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Mai 09


 

Passada uma semana sobre as manifestações violentas que ocorreram na Bela Vista, a vida neste bairro de Setúbal parece ter voltado à normalidade. E, para isso, terá contribuído a actuação responsável da PSP. Chegou a altura de nos determos mais atentamente sobre essa “normalidade” que agora foi restaurada.

O bairro tem cerca de 30 anos de idade. Vivem nele cerca de 7000 pessoas, sendo uma grande parte delas adolescentes e jovens adultos. A média de idades é de 34 anos. Os rendimentos de metade dos moradores condena-os a viver abaixo do limiar da pobreza (cerca de mil recebem o RSI). Perto de 30% está no desemprego e, entre estes, muitos procuram o primeiro emprego. 30% não completou o ensino básico e 10% são analfabetos.

O bairro não está devidamente integrado na rede de transportes públicos do Concelho. Não há distribuição do Correio. Não há comércio. As habitações e os espaços públicos estão degradados.

A marginalidade, a delinquência e o crime encontram aqui um terreno fértil.

Devemos admirar-nos caso voltem a suceder novos actos de revolta, de violência e de destruição? Para o evitar, será suficiente por mais polícia na rua e mais gente na cadeia? E quantas mais “Bela Vistas” haverá em Lisboa, no Porto, em Gaia e por aí fora? Exigir uma intervenção social séria será simples demagogia, ou será antes uma necessidade urgente?

António Cruz Mendes

 

publicado por José Manuel Faria às 18:04

 


A conhecida vizelense não quis, para já, adiantar qual a sua posição, remetendo um «nim» que tanto pode indicar anuência ao convite dos líderes da Coligação como um não. Sabendo-se que brevemente a Coligação vai apresentar publicamente os seus candidatos, Resgate Salta deixará, tudo indica, essa informação para o cabeça de lista Miguel Lopes. Mas noutras ocasiões foi peremptória em dizer não.


 

Registo de interesses: Sou o porta-voz responsável do Núcleo Concelhio do Bloco de Esquerda, e pessoa obviamente interessada nas movimentações dos adversários. O ponto de vista que tomo só a mim diz respeito. Em comentários anteriores opinei sobre as candidaturas em termos genéricos, não fiz, não faço, nem farei considerações particulares. Abro aqui uma excepção.

Maria do Resgate é uma das maiores activistas sociais do nosso Concelho, bloguer,  “twuiteira”, brincalhona e popular. A possibilidade da sua entrada na vida activa política  é, sem dúvida, uma mais – valia para a “classe”. É um valor a acrescentar ao número reduzido de protagonistas que infelizmente existem em Vizela.

Estranho no entanto três/quatro realidades:

1 – A enveredar na Política Pura Vizelense, Maria do Resgate tinha e tem credenciais para entrar por cima: A sua Candidatura faria todo o sentido, caso fosse candidata a Presidente de Câmara;

2 – Ou primeira candidata à Assembleia Municipal;

3 – Não o sendo, passa sempre por ser uma candidata do Bloco de Direita por mais que se afirme independente, pois os primeiros lugares são membros activos do PSD;

4 – Engrossar uma Lista do PSD/CDS à Assembleia Municipal em nº2, 3, 4, ou 5, a sua importância esfuma-se, porque entra num rol de muitos iguais, não sobressaindo a sua magnitude.  

 

publicado por José Manuel Faria às 10:09

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