25
Abr 09

 "Melhor Vizela" afirma-se: Apartidário, aclubístico e agnóstico. A crítica construtiva é uma arma que os perspicazes e inteligente devem saber utilizar, é o seu lema.


Uma Opinião a seguir, crítico do  BE, mas como é Construtivo, toca a linkar

 

http://www.melhorvizela.blogspot.com/

publicado por José Manuel Faria às 23:38

 

 

 Não gostar do Cravo Vermelho no Dia de hoje não é um pormenor. É a diferença entre ser de Esquerda ou de Direita, podem pensar que se trata de uma tolice, mas nem Portas nem Rangel o colocaram. A diferença acontece em Vizela, onde há um Deputado Municipal do CDS sem medo do Cravo e do Vermelho, ainda bem.

http://eleicoes2009.info/

publicado por José Manuel Faria às 21:38

 

 Rui Tavares, O Fiasco do Milénio e outras tragédias menores, Tinta da China, 2009.

Houve um tempo na minha vida, digamos entre 1972 e 1976, em que todo o tempo de que dispunha se esgotava na reflexão e na acção revolucionária. Lia então poemas como Apenas por causa da desordem crescente ou Mau tempo para lirismos que, tendo sido escritos por Bertold Brecht, compreendia como se tivessem sido escritos por mim. É verdade que continuo a não ver as questões políticas como fenómenos que me sejam exteriores e distantes. Elas estão em mim como parte indissociável daquilo que sou. Mas aprendemos (eu e julgo que muitos outros) a não ser tão «(…) parciais, secos, enfronhados nos negócios / da política, e no árido e “indigno” vocabulário / da economia dialéctica”, mas a reservar também um tempo para o «entusiasmo pela macieira em flor» ou para a beleza das «quedas de neve». (Envio os poemas do BB a quem estiver interessado.)

 

Vem isto tudo a propósito das minhas leituras, que não se resumem a livros sérios que questionam as minhas convicções políticas, as criticam ou alimentam. Há um lugar também para livros que me permitem repousar e me divertem. Note-se bem: a idiotice não me faz uma coisa nem outra. Mas há leituras que são como um refrigério, uma sombra, um copo de água fresca num dia particularmente quente e abafado, que nos fazem sorrir e, por momentos, sentirmo-nos em paz com o mundo e com os homens.

 

É assim que leio este livro de Rui Tavares que recolhe artigos seus para a revista Blitz. O único problema é que tem pouco mais de 150 páginas. É preciso atenção ao ritmo da leitura para fazer o prazer durar.

António Cruz Mendes

publicado por José Manuel Faria às 16:15

 

O 25 de Abril faz 35 anos em Vizela 11. O golpe de Estado que derrubou o fascismo pode ter semelhanças com as continuas lutas que derrubaram as muralhas medievais e imperialistas de Guimarães. A preparação e operacionalização dos militares no combate à Ditadura têm semelhanças às lutas institucionais de bastidores e clandestinas pela Independência de Vizela.

Nunca mais teremos dias festivos, populares, igualitários e esperançosos como os dias, semanas, meses ou 1 /2 anos que se seguiram à Revolução dos Cravos. A que alguns naqueles tempos detestaram e deram a volta com uma contra-revolução a 25 de Novembro encaminhando dizem, o País na senda capitalista da democracia parlamentar ocidental. O País alterou-se radicalmente. No fascismo, a ditadura no combate à liberdade de expressão, reunião ou associação era firme. Um governo que sacrificava os seus jovens numa guerra injusta e condenada internacionalmente. Na defesa de um Império à custa de mortos nacionais e ditos terroristas africanos. Uma ilusão criada do Ultramar é nosso em que quase a totalidade do País acreditava, pois estava amordaçado, vigiado, analfabetizado e emigrado.

Foram centenas de milhares de portugueses que tiveram de procurar a vida na Europa Ocidental e América Latina, reconstruindo a primeira à custa de sangue, suor e lágrimas de saudade deixando, pais e ou filhos num Portugal orgulhosamente só. Com fome de alimentos e de fé numa transformação social, educativa, cultural e económica.

 

Valeu ao País uma elite política e social que nunca deixou cair a esperança, e que por isso sofreu no exílio ou nas cadeias levando porrada, tortura física ou a horrível técnica de não deixar dormir. Muitos vacilaram, compreensivelmente, outros morreram sem abrir a boca. Quem tem menos de 45 anos não faz, não tem, não imagina o terror que era viver nessa época. Os vigilantes profissionais da polícia politica, assim como os bufos do regime estavam em todo o lado, à procura de indícios subversivos.

 

O novo regime democratizou o acesso à educação, ao sistema nacional de saúde, à mobilidade social – terminando com a rotina do filho de médico, será médico, filho de lavrador, agricultor – à liberdade de reunião e organização de partidos políticos, à liberdade de dizer Não, de manifestação, protesto e indignação. À liberdade de poder ser Poder, de optar, de criar, de inventar.

 

Os indicadores sociais e económicos apontam um Portugal melhor, muito melhor. Mas longe daquilo que a maioria do povo quer. O povo está farto da mentira, da injustiça, porque não se faz justiça, morrem 59 pessoas por cai uma ponte e não há culpados, comprova-se a corrupção e apanham 5 000 euros de multa ou prisão suspensa. Violam-se crianças e um bom advogado resolve. A maioria da população ou está desempregada ou ganha 450 euros ou está na miséria absoluta. Entretanto 20% ganha 7 vezes mais que os mais pobres. Gestores públicos reformados com milhões, vencimentos públicos superiores ao do presidente da República, dinheiros de todos jogados na roleta das acções e o Zé povinho a assistir. Não pode ser, o povo tem uma arma valiosa o voto secreto e secretamente tem a possibilidade de correr com os sanguessugas que nos rodeiam, sempre à procura de sugar o desprevenido, o homem sério aquele que é honrado. Nesta sociedade parece que só o esperto, o reguila, o malandro se safa . Os bons têm que ser mesmo muito bons ou passarão para segundo plano.

 

A Democracia é o pior regime à excepção de todos os Outros. Continuamos à Espera da dita. Uma Democracia popular de verdadeiras oportunidades para todos.

 

“A Todos o que é de Todos”.

 

Viva o trigésimo quinto aniversário da Revolução de Abril.

publicado por José Manuel Faria às 13:12

25 de Abril Sempre, Fascismo  encapotado ou Não,  Nunca Mais!

publicado por José Manuel Faria às 10:24

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