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Abr 11

(é tudo gentemorta)

 

(...)Entramos de rompante, directamente do nosso yellow cab, chamados por um bouncer negro que, metido dentro de um apertado Armani gessato e com uma pala de cabedal a cobrir-lhe o olho esquerdo, nos abre caminho pelo meio da multidão. Sou levado pela mão da Valentina, que sem coincidência é filha de um amigo de Crepax, ex-modelo das passarelas de Milão e que desta cidade onde agora vive parece conhecer tudo e todos. Ao nosso lado entram também o metro e oitenta de uma Florentina sua amiga e mais dois seus conterrâneos, nossos amigos comuns de Milão e que acabaram de chegar à cidade. Um naipe de luxo. A super posh crowd, I guess. Aqui dentro terminou o primeiro set e está para começar o segundo. O espaço é relativamente apertado. No ar paira um inebriante fragor de Chanel No. 5 que a esta pequena hora da noite se mistura já com outros perfumes mais primordiais, como aqueles do álcool, do sexo e do sangue. À minha volta, um cenário barroco, rico em talhas douradas, lustres de cristal estilo Maria Teresa e pesadas cortinas de veludo adamascado, cor de carne. O público, esse, agrupado em pequenos camarotes ou sentado em mesas espalhadas pela plateia, é elegantíssimo. Perigosamente sofisticado, dir-se-ia. Alguns trouxeram plumas na cabeça. Outros o seu sexo indefinido. Outros vieram de top hat e mascarilha. Outros ainda com a face coberta de piercings que os potentes reflectores deste burlesco cabaret convertem em movimentadas máscaras de luz. Sob o palco, de costas para um pano agora corrido, banhada por uma ácida luz azul e por uma bizarra e lenta canção de embalar, dança uma anoréxica beldade ariana. Endossa, minimalista, um par de suspensórios, um slip de pele e um cristalino copo de vodka. Reparo no seu olhar vítreo. Fixo no vazio. A sua coreografia é simples. Mãos que se alçam rápidas, esticadas nos braços lá em cima e que depois  descem, ondulando, vagarosamente, para se virem pousar, como borboletas venenosas, na magreza das ancas que se balançam ossudas, suspensas no cabedal dos seus finos suspensórios.(...)

publicado por José Manuel Faria às 18:50

 

 

 

publicado por José Manuel Faria às 10:59

 

 

"Portugal terá um prazo máximo de dez anos para pagar o pacote de ajuda financeira e durante três anos irá receber, pelo menos, duas visitas anuais das equipas do FMI para acompanhar a evolução das contas nacionais, segundo as regras dos fundos de auxílio do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE) a que o país irá recorrer."

 

 - Os portugueses têm a possibilidade de castigar os "coveiros" do País: Não votem no PS, PSD ou CDS.

publicado por José Manuel Faria às 10:05

 

 - Verbas recebidas por reunião

Em cada reunião de Câmara e de Assembleia Municipal em que participem Vereadores sem pelouro, estes auferem as seguintes verbas:

a) Senha de Presença: € 61,06

b) Ajuda de Custo: € 15,69 (respeitante a uma deslocação que abrange o período de uma refeição);

c) Despesas de Deslocação (€ 0,40/Km)

 

 - Pode acontecer (acontece) um Vereador receber 5 ou 6 vezes mais em despesas de deslocação do que em senha de presença.

 

 - Imaginem um Vereador de Melgaço a trabalhar em Sagres (560 euros por sessão)

 

E crise, pá!

publicado por José Manuel Faria às 09:37

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