Alguns meses após a entrada em vigor da Lei da Paridade que - estabelece que as listas para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as autarquias locais é composta de modo a assegurar a representação mútua de 33% de cada um dos sexos -, deixa muito a desejar. Observa-se que há mais mulheres nos órgãos autárquicos, no Parlamento e na “Europa”, e é claro que, algumas não entrariam sem a Lei. É aqui, precisamente o busílis da questão: Há mulheres, muitas mais mulheres nos órgãos sujeitos a quotas, e depois? A política melhorou, nota-se diferenças, ainda é cedo para aferir? O que me parece é que tudo continua igual. Esta Lei proporcionou uma experiência na elaboração das listas altamente degradante. A Lista era construída na base da reserva do 3º, 6º, 9º, 12º, 15º e assim sucessivamente, para as mulheres, não todas, mas a maioria. Quem esteve no processo sabe que é assim. Eu não gostei de participar e de ver o acontecido. A Lei deve-se extinguir em poucos anos. As mulheres com mérito impõem-se sem a necessidade do empurrão forçado.