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Fev 07

Ontem Portugal mudou. Sintonizou-se com o seu tempo e com a sua identidade europeia, com a matriz contemporânea da sua civilização. Os votos "sim" foram, aliás, esmagadoramente maioritários no eleitorado mais jovem. Empenhado no futuro que tardava.

A Assembleia da República pode agora legislar de acordo com a vontade expressa neste referendo, permitindo às mulheres e aos casais o (último) recurso à IVG, nas dez primeiras semanas e em condições de segurança, saúde e dignidade. E deverá fazê-lo o mais rapidamente possível, de forma a ir terminando, sem mais delongas, com o ignóbil aborto clandestino.

Depois de uma campanha acesa e mobilizadora (que, note-se, já terminou!), a abstenção ainda ensombrou a instituição do referendo. Mas o seu assinalável decréscimo afasta os agoiros mais pessimistas. Nem os portugueses estavam alheados desta matéria, nem esta foi a terceira e última consulta popular. Em menos de dez anos a sociedade portuguesa evoluiu em dois traços essenciais da maturidade democrática. A participação e a laicidade. Motivos para celebrar.

O processo humilhante e doloroso pelo qual passaram todas as mulheres que abortaram em Portugal, sob este regime, é irreversível. Porém, com a vontade de mudança que os eleitores manifestaram com clareza, é-lhes feita alguma justiça. Ou, pelo menos, alguns remorsos, fermentados pela repressão, poderão ser aliviados. Pena é que a viagem tenha sido tão longa. Mas acabou. Finalmente.


Joana Amaral Dias in DN

Uma grande vitória do SIM, com resultados positivos no concelho de Vizela, diriamos quase um empate, o que sai fora da média do distrito e a norte do Mondego

publicado por José Manuel Faria às 18:12

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