07
Jun 11

 

"1. A derrota do Bloco nas eleições legislativas é suficientemente expressiva para dispensar tergiversações. Ela é da responsabilidade da direcção do BE no seu conjunto e devemos discuti-la colectivamente com seriedade, dentro do Bloco e com os seus simpatizantes, com o espírito de reforçar a nossa unidade em torno das políticas que nos habilitem para os duríssimos combates que temos pela frente. O BE perdeu uma batalha e deve preparar-se para vencer na guerra. As derrotas quando bem analisadas, ensinam-nos seguramente mais do que as vitórias."

 

(...)

 

5. O coro dos comentadores da direita parece querer transformar o rescaldo eleitoral num ajuste de contas raivoso com Francisco Louçã. Não se iludam. A direita quer duas coisas: silenciar o porta-voz desta esquerda subversiva e firme na denúncia da ordem estabelecida e, com isso, sonha mudar a cor do BE. Fingem não perceber que neste partido, em lutas desta envergadura, não há responsabilidades individuais. Nem nas vitórias, nem nas derrotas. Creio que é preciso sabermos ser nós, colectivamente, a fazer este balanço sempre com o objectivo de atingir uma unidade superior em torno de uma política adequada. O balanço das eleições tem de se fazer não nos jornais mas nos órgãos democraticamente eleitos pela Convenção. É a diferença entre ser a direita a fazê-lo ou o nosso colectivo do BE.

 

6. Mesmo nesta situação excepcionalmente difícil e complexa, alvo de um ataque ad odium e concertado sem precedentes, o resultado do BE demonstra que é um partido seguramente enraizado em sectores importantes do povo que de Norte a Sul do país continuaram a fazer dele o seu partido e a sua voz. Ao contrário do que os plumitivos e comentadores da direita voltaram excitadamente a anunciar, o BE perdeu, recuou, mas aguentou o embate. Tem raízes que esta tempestade não quebrou nem romperá. É agora altura de balanço e de luta. Com uma certeza. Nos duros combates que se avizinham, nas difíceis condições que temos pela frente, os trabalhadores, os jovens, os desempregados, os pensionistas, os precários, sabem onde nos encontrar: na primeira linha, dentro e fora do parlamento, a defender os seus direitos, a combater a barbárie neoliberal, a batalhar pelo socialismo. É assim. Quem vem de longe e quer ir para mais longe ainda, não desfalece.

 

 

Fernando Rosas 

 

a) A Direcção do BE é responsável pela derrota.

 

b) No BE não há responsabilidades individuais.

 

 

c) O balanço tem de ser feito na Mesa Nacional ( não nos jornais).

 

 

d) O BE luta pelo socialismo.

 

e) Os resultados eleitorais (derrota) devem ser discutidos internamente, afirma Fernando Rosas, mas, curiosamente ou não, o camarada publicamente acaba de dar a sua justificação para a hecatombe. Como é?

 

publicado por José Manuel Faria às 17:44

Fernando Marques

 

"Foco-me no Bloco de Esquerda.

Para mim, foram evidentes alguns erros (a par de algumas dúvidas) cometidas nos últimos dois anos. A saber, sem preocupação de ordenação:

- o apoio a Alegre - o perfil ético  e o "estar político" de Alegre, ziguezagueante e oportunista, não credibilizava um apoio. Por outro lado. na campanha, nos comícios ao lado dos governantes, incompreensivelmente, deixou de criticar o governo, pondo-se a jeito para criticas de colagem ao PS.

- a moção de censura - um erro políticoo incompreensível que demonstrou desorientação estratégica. O Bloco começou por dizer, dias antes da Mesa Nacional, que era extemporânea face à "ameaça" do PCP de a apresentar, para dois dias depois da Mesa Nacional e sem que lá tivesse sido discutida, anunciar uma moção de censura para "um mês" depois, no que foi entendido como uma competição descabida com o PCP e uma tentativa de"descolagem" ao PS, depois do caso Alegre.

- o voto favorável ao empréstimo à Grécia que, como cá, serviria como contrapartida a políticas de austeridade ao povo grego, a mando da troika.

- a recusa de reunir com a troika. Ficou a ideia de que o Bloco, irresponsavelmente, num momento tão difícil se colocava de fora, apenas por razões ideológicas, desaproveitando a oportunidade para se fazer ouvir e deixar as suas propostas.

-  a "confusa" posição do Bloco sobre a intervenção da Nato na Líbia.

 

Mas, fica a questão: alguns destes erros/equívocos/incompreensões, põem em causa a intervenção, acção, propostas, todo o trabalho político que o Bloco tem desenvolvido, com grande empenho, combatividade e de grande competência, ao longo dos anos, incuindo este dois últimos, no parlamento ou fora dele? Parece-me que não. Pelo contrário, tanto que tem sofrido a animosidade dos poderosos deste país e dos seus mandados em tudo o que é comunicação social."


Fernando Marques

publicado por José Manuel Faria às 12:02

publicado por José Manuel Faria às 10:45


Sócrates

publicado por José Manuel Faria às 10:35

 

A Comissão Política do BE tem dois caminhos na análise dos resultados eleitorais: o primeiro – aponta causas externas ao partido que justifiquem a hecatombe eleitoral// bipolarização, comunicação social, abstenção, dificuldade em informar do programa, falta de militância activa, pensamento único ou imprescindibilidade do programa da troica anunciada por todos: o segundo – assumir responsabilidades políticas da derrota eleitoral// dificuldade dos protagonistas em informar o programa eleitoral, auto -critica em relação à apresentação da moção de censura, erro no apoio a Alegre, enveredar por “copiar” a estratégia do PCP quanto à reunião com a troica ou apontar erros das estruturas distritais e concelhias por não terem dado o máximo na campanha eleitoral.

 

A escolha do primeiro caminho fará das assembleias de militantes ecos de ressonância da direcção. A segunda hipótese poderá contribuir para um debate aberto e franco entre todos os militantes.

 

Há ou havia uma terceira via: A realização de assembleias distritais antes da tomada de posição da comissão política, isto é: debater sem pressão/condicionamento da estrutura dirigente e esta tomaria posição após a reflexão dos militantes.

publicado por José Manuel Faria às 10:17

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