente é um imposto e não uma taxa de contribuição para a SS pois irá ser arrecadado pela SS mas o seu destino são as despesas correntes do Estado e não um reforço do fundo de solidariedade social, e por ser uma taxa fixa (7%) e proporcional a todo o tipo de trabalhador (sendo a mesma aplicável a quem aufira o SMN ou quem aufira € 25.000,00) e não uma taxa progressiva, que incida sobre vários escalões de rendimentos aplicando-se aos mais baixos uma taxa mais baixa e que aumenta de forma progressiva para os escalões de rendimentos maiores, venha a ser declarada inconstitucional. E como pode o Governo não dar cabo das rendas excessivas sobre a co-geração de energia eléctrica de origem renovável e das PPP's rodoviárias, não promove a anulação de cláusulas abusivas (tais como aquelas que obrigam o Esatado a compensar as concessionárias pela perda de rendimento seja pelo aumento da inflação ou pelo aumento de impostos) inseridas pelo Governo Sócrates a pedido dos concessionários em vez de pretender ir pela via negocial?! Por esta via o Estado dá ar de fraqueza. Urge uma posição de força?! Tem que mostrar que o Estado é forte, especialmente, com os fortes; coisa que ainda está por demonstrar. E porque não criar um imposto sobre as grandes fortunas nos moldes propostos pelo Miguel Cadilhe?! Destinado, exclusivamente, ao pagamento da dívida?! E para reforço dos fundos da Segurança Social, porque não pôr os reformados, com pensões superiores a € 1.000,00 a contribuir com uma taxa de 11,5 para a SS?! Se até os trabalhadores com salário mínimo o fazem (e se destina a assegurara o pagamento dos actuais pensionistas e não as pensões futuras destes mesmos trabalhadores), sendo que o salário médio nacional é de cerca de €800,00?! E até com uma contribuição progressiva, sobretudo, para as pensões milionárias?! E porque não propõe o PS, desde já, ao PSD uma reforma da CRP com vista a reduzir o número de deputados de 230 para 130?! E porque não propõe uma alteração da lei eleitoral por forma a acabar com a hegemonia eleitoral dos partidos (a principal fonte de corrupção de Estado)?! E porque não propõe que sejam reduzidas as remunerações dos políticos para metade? E acabe com os privilégios dos políticos (carro com motorista, cartão de crédito, ajudas de custo de viagens e estadias, etc. e segurança apenas destinada sobre aqueles sobre os quais exista ameaça de serem alvo de atentados à sua integridade física, os insultos e os apupos só fazem bem aos políticos para saberem que governam para as pessoas e que devem sempre ter os pés bem assentes na terra)! Alguém ouviu o PS propor alguma coisa?! Além de mais um ano sem austeridade para depois levarmos mais no pelo?!
Haja decência! E Tozé ainda estou à espera do seu pedido de desculpas! Você foi conivente, pelo silêncio, com o Governo Sócrates?! Se ninguém o ouviu criticar é porque estava de acordo na sua essência?! O que propõem ao país é o regresso ao socratismo (na versão do Tó Zé)?!
Anónimo a 11 de Setembro de 2012 às 12:27

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