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Dez 10

publicado por José Manuel Faria às 23:29


Muitas vezes se ouve falar que isto está mau, que por este caminho não se chega a nada, que não há futuro, que cada vez estamos pior e que devia haver outro 25 de Abril. São pessoas que perderam a esperança, que deixaram de acreditar nos seus próprios direitos, são pessoas desiludidas com Portugal e com os portugueses.
Muitos dos desiludidos nasceram depois do 25 de Abril e, felizmente, nunca sentiram na pele o terror, as guerras, o medo de ficar sem familiares, as torturas, os desaparecimentos de amigos, o peso de impostos e de taxas absurdas, o ser-se controlado pela linguagem, a ausência de eleições, o passar dos anos e ter a certeza que tudo continuaria na mesma, a obrigatoriedade de servir organizações juvenis pro-nazis, a impossibilidade de acesso à verdadeira informação sem cortes de censura, a obrigatoriedade de usar fato e gravata em muitas aulas do ensino secundário, o recrutamento de jovens para a tropa e consequente mobilização para a morte, a proibição de se falar em grupos sem que não houvesse um bufo a controlar, a insegurança que uma ditadura provoca no quotidiano dos cidadãos.
Foi para acabar com todo este caos que os próprios militares fizeram o 25 de Abril. Foi para se ter a certeza de que nada continuaria na mesma. Se não houvesse 25 de Abril não poderia escrever estas palavras e vocês nunca as estariam a ler. No entanto, até que essa revolução fosse concretizada, muitas vidas foram eliminadas, muitas torturas houve e muito sangue correu, mas, o que ainda mais valor deu a esse 25 de Abril, em pouco tempo tudo se resolveu com o mínimo de sangue e o mínimo de violência. A revolução dos cravos foi considerada a mais consequente de todos os tempos e em todo o mundo. Nesse dia os portugueses fizeram HISTÓRIA e houve muito orgulho em ser-se Português.
Hoje a situação não é sorridente, há desemprego e empregos precários, há empresas na falência, há aumentos de impostos e cortes em vencimentos, há tropelias constitucionais, há despedimentos súbitos, há fome e pobreza envergonhada, há um fosso cada vez maior entre pobres e ricos, há inúmeros problemas sociais e globais. O rendimento dos mais ricos é mais do que seis vezes superior ao dos mais pobres. As desigualdades económicas e sociais são cada vez maiores. De tudo isto resulta que muitos se desiludam e reajam sem pensarem, sem cautela, sem avaliar as suas capacidades e sem saber o que poderão fazer. São os desiludidos, enganados e até atraiçoados pelo sistema e pelas teias do poder que, muitos até, julgavam que seria sempre igual como o foi no pré-25 de Abril.
Na realidade, o sistema e as teias do poder não têm tido diferenças nos últimos 36 anos e tudo tem sido dominado sempre pelos mesmos dois partidos. No pré-25 era tudo subjugado só por um partido e desde o 25 de Abril passou a ser por dois, sendo que um é sempre a alternativa do outro e vice-versa. Há quem diga que temos quase 80 anos de fascismo devido, precisamente, a este facto de haver poucas diferenças nos regimes em vigor desde 1932 e com tendências a que essas diferenças desapareçam totalmente.
Como fruto do desagrado, ou da infelicidade causada por determinada situação, a pior coisa que se pode fazer é virar as costas aos problemas e perder todo o interesse, até, pela sua própria vida, pela vida de amigos e familiares. A pior coisa que se pode fazer é abster-se, não optar por nada. Assim só piora as coisas e contribui, a passos de gigante, para que tudo fique na mesma e para que os outros pensem e decidam no seu lugar. Isso não é viver em sociedade, é viver contra ela, é desprezar a sua própria situação como se cuspisse para o ar, é ser inimigo de si próprio, é fazer parte de um grupo de cidadãos amorfos sem qualquer sentido nem qualquer sinal de grandeza ou valor que os distinga da irracionalidade absoluta.
São comportamentos destes que agradam e servem muito a quem detém o vício do poder, a quem governa servindo a ganância e o egoísmo de muitos dirigentes. E isto é como que entregar o ouro ao bandido ou, mais, dar as espingardas ao pelotão de fuzilamento para que disparem sobre nós próprios.
Todos os que pensam que não há solução devem pensar que, com o voto na mão, têm opinião! Antes do 25 de Abril não se podia, sequer, votar em liberdade. Aproveitemos essa diferença!
No próximo dia 23 de Janeiro os portugueses têm que acreditar que poderão voltar a fazer história e a edificar o tão desejado novo 25 de Abril.
A grande verdade é que já está a ser feita história:
É a primeira vez, em Portugal, que existe um candidato da cidadania pura, que não vem apoiado por nenhum partido político, nem por qualquer ramo de forças armadas. É a primeira vez que surge um verdadeiro candidato Livre e Independente! E, acima de tudo, um candidato cheio de experiência de luta pela vida contra a morte e com muita obra humana e social plenamente feita!
A esperança e o futuro estão nas nossas mãos e só dependem de um pequeno X no sítio certo. Queremos voltar a ter orgulho de ser portugueses, não queremos ser mais ultrapassados e ridicularizados por outros países. Não queremos voltar à mesma rotina e queremos que Portugal aconteça.

Com o voto no Dr. Fernando Nobre vamos fazer história !

 

José Manuel Rosa

publicado por José Manuel Faria às 23:02

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“Vizela não se desintegra do todo nacional. Estamos numa região onde uma industria foi fortemente atingida. Não estava à espera de encontrar a interioridade no Minho, isto não se passa apenas em Trás-os-Montes”. Conhecedor do mundo, o candidato mostrou-se apreensivo com o actual estado das coisas referindo ser necessária uma mudança. Questionado sobre o que distingue a sua candidatura das outras, Fernando Nobre foi peremptório e respondeu assim: “Tudo. É a primeira vez que um cidadão português que nunca esteve na política se candidata e vai disputar estas eleições. Percurso distinto dos outros. Há 32 anos que trabalho com afinco em nome de uma solidariedade humana no mundo e no país”.

 

 

publicado por José Manuel Faria às 16:46

publicado por José Manuel Faria às 10:10

publicado por José Manuel Faria às 10:08

"Neste cenário de rigor que é necessário, Carlos César, presidente do Governo Regional dos Açores, não está a ser desleal com o Governo e consigo?

 

Não vejo isso dessa forma. As decisões que o Governo Regional dos Açores toma são em função daquilo que considera melhor para os Açores, não em função daquilo que considera melhor para a governação da República, nem está a pensar em agradar- -me quando toma as suas decisões. Ele tomou uma decisão e eu tomei outra. Concordamos em discordar, digamos assim. É preciso respeitar a autonomia. Quando alguém assume responsabilidades como aquelas que Carlos César assumiu, o que tem de ter no seu espírito é a defesa dos interesses dos açorianos, e tenho a certeza de que no seu íntimo estará apenas essa vontade, servir o melhor possível o povo dos Açores. Se ela é ou não é conforme ao princípio constitucional da igualdade, isso veremos, porque há instâncias para dirimir essas questões."

 

- Eu procurei um governo de coligação (Sócrates):)) Insiste na mentira com um despudor extraordinário!

publicado por José Manuel Faria às 10:00

"Os resultados desta reunião de hoje ainda não são oficiais, mas o ddV sabe que foi positivo o desfecho entre a Bienestar de Espanha e a Companhia de Banhos de Vizela. A informação foi prestada por fonte bem colocada nas negociações que demonstrou o seu regozijo por este desfecho. A mesma fonte acrescentou que a Bienestar pretende reabrir o Hotel Sul Americano, o balneário termal principal e o Mourisco nos próximos meses de forma a preparar o Verão que se aproxima.
O Castelo é outro dos pontos de interesse para esta empresa que explora unidades hoteleiras e instância termais. Como o seu próprio nome diz «bieneestar» bem estar todos os dias com todas as pessoas.
"

 

- Esperar para ver.

publicado por José Manuel Faria às 09:39

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