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Mai 09

publicado por José Manuel Faria às 19:45

 Há um conjunto de indicadores que revelam de uma forma indesmentível o baixo nível de formação académica da população portuguesa. Sabe-se que as taxas de abandono da escolaridade obrigatória (16 anos) são elevadas… Mas saber-se-á qual é o verdadeiro nível dos conhecimentos adquiridos por aqueles que a concluem? Não sei se alguém está em condições de nos dar estimativas fiáveis nesse domínio. Mas, entretanto, os Partidos (todos!) com assento na Assembleia da República parecem ter descoberto uma solução: alargue-se a escolaridade obrigatória até ao 12º ano!

 

Não parece ser fácil criticar uma medida tão generosa. Afinal quem não gostaria que todos os portugueses pudessem frequentar a escola até aos 18 anos? O problema reside precisamente aí: o Estado deve facultar a todos essa possibilidade, mas deverá impor essa aos jovens de 16, 17 e 18 anos que não estejam interessados nisso? Pode tentar fazê-lo, mas que resultados se pensa alcançar com isso? Será eventualmente possível obrigar alguém, contra a sua vontade, a ir para a escola… (Há uns anos atrás obrigava-se os mancebos a ir para a tropa.) Mas duvido que se possa obrigar alguém a estudar e a aprender se não o quiser.

 

Prolongar a obrigatoriedade da escolaridade obrigatória para além dos 16 anos pode (e deve) ser visto como uma limitação abusiva da liberdade individual de jovens com idade para serem responsáveis pelas suas escolhas. O José Manuel Faria já o fez aqui. E, de resto, isso nem sequer se traduzirá necessariamente numa maior aquisição de conhecimentos. Na União Europeia, entre 27 países, apenas em 5 foi adoptada uma medida semelhante. Na Áustria, na Dinamarca, na Suécia, na Finlândia ou na Itália, a escolaridade só é obrigatória até aos 16 anos. Na Suiça, também. Devemos considerá-lo como um sintoma do seu “atraso”? E, comparativamente, pudemos considerar mais “avançados” países como o Togo, a Guatemala, a Moldávia ou o Botão, onde a escolaridade obrigatória foi fixada em 12 anos? Ou será que existem problemas que pura e simplesmente não podem ser resolvidos por decretos deste tipo?

 

A democratização do Ensino é um ponto de honra de qualquer pessoa de Esquerda. Mas isso só pode significar que o Estado deve oferecer a todos aqueles que querem estudar condições efectivas para o poderem fazer. O que, ao nível do Ensino Secundário, significa a concessão de bolsas de estudo aos estudantes das famílias com menos recursos, bem como o alargamento e valorização dos subsídios concedidos para alimentação, livros e transportes. Deixar tudo isso tal como está e, depois, exigir a todos que frequentem a escola durante 12 anos é tentar impôr o impraticável.

 

O caminho que defendo para uma verdadeira democratização do ensino não é o da obrigatoriedade, mas o de uma efectiva gratuitidade.

António Cruz Mendes

publicado por José Manuel Faria às 19:25

 


 

O artigo de José Saramago no DN a defender a expulsão dos militantes agressores de  Vital Moreira, implicando uma apurada investigação do SIS, PJ ou de um Comité interno especialista em procurar militantes arruaceiros não lembra a Jerónimo nem à Direcção do PCP, Bernardino na SICn, ontem, esteve a léguas desta tese.

Saramago foi contra a regionalização, afasta-se, e ainda bem, do endeusamento do regime Castrista quer António Costa na Presidência de Câmara de Lisboa, está portanto do lado dos Renegados (Renovação) Comunistas, Paulo Fidalgo, Carlos Brito ou Cipriano Justo e não lhe acontece nada: reprimenda, inquérito interno, retirada de confiança política ou chamado a explicações na Soeiro Gomes. Saramago é uma prima-dona do PCP, um intocável como Urbano Tavares Rodrigues, os únicos militantes que não obedecem ao centralismo democrático. Por menos, centenas de militantes foram chamados ao funcionário a justificar posições. É o Estatuto!

publicado por José Manuel Faria às 13:39

 Há 22 horas atrás os candidatos da CDU à Câmara e Assembleia Municipal de Vizela foram entrevistados na Rádio Vizela. As suas ideias/ posições/projectos/ambições eleitorais poderiam ser interpretadas ou comentadas por mim ou por outro cidadão qualquer, obviamente.

 

A única que tenho o dever de comentar, é a frase sobre a atitude e comportamento dos Deputados Municipais.

 

António Monteiro disse: “ Não quero teatro na AMV e por isso não falo”.

 

1 – A Assembleia Municipal está longe de ser um Órgão perfeito;

2 – Há populismo, demagogia, ataques e contra-ataques como em todo o lado;

3 – O Presidente de Assembleia por vezes deixa-se ultrapassar pelos acontecimentos, é verdade, só não acontece a quem não joga;

4 – Há 27 Deputados e uma Deputada;

5 – Dos 28 Deputados, há 5 que intervêm: João Polery ( faz falta ) e Vítor Hugo Salgado pelo PS; Francisco Ribeiro e José Abreu pela Coligação PSD/PS, e o do BE, por vezes, João Ilídio Costa, Alcides Campelos e Joaquim Ferreira do PS entram em debate;

6 – Na Assembleia Municipal não há fantoches, há pessoas comuns com as suas virtudes e defeitos;

7 – Os Deputados não são actores de nenhuma peça de Teatro, trata-se de pura realidade e não encenação;

8 – Os Deputados do PCP e do BE têm 2,5 minutos por cada ponto da Ordem de trabalhos. Caso a sessão tenha 6 pontos, isto dá no mínimo 15 minutos;

9 – Caso usem todas as figuras regimentais podem chegar aos 30 minutos (média);

10 – São 5 sessões por ano, por isso 20 por mandato, isto dá 10 horas!

11 – Quem diz que não fala porque só tem 10 horas de tempo!!!

12 – Curiosamente quem afirma que não entra em teatralidades e falta-lhe tempo, concorre novamente ao Órgão;

13 – Há coisas que não lembra ao Diabo!

publicado por José Manuel Faria às 11:05

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