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Abr 11

 

 

Ultimamente, grande parte da esquerda tem-se dedicado a "bater" nas agências de rating, insinunando que elas criaram propositadamente a crise da divida dos países europeus.

Em primeiro lugar, vamos lá ver - que interesse teriam as agências de rating nisso? A narrativa habitual é de que as agências de rating estarão ligadas a grupos financeiros que investem na dívida soberana; mas, de novo, a questão mantem-se: que interesse teriam esses grupos numa desvalorização do rating dos países? Imagino um possível cenário: um investidor que daqui a uns dias vai participar num leilão de dívida poderá ter interesse a que o país que emite essa dívida tenha uma avaliação negativa, para baixar o preço; mas um imvestidor que já tenha divida desse país em carteira preferirá o contrário - uma avaliação positiva, para fazer subir o valor dos seus investimentos. E, atendendo que, por regra, o valor total da dívida é muito maior que o valor da dívida que está a ser emitida num dado momento, podemos concluir que para a maior parte dos investidores o que interessaria seria avaliações artificiais "para cima", não "para baixo". Pode-se contra-argumentar que há formas de ganhar dinheiro com a desvalorização da dívida de um país, atravéz do shor-selling ou de "credit default swaps", mas para cada investidor que faz short-selling, tem que haver outro a possuir dívida, pelo que não se percebe porque razão uns haveria de ter mais poder para influenciar as agências de rating do que outros.(...)

publicado por José Manuel Faria às 19:53

«Até hoje não vi uma atuação diferente por ser um banco público: empresta dinheiro a especuladores para investir em bolsa quando se afasta do financiamento de empresas. Não percebo por que é que sendo do Estado tem uma atuação diferente daquela que teria se fosse privada», disse João Duque, à margem da apresentação de um estudo sobre rating."


"Os governos socialistas fizeram privatizações massivas de empresas e bancos. Não vejo problema nenhum e nunca foi levantado problema algum», reforçou."

 

- O raciocínio do Liberal do PSD faz sentido: a CGD comporta-se como um banco privado, portanto privatize-se. A defesa da CGD nacionalizada tem de ser acompanhada com uma nova política da empresa: estar ao serviço dos portugueses (juros mais baixos, ex:). 

publicado por José Manuel Faria às 17:42

João Pedro Freire

 

 

1. Que balanço faz a vossa lista da intervenção política e social do Bloco desde a última Convenção?

Desde a última Convenção Nacional, a intervenção do Bloco de Esquerda foi condicionada por dois acontecimentos que podem vir a ter consequências graves na vida futurado nosso partido-movimento. Esses acontecimentos – o apoio ao candidato presidencialManuel Alegre e o mau resultado nas autárquicas – demonstram que a direcção políticavigente iniciou o processo de transformação do Bloco num partido onde o verticalismotem colocado os aderentes na base de uma pirâmide organizacional que os impede de,permanentemente, serem os sujeitos da decisão política. O apoio a Manuel Alegre – que nunca se libertou de um compromisso político com a direcção socrática do PS – partiu de uma mentira – a decisão teria sido tomada na VIConvenção Nacional -, passou por um anúncio, pessoal de Francisco Louçã, de apoio a uma candidatura que ainda nem o era, para se formalizar num processo que ignorou um movimento significativo de aderentes que pediam uma Convenção Nacional Extraordinária para a discussão da decisão a tomar para as presidenciais. Os resultados da eleição presidencial são conhecidos. Mas, mais importante que esses resultados, são as consequências que uma decisão errada, não democrática e dirigista podem vir a ter na unidade na diversidade do Bloco de Esquerda. As eleições presidenciais servem para mostrar como, no plano nacional da organização do Bloco, as decisões seguem hoje um processo muito verticalizado, onde as estruturas intermédias e os aderentes individualmente perdem capacidade de decisão e de recurso. Esta tendência organizativa é da responsabilidade da direcção política vigente. 

Os maus resultados nas autárquicas de 2009, representam, no plano regional e local, as consequências de uma organização que só soube olhar para cima (direcção política e grupo parlamentar) e esqueceu o que se passava lá “em baixo”, i.e. núcleos, concelhias e distritais.

O Bloco de Esquerda, na opinião dos subscritores da Moção B, precisaria de dar muito mais importância e protagonismos político e social às estruturas de base. A intervenção permanente nos movimentos sociais seria, para isso, um caminho a trilhar!

2. Que propostas centrais deve o Bloco levar às próximas eleições?

Para as próximas eleições para a Assembleia da República, é incontornável a discussão e apresentação de uma alternativa de esquerda de governo com sentido democrático, socialista e que represente um corte com todas as políticas de austeridade. Deveremos apelar a uma nova cultura de diálogo entre as diversas correntes de esquerda. Sem isso, qualquer alternativa ficará só por mais apelos a adicionar aos milhares que já se fazem, desde Abril de 1974, sem consequências práticas. Uma iniciativa para uma alternativa, entre o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista, seria um bom exemplo de convergência e de afirmação. Mas essa iniciativa teria de se dirigir social e transversalmente, sem restrições. Daí a necessidade vital de se ter de perceber muito bem, sem paternalismos, nem esquemas arcaicos, os movimentos sociais, como o da chamada “geração à rasca”.

A proximidade das eleições, impede qualquer aliança pré-eleitoral. Seria desejávelque isso fosse possível. Não o sendo, a campanha eleitoral deverá servir também para que as esquerdas assumam essa urgência política!

3. O que distingue a vossa moção das restantes?

A Moção B é constituída por militantes da base do Bloco de Esquerda. Estamos comprometidos com o Bloco de Esquerda e identificamos o Bloco como o nosso espaço político para intervirmos diariamente. Rejeitamos visões dirigistas, centralistas e verticalistas de organização. Lutamos por uma organização mais horizontal, construída de “baixo” para “cima”, em que os militantes possam permanentemente exprimir os seus pontos de vista e intervir directamente na formação das decisões do Bloco de Esquerda.

Defendemos também que a organiza-ção do Bloco de Esquerda pudesse ser mais permeável aos movimentos e grupos sociais, permitindo que esses movimentos pudessem participar, através dos núcleos, concelhias e distritais, na vida do Bloco de Esquerda.

Na nossa opinião, o Bloco não precisa de “tutores” para continuar a crescer e consolidar-se como partido-movimento da esquerda socialista e anti-capitalista.

Defendemos que a luta pela democracia interna no Bloco de Esquerda, exige outra direcção política que corte com qualquer vestígio de “centralismo democrático” e de organização vertical. Apresentando-se como Moção B, os seus subscritores não descartam a possibilidade de se assumirem como alternativa à actual direcção política do Bloco de Esquerda.

 

http://www.esquerda.net/sites/default/files/esquerda50.pdf

publicado por José Manuel Faria às 10:42

 

 

 

publicado por José Manuel Faria às 10:18

Os Titãs

Titãs

 

 

Zé Lello o deputado mais idiota e inimputável da Nação – continua a disparatar na RTP n -, quer fazer-nos passar por aquilo que só ele é. Então, o tipo, em vez de assumir o adjectivo com que brindou (foleiro) Cavaco, refugia-se em desculpas de “arreliadora deficiência tecnológica” do cérebro, provavelmente.

 

O ex: saxofonista e cantor dos “ Titãs“ de 1967, Zé Lello, enganou-se na profissão, deveria ter continuado a tocar em instrumentos de sopro e agarrado ao microfone.

 

Lello, tem pinta de “pop star”  que ninguém tenha dúvidas!

publicado por José Manuel Faria às 09:58

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