

A actividade política do BE pode ser criticável como a de todos os partidos, por exemplo: a inconstância da liderança, quer dizer, a variedade de porta/vozes do partido (comunicação social, entrevistas, candidaturas, etc), a inconsequência na apresentação de propostas em comunicados e, digamos, um exagero no ataque pessoal a políticos do poder.
Esta concelhia tem dado a conhecer à saciedade e, obviamente ao poder municipal um conjunto alargado de ideias positivas abarcando diversas áreas: ambiente, acção social, planeamento urbano, agricultura, turismo, termas e desemprego entre outras, que faz do BE o partido mais activo no concelho.
A estratégia poder-se-ia classificar como positiva, penso que o erro do partido é táctico: em vez de insistirem em contínuos comunicados à imprensa que politicamente “morrem” ao fim de uma semana, o BE poderia elaborar um “grande” comunicado trimestralmente e, apresentar as propostas em lugares institucionais: algumas (poucas) em reunião de câmara (situação imprevisível) e a imensa maioria em reunião ordinária de Assembleia Municipal “conquistando” espaço na ordem de trabalhos ou no período antes da ordem do dia, fazendo com que o poder municipal seja confrontado com as mesmas “olhos nos olhos” obrigando-o a tomar posição.