
Nas Legislativas de 27 de Setembro, o CDS foi o partido que mais cresceu, por isso, e em tese, a direita liberal e conservadora recebeu do eleitorado um “prémio” pela oposição forte a Sócrates em vários domínios: agricultura, justiça, impostos, pec, rendimento mínimo, imigração, educação e causas fracturantes. Parece pois, incompreensível o negócio entre PS e PP no sentido de aprovar o orçamento. Ou o PS deixou, deixou mesmo de se o que era, ou o CDS converteu-se ao “socialismo” do investimento público, do aumento das despesas e do apoio ao desemprego. A vontade de segurar Sócrates vai mais longe que as parcas medidas de cedência económicas/financeiras, o CDS quer mostrar politicamente, as diferenças para o PSD – responsabilidade, credibilidade, liderança -, e assumir-se como oposição séria e colaborante. Esta pode ser a estratégia de Paulo Portas -acredito, que não seja a do seu eleitorado idoso, reformado, pensionista ou da classe burguesa. Porta pode estar a dar “tiros nos pés”, e. durante 2010 o seu som estridente baixará de volume com consequências políticas imprevisíveis: a “malta” que confiou em Portas volta-se para o rival PSD de cara lavada.
O OE terá votos contra do BE, PCP, PV, abstenção do PSD e a favor do PS e CDS.