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Set 08

http://image.guardian.co.uk/sys-images/Guardian/Pix/steve_bell/2005/09/20/steve512.jpg

Em 2009 será ano “cheio” de eleições: Europeias, Autárquicas e Legislativas. As primeiras darão uma indicação geral do comportamento do eleitorado, pouco participativas, os níveis de abstenção poderá atingir os 50%. Quase todos os partidos legais entregam-se à luta, os candidatos poucos (algumas dezenas), o tempo de antena propício às propostas “europeias”, quase nenhum abordará assuntos sobre a União. Este é o primeiro round de ataque flamejante ao PS. O PSD dificilmente ganha pontos. O centrão é muito igual. As esquerdas têm oportunidade de ouro para crescer. Imprescindível cabeças de Lista mediáticos e correr o País abanando consciências populares adoptando uma estratégia de confronto directo sobre o mal da ratificação do Tratado Europeu, a falta de políticas sociais e o ataque aos bolsos do cidadão do Banco Central Europeu.

 

As autárquicas são um mundo à parte, 308 eleições onde os primeiros candidatos contam mais que a identificação das listas. Os vencedores nas grandes autarquias serão embalados para as legislativas com moderação. O eleitor distingue o coração da razão. Em Vizela com a possibilidade de entrada de uma ou mais listas independentes pode baralhar as contas do Poder socialista. O desgaste do PS e do seu candidato natural aliada a uma estratégia inteligente das oposições pode quebrar dez anos de mais do mesmo, estas juntamente com um PSD aguerrido, um PCP renovado e o BE atrevido apresentando candidaturas surpresas, propostas orçamentadas e diferentes causará um rombo no elevado número de vereadores “rosa”. A expectativa é elevada e a vontade de mudança uma necessidade num dos Concelhos mais cor-de-rosa do País.

 

O momento pelo qual os portugueses esperam com maior ansiedade é as eleições legislativas. Sócrates tende a parar as privatizações, aumentar pensões, a sossegar a função pública ou fazer crescer salários com intuito claro de virar à esquerda aliciando os Alegristas. O PSD com esta direcção credível, mas silenciosa. Um CDS moribundo com tendência a desaparecer fará da direita pêra doce ao actual Primeiro-ministro. É a esquerda que vai rasgar a arrogância do todo-poderoso e infalível PM. O PCP a recuperar votos perdidos na massa trabalhadora com a sua máquina reivindicativa sindical. E o Bloco de Esquerda a entrar no eleitorado socialista da função pública assim como no operariado que se diz PS desde sempre a castigar o apertar de cinto. O PS pode vencer as legislativas, mas terá um Parlamento maioritário “hostil”. O PS terá de descer à terra e ceder com ou sem negociações.

 

publicado por José Manuel Faria às 12:43

http://www.creolab.com/_img/news/antikiller.jpg

Na Festa do Avante!, o líder do PCP contrariou o tradicional desconforto da Esquerda com as questões da segurança. Há «falta de polícias nas ruas das nossas vilas e cidades», clamou Jerónimo, exigindo ao Governo «medidas concretas que no curto prazo possam suster o avanço da criminalidade

 

Parece estar instalada uma guerra aberta entre o Bloco de Esquerda e o PCP. Os temas são as questões de segurança. Nunca a esquerda proclamou por mais policias, GNRs, tanques de combate ou aviões de guerra. Bem o PCP sempre foi nacionalista/militarista quando defendia sózinho na esquerda o Serviço Militar Obrigatório.

Com o mediatismo dado há criminaldade - e sem noticias na TV os factos não existem - há uma tendência para correr a indicar propostas que o povo queira ouvir. Normalmente é o CDS de Portas ou de outro Portas qualquer que abrindo os noticiários sobre um assassinato, este partido pede policias, um assalto, o CDS pede policia. O CDS tem na sua génese de direita conservadora, o gosto por pistolas e de um polícia atrás de cada português.

O PCP é nacionalista, mas nem tanto.! Ouvir o SG, Jerónimo de Sousa pedir mais polícias nas cidades e vilas do país obviamente "copia" o discurso do CDS, e entra no populismo fácil.

As sociedades modernas têm ondas de crimes avassaladoras. A  PGR, o MP, as polícias, os GNRs, a policia municipal (dissuação) têm de ter uma estratégia concertada, ligada entre si conjuntamente com o sistema judicial, criando articulações consistentes de combate ao crime. Os profissionais devem ser bem distribuidos, equipados e treinados.

Apregoar bem alto: Há crime, venham mais polícias. Continua o crime, mais polícias, daqui a pouco temos um estado policial. Há muitos que não se importariam.

O Bloco de Esquerda fez bem em levantar esta novidade do PCP no seu discurso. Os comunistas do PCP gostam de apontar o dedo ao BE, chamando-os de tudo,"esquerdistas inconsequentes", "esquerda caviar" , "pequeno - burgueses", etc. E ficam irritados quando o BE os compara há extrema-direita do CDS.

 

publicado por José Manuel Faria às 10:41

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