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Mai 09

 A Confederação Nacional de Associações de Pais (Confap) defende que as escolas públicas adoptem um uniforme para os alunos para esbater desigualdades sociais.

A Confap endoideceu. A sua Direcção descredibilizou a Organização. Em Vizela a farda deve ser Amarela e Azul. Em Guimarães verde e Branca. A rapariga com saia até aos pés. E o rapaz careca ou no máximo pente1.

publicado por José Manuel Faria às 18:32

 

 


 

A Direita exige a rápida detenção, julgamento e punição dos desordeiros… A Esquerda chama atenção para as causas sociais dos problemas… Quem tem razão?

 

Querer reduzir a situação a um caso de polícia é um erro. Reprimem-se os desordeiros do momento, mas as desordens regressarão mais tarde. E arriscamo-nos a entrar numa espiral de violência e destruição sem fim, onde a repressão serve de pretexto para novas revoltas e estas para uma nova onda de repressão.

 

Por outro lado, denunciar o desemprego, a miséria e a exclusão social como sendo aquilo que está na origem dos conflitos, não resolve problemas que pedem soluções urgentes, porque não será amanhã que uma sociedade liberta daqueles males vai nascer. E, entretanto, a delinquência e a criminalidade prosseguirão a sua marcha.

 

Pois não há que ter ilusões a esse respeito: o lumpen não é o povo e os gangs não são organizações de trabalhadores. Os motins de rua são um sintoma da existência de um conflito político. Mas não podem ser confundidos com manifestações com propósitos políticos definidos. São actos de revolta “em bruto” susceptíveis de serem manipulados por qualquer um. Geralmente, dão pretexto ao reforço das políticas securitárias mais reaccionárias e conservadoras.

 

A prazo, quem julga que pode resolver o problema à cacetada, só vai agravá-lo. E quem ceder à tentação de correr atrás de actos desesperados de revolta, vai correr para o abismo.

 

Mais do que aproveitar a situação para desenterrar e esgrimir velhos machados de guerra da luta ideológica, há que procurar soluções razoáveis para problemas concretos. Antes de mais, como já sublinhou Rui Tavares, é preciso que não se repitam os erros do passado. A construção de bairros como o da Bela Vista é um erro: as famílias mais carenciadas devem ser dispersas pela cidade, viajarem nos autocarros que todos utilizam, fazer compras nas mesmas lojas, ter acesso às escolas, aos complexos desportivos, aos parques e jardins que todos frequentam. Não podem ser encerradas em guetos.

 

Contudo, muitas “Bela Vistas” foram já construídas e os seus problemas têm de ser enfrentados. Antes de mais, é necessário criar um clima de segurança pública e, para isso, a presença dissuasora da Polícia é fundamental. Depois, é preciso prevenir a degradação dos prédios e dos espaços públicos. Uma atitude desleixada nesta matéria funciona como um factor favorável a uma decadência que acaba por ser tida como uma fatalidade. Finalmente, parece-me bastante justa a sugestão de Helena Roseta: é preciso encontrar entre os moradores desses bairros, as pessoas que tenham a coragem de promover iniciativas que vão no sentido de criar alternativas positivas de acção social. Associações culturais, desportivas, de solidariedade social, inclusive associações políticas (comissões de moradores, por ex.) que valorizem a intervenção cívica e a participação de todos na construção de uma sociedade melhor.

António Cruz Mendes

publicado por José Manuel Faria às 18:21

 Junho a Setembro de 2009. À semelhança dos anos anteriores, a Câmara Municipal vai promover uma série de visitas guiadas gratuitas pelo concelho, já a partir do próximo mês de Junho.


As Visitas guiadas gratuitas de Setembro deveriam ser canceladas. Em Setembro a campanha eleitoral está em Curso: Autárquicas.


Pode-se sempre dizer que uma coisa é a CMV outra o PS.


A meses das autárquicas a candidata do PS no Porto, disse que o dinheiro do Estado é do PS!


E mais,  a partir da entrega das Listas no Tribunal ( meados de Agosto), a CMV deve entrar em "Gestão Corrente" e deixar-se dos passeios a idosos de borla e afins.

 

adenda: Era claro como água ( Guimarães já tinha dito que sim): O PS aprovou um empréstimo de 24 milhões para a sua Empresa/Vimágua com o intuito de servir os clientes. Estes ( 60 000) pagarão o mesmo investimento. A CMV e a CMG, dirão, a "Coisa" é tão cara que os 24 não chegam. Então que levem a ideia até ao fim e peçam mais! Tretas. Qual o valor em despesas correntes? Pois, é elevado, claro. O PSD fez bem em votar Contra.

publicado por José Manuel Faria às 11:31

 

 

Está na ordem do dia a crítica severa aos partidos políticos, com as razões de sempre: hierarquias, círculos fechados, obediência, organização rígida, seguidismo, etc, etc. E a complementaridade ou alternativa, (esta vertente ganha cada vez mais peso) são as Listas de Independentes. Pura ilusão. Estas Listas criadas quase sempre em cima dos actos eleitorais são um "perigo" político.

1 – A Lista organiza-se à volta de um cidadão ou de um pequeno grupo;

2 – Os “chefe”(s) contactam uns amigos para estes procederem à heróica tarefa de recolherem dezenas/ centenas de assinaturas ( assembleias de freguesia) ou milhares  (assembleias municipais/ câmaras municipais);

3 – Iniciam o processo com os familiares, claro;

4 – Os eleitores assinam a declaração sem conhecer os componentes da Lista, programa ou ideias gerais da candidatura;

5 – O cheque é passado em branco;

6 – O ilustre independente é eleito;

7 – Depois de eleito segue o caminho individualmente ou com o seu grupo mais fiel;

8 – No terceiro ano de mandato, talvez faça uma reunião mais alargada na perspectiva da reeleição;

9 – Se a “malta” da primeira assinatura recusar, envereda-se por captar outros incautos;

10 – A ideia de fundo é sempre igual: O apoio à eleição ou reeleição da figura;

11- Em 90% dos casos a ilustre figura Independente, é um ex: qualquer coisa que se acha imprescindível na Terra, mas não se quer sujeitar a um controle ou prestação de contas mais rigoroso nos partidos.;

12 – Imaginem estes Independentes a concorrerem à Assembleia da República;

13 – Exemplo: A Lista de Alegre com 6 deputados a legislar à sua moda e com poder de derrubar um governo. Explicavam esta decisão a quem? Ao grupo de amigos!

14 - Há Independentes sérios, por exemplo em Vizela: O MIV em 2001 e Abílio Meneses em 2005. Para além da competência dos protagonistas, o controle torna-se fácil pela reduzida dimensão do Concelho;

15 - Há Independentes em Listas partidárias que assim se comportam e exigem dos partidos liberdade, alguns a concedem, outros estrangulam;

16 - O BE apoia uma Lista de Independentes em Fafe, um risco medido, e uma confiança em quem já deu provas.

17 - A Democracia exige partidos políticos, os cidadãos estão revoltados e altamente desconfiados, é preciso dar espaço aos apartidários, sim, mas, mais uma vez há culpados: O PSD, PS e CDS os chamados partidos do "Arco governativo", onde o vira o disco e toca o mesmo é uma constante há 34 anos, experimentem outros, e se estes não cumprirem nessa altura, digam, digam com toda a força, "Essa tropa é toda igual, o que eles querem é taxo"

publicado por José Manuel Faria às 09:53

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