21
Dez 10

Fernando Nobre, em cada debate televisivo, atira-se, qual taxista das praças de Santa Apolónia ou Campanhã, aos políticos profissionais. Em cada frase sobre si próprio, contraditoriamente, e qual Lord Byron de trazer por casa, destrói a golpes de egocentrismo toda a esperança que uma mudança de personagens do teatro político poderia trazer à plateia eleitoral.

Não vamos colocar em dúvida ser o avanço político deste médico enraizada em motivações altruístas. Vamos mesmo admitir estarmos perante um sacrifício do senhor doutor. Não vamos, também, pôr em causa o mérito do trabalho da AMI. O problema é aquela boca: só Nobre é impoluto. Só Nobre compreende a alma humana. Só Nobre sabe a cura. Só Nobre junta boa vontade. Só Nobre é solidário. Só Nobre viu a verdadeira miséria. Só Nobre é patriota. Só Nobre, em suma, é nobre. Este candidato a presidente é, quiçá, concorrente a divindade?!

No debate com Francisco Lopes disparou ter visto, ao contrário do seu oponente, um homem a tentar roubar a comida a uma galinha. Uma alma generosa alguma vez relataria desta forma um caso de degradação humana? Acho que não. Mas foi isso mesmo que este Nobre fez, apresentando a miséria pessoal, fulanizada, extrema, alegadamente vivida, como um troféu eleitoral que o seu adversário não teria. "Eu cacei um pobre verdadeiro!", parecia gritar. Como definição de carácter é assustador.

O segundo foi perante Cavaco Silva, quando o médico resolveu anunciar aos telespectadores que durante a primeira Guerra do Golfo colaborou com o Governo para ajudar 43 portugueses que estavam no Iraque. Esta fica ao nível do adolescente gabarolas, que espalha entre os amigos as suas fantásticas proezas de músculo e sexo. Como definição do sentido de responsabilidade é revelador.

Nobre critica os políticos profissionais por defeitos que alguns, de facto, têm. Mas só ganhará autoridade moral para o fazer quando, tal como os políticos profissionais, se sujeitar ao crivo implacável da opinião pública. E até hoje nunca passou verdadeiramente por isso.

Por exemplo: já alguém estudou a sério as contas da AMI ao longo dos 20 ou 25 anos de liderança de Fernando Nobre? De onde vem e para onde vai o dinheiro que necessariamente não pode ser pouco e que, obviamente, terá o contributo e sacrifício generoso de muitos de nós?...

Quando Nobre se confrontar com dúvidas que costumamos ter sobre os políticos profissionais e tiver a humildade, tal como muitos deles têm, de dar explicações, talvez possa, então, atirar-nos à cara tanta insuportável perfeição.


Pedro Tadeu DN

publicado por José Manuel Faria às 23:37

 

A Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Energia do parlamento é composta por 22 deputados efectivos e 22 suplentes.Conclui-se que seja uma importante Comissão, como se tem visto.

1 deputado e respectiva equipa por cada 22 000 eleitores ou menos, caso a abstenção aumente, não é muito!

Os deputados poderiam ser metade que não se sentiram a falta dos "eliminados".

E se fossem eleitos em lista única até o BE crescia proporcionalmente.

50 deputados em lista nacional e 50/80 em círculos distritais chegavam perfeitamente.

O que é que as filas de deputados lá bem atrás do PS e PSD fazem, nada!

Bem, entrava menos dinheiro e diminua o emprego político, mas isso seria um assunto sério demais para ser debatido às claras.

Assim como o elevado nº de vereadores.

Vizela, um território de 5 km de lado ( 5 x 5)tem 4 vereadores a tem inteiro e já teve 4 mais 1/2. Há imenso trabalho para todos, por isso há dias que entram ao meio/dia e de tarde fazem gazeta.

Claro, estes exemplos são populistas e demagógicos, perigosos qb.

 

- Sejamos sérios e acabem com a hipocrisia "politiqueira".

publicado por José Manuel Faria às 11:17

Em 2011 haverá cortes na despesa pública (redução de salários, aumento de taxas Irs, cortes nos abonos e em subsídios de todo o tipo, aumento de impostos…), diminuição de gastos (salários, investimento nas empresas) no “mundo” privado, e em contra/ciclo para ajudar à festa, há aumentos: transportes, bens de consumo, combustíveis, etc, etc., o que quer dizer ainda mais esforço das populações. Castigos económicos nos dois sentidos.

 

E assim, como é que poderemos sair da Crise? Nunca. É necessário “mudar de vida”. O capitalismo quer/vai destruir a sociedade e criar uma “perigosa” multidão de excluídos. E que o sistema, depois não se queixe da instabilidade/ruptura social.

publicado por José Manuel Faria às 09:37

publicado por José Manuel Faria às 09:14

Dezembro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9





comentários recentes
RV, Francisco Ferreira responde a Dinis CostaSó qu...
Bom dia.Vocês por favor esclareçam me o seguinte:A...
O Carlos Alberto será que já está incluída a filha...
Estatura baixa ou não, no final das adições subtra...
Tive a curiosidade de ver o Faceboock do Professor...
Realmente, não celebrou o 1º vai celebrar o segun...
-Sr. Anónimo, eu não sei de nada da correlação da ...
A Câmara de Vizela está mesmo bem de finançasQuem ...
Outra festa, agora é para assinalar o 2º aniversár...
Oh Guri.De braço dado com a tua querida até andas ...
subscrever feeds
mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

12 seguidores

pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO