
Seria mais uma tarde igual a tantas outras, no Cais Rocha Conde de Óbidos, se não fosse a acostagem do primeiro cuzeiro gay em Lisboa. O navio chegou pouco depois da hora do almoço e, durante a tarde, eram mais os "mirones" alfacinhas junto à zona de desembarque e distribuidores de panfletos publicitários de discotecas gays na capital, do que os passageiros que se aventuravam pela cidade.
A orientação sexual diz respeito a qualquer um e niguém deveria ter nada com isso. Em Portugal as minorias sexuais ( LGBT) organizam-se para terem maior visibilidade e reivindicação do poder legislativo com intuito claro de promoverem a igualdade.
No nosso País a "saída do armário" é dolorosa, estigmatizante, e pode dar perda de emprego. A "clandestinidade" é compreensível. Dinas ou Carlos Castro são dos poucos exemplos.
Por outro lado os Cruzeiros, os hoteis, as praias, os bares ou discotecas "especializadas" dão um ar de promiscuidade mesmo que os seus intentos não o sejam. Daí a atracção e notícia do Cruzeiro Gay e Lésbico nos media e nos mirones. A integração deveria ser tal que um "acontecimento " destes por e simplesmente não existiria. Esta Comunidade sexual insistindo nstes "programas", creio não ajudar em nada a sua Luta. Acentuando o folclore.