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Nov 08

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A "bomba" proferida  por  Manuela Ferreira leite :Ontem foi um pouco mais longe, com uma infeliz declaração em que, ironicamente, admitia a suspensão da democracia por seis meses como condição para concretizar reformas. Como é óbvio, ninguém acredita que Ferreira Leite acredite no que estava a dizer. Ela estava, como provam algumas gargalhadas na sala, a ironizar. Mas, precisamente, a ironia é das mais difíceis armas discursivas. E a líder do PSD não a soube usar. A frase foi logo tomada pelo seu valor facial e agitou o mundo político ontem à tarde.

 

 

 

A maioria dos comentadores e o PS interpretaram à letra as frases suicidas de MFL. Na minha opinião tratou-se de ironia, a dirigente queria dizer que o PS só em ditadura poderia concretizar as reformas, dá-se mal com a Democracia. A ideia é suicida porque vem da Líder do maior partido de oposição e obviamente o PS aproveitou e fez  fuga para a frente ( nós somos a esquerda) tornando as declarações de MFL um balão de oxigénio que bem necessita.

 

A ironia fina bem encaixada num contexto perfeito é uma arma argumentativa excelente, mal utilizada provoca uma tempestade.

 

Há 11/12 anos numa intervenção a propósito da defesa do Concelho de Vizela na TSF utilizei a figura da ironia profunda. Foi o descalabro total: os ouvintes vizelenses ficaram atarantados e os camaradas do PCP - na altura era dirigente concelhio do PCP - estupefactos perante tal argumentação. Afirmava num tom irónico que era contra a criação do Concelho de Vizela... e explicava as razões. A direcção concelhia do partido ( Guimarães) pediu-me explicações e na rádio Vizela "retratei-me." Foi uma experiência política que "jurei" não mais utilizar, a ironia oral sem observação da expressão facial, dos sorrisos ou do tom, faz com que a mensagem não passe. Na escrita é mais fácil perceber a ironia.

 

MFL pode ter terminado ontem a sua carreira política. A única solução para colmatar o erro, é a convocação de uma conferência de imprensa aberta a perguntas ,  explicando-se sem nervosismo.

 

 

 

publicado por José Manuel Faria às 11:14

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