11
Jan 11

A 3 de Janeiro de 2010 escrevi: “ As presidenciais já mexem: a intervenção no dia 1 de Cavaco Silva, mostrou sem equívocos e descaradamente, a entrada do actual chefe de Estado na luta eleitoral. Disse tudo o que o povo quer ouvir, e lançou propostas/medidas “sociais – democratas” para resolver alguns problemas socioeconómicos. A direita, mesmo a liberal já tem o seu candidato, e é forte. A esquerda para entrar no Palácio de Belém, necessita de uma candidatura tipo “Jorge Sampaio”, que consiga na 1ª volta – mesmo com um candidato próprio do PCP, a desistir -, unir: essa personalidade é,  Fernando Nobre”

A 17 de Fevereiro o JN noticia: “O presidente da Assistência Médica Internacional anuncia, sexta-feira,  uma candidatura "independente e apartidária" à Presidência da República. Fernando Nobre já apoiou campanhas de vários quadrantes e assume-se como "um ser livre". O sector solidário já aplaudiu.”

Premonição, talvez!

Fernando Nobre, um homem conhecido pelas suas acções humanitárias que larga o “bem/estar” do Hospital e ou das Clínicas e tenta conquistar o mundo do sofrimento, da guerra e da fome pelas suas próprias mãos e que em Junho de 2009, afirmou, que os valores e as políticas defendidas por si eram as mesmas que as do Bloco de Esquerda – mandatário do BE às Europeias -, num comício do partido deu-me garantias que estávamos perante um indivíduo “diferente” dos “suspeitos do costume”. Diferente, pela sua independência total dos partidos e do sistema partidário, nunca: militou num partido, foi executivo do Governo ou de uma Autarquia, membro de uma Assembleia Municipal ou Presidente de Junta, absolutamente suprapartidário, o primeiro. Diferente, porque é um puro da sociedade civil, descomprometido, sem encostos, favor ou em dívida para com o sistema. Diferente, porque, sozinho a começar do zero propunha-se liderar uma mudança (dentro das suas competências) na Presidência da República. Não esquecer que no momento da sua decisão, e por isso mais difícil, a direcção do BE nas palavras do seu Coordenador tinham identificado Manuel Alegre como o unificador da esquerda no combate político contra Cavaco. Por consequência uma atitude reforçada na ruptura com o establisment : Alegre, profissional da política desde sempre, um dinossáurio do PS, comprometido com todas as direcções partidárias e governos (vários) socialistas. Fernando Nobre, desconhecido por noventa por cento do eleitorado representava/representa o inverso de Alegre, conhecido de todos.

Nobre avança para a conquista da Presidência (dizem que impossível), sem soldados, sem grupo, sem milícia, somente, ele e quem o quer apoiar.

Nobre avança com a coragem de saber, qual D.Quixote, que a sua luta é contra Golias em versão dupla: Cavaco e Alegre, mostra portanto algo de novo e nunca assistido em Portugal. Este é um dos motivos que atraiu milhares de voluntários: o nome que se deu/dá às “formigas Nobristas”.

Fernando Nobre é o candidato do Facebook onde se criam e multiplicam os trabalhadores do candidato.

Há algumas ideias gerais que Nobre proclamou no início da sua corrida a salientar:

a)      Renovação dos protagonistas políticos – há caras que nos invadem a casa desde há 36 anos -, a do Presidente da República também: Eanes, Soares, Sampaio e Cavaco, já cansam. Urge a Mudança;

b)      Uma candidatura transversal ideologicamente ( a presidência acima da luta ideológica/partidária ), sem comprometimentos à partida com esquerda/direita/centro, apenas a unidade à volta da Liberdade, da Justiça social, do humanismo, da ética, da solidariedade, da competência e da transparência da vida pública. Contra a partidocracia, o excesso da necessidade de uso do cartão do partido para aceder a determinados cargos ou empregos;

c)      Valorizar e reconhecer o mérito nas instituições, premiar os competentes, lutar contra a impunidade dos “espertos” e incompetentes, mais justiça nas responsabilidades;

d)      Da imprescindível necessidade de mobilizar os portugueses, todos os portugueses de todos os sectores de actividade, fazendo crer que é possível sair do atoleiro e chafurdice sócio/política com trabalho e responsabilidade;

e)      Incentivar a justiça social, denunciar veementemente a situação dos desempregados, dos trabalhadores precários, dos jovens à procura do primeiro emprego, dos idosos e das comunidades de imigrantes (respeito/dignidade) e emigrantes (exigência de dignidade e respeito dos países de acolhimento).

Fernando Nobre combate o desvario social e económico deste governo na aprovação de um orçamento que leva ao aumento do desemprego, da pobreza, da precariedade, do fim da classe média, do aumento da conflitualidade social, da diminuição do crescimento económico e claro, da recessão. Tratou-se de um orçamento de cortes salariais, aumento de impostos que em nada mobiliza os portugueses para a resolução dos graves problemas, desorienta e cria medo e não tem uma estratégia económica consistente e consequente. Obrigando a aumentar a dívida pública para valores astronómicos e sem fim à vista

Fernando Nobre esteve com os trabalhadores nas manifestações sociais contra este governo e defendeu a Greve geral.

Esta candidatura defende o diálogo entre os partidos, as centrais sindicais e economistas reputados para encontrarem uma saída para a crise. Igualmente, Nobre insiste na necessidade de o governo e o parlamento escutar o Presidente no sentido de ultrapassar quezílias individuais e interesses partidários em nome do interesse pessoal.

Fernando Nobre não é o candidato da esquerda anti/capitalista e socialista, não é o candidato da revolução proletária, aliás nenhum o é.

Nobre é o candidato certo para este momento eleitoral. As alternativas são desastrosas: Cavaco é o sistema conservador e proteccionista dos capitalistas, tem quinze anos de executivo, come e dá a comer ao regime caduco e “podre” em que vivemos; Defensor de Moura é a lebre de Alegre, não quer ser Presidente, não quer votos, o papel dele é abrir caminho para Alegre como se comprova na sua não campanha, quer apenas dizer o que Alegre quereria, mas não pode; Francisco Lopes, é o candidato partidário indicado pelo Comité Central para propagandear as ideias do PCP aproveitando o tempo de antena que tem direito; Alegre representa o regime com pitadas anti/Sócrates três vezes por semana, tem o apoio das direcções do PS e do BE, mas jura independência, é o candidato deste orçamento, não se compromete com as lutas dos trabalhadores, não esteve com a greve geral; Coelho existe para dar caneladas em Cavaco e Alegre sem grandes efeitos práticos, aposto que terá mais votos que Defensor de Moura.

Fernando Nobre vai ser a surpresa: captará votos da direita anti/Cavaco até Bloquistas e comunistas insatisfeitos com as opções dos respectivos partidos e levará à mesa de voto milhares que há muito desistiram de a frequentar.

Militante do Bloco de Esquerda, Vizela

publicado por José Manuel Faria às 18:55

publicado por José Manuel Faria às 10:30

publicado por José Manuel Faria às 10:17

 

A Administração do BPN foi danosa, corrupta e fraudulenta? Foi;

 

O Estado nacionalizou o Banco e colocou “gente” da CGD na administração? Sim;

 

Há Administradores da anterior gerência na nova? Há;

 

E porquê? Porque são competentes e têm de trabalhar!

 

Gente Boa

 

Uma Administração Exemplar!

publicado por José Manuel Faria às 09:46

Janeiro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9





comentários recentes
ja se pode comentar
Perfeitamente de acordo com os comentários.Anterio...
Decisão sensata...
Ó anonimozeco, além de cobarde rateirinho, demonst...
Não há indignados, revoltados,... Totós, ranhetas,...
Que historia é esta de enriquecimento ilícito? Que...
MINISTRA DA COESÃO EM VIZELAOra ora que coincidênc...
Que se passa Dr. Desde Julho que nada publica no s...
Lamento muito, Zé! Abraço.
subscrever feeds
mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

11 seguidores

pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO