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Jun 11

 

 

"11. O Bloco de Esquerda fez uma campanha difícil e exigente. A proposta de auditoria e renegociação da dívida esteve no centro da campanha, ganhou credibilidade em sectores informados e constituiu-se como referência do debate político. A renegociação das dívidas soberanas polariza igualmente o debate político europeu, pouco presente na luta política nacional, mas decisivo para o país. Contudo, esta proposta foi prejudicada pelo facto de ser de difícil apreensão na sociedade. O Bloco de Esquerda foi claro e pedagógico na sua defesa, mas a sua popularização exigia uma alternativa política mobilizadora. Este factor de ordem subjectiva explica em parte, quer a quebra do BE, quer a estagnação do PCP. Ambos os partidos tinham uma proposta forte, mas não eram portadores de uma alternativa de governo vista como viável a curto prazo. Sem um terceiro pilar, um campo que reúna socialistas de esquerda, independentes, activistas e meios académicos que se situem para lá do BE e do PCP e que rejeitem as políticas da austeridade e da bancarrota, não há atalho que transforme a ideia de um “governo de esquerda” numa força propulsora capaz de mobilizar a sociedade portuguesa. Para que esta aspiração venha a ser uma realidade, tão importante é a predisposição para a unidade de acção, como garantir a identidade própria e autonomia de cada força das esquerdas."


Direcção BE

 

publicado por José Manuel Faria às 18:07

publicado por José Manuel Faria às 10:44

 

 

A realização da Convenção do BE um mês antes das legislativas foi um erro e, digamos, um contra-senso: a nova direcção esteve suspensa - quem definiu (aprovou) a lista de candidatos foi a “velha” direcção, foi esta que teve de dar a cara pelos maus resultados, mas analisados pela nova Mesa Nacional, digamos, uma trapalhada que originou um pedido de demissão absurdo: não se pode demitir quem ainda não tomou posse.

 

Há uma questão óbvia a colocar ? a direcção do BE não pensou nesta possibilidade? Ou, já a previa e realizou a convenção naquela data propositadamente.

A quebra eleitoral tem as suas causas bem definidas: o voto no PS para Passos não vencer, a abstenção por protesto do rumo político, o factor Alegre, o factor Troica (não presença), o pensamento único (obedecer à troica) incutido 24 sobre 24 horas, o processo eleitoral altamente centralizado (distritais), a moção de censura inconsequente, a falta de perspectivas quanto à subida ao governo (votar para ser oposição), o factor continuidade (os mesmos 16 deputados) ? o eleitor também quer novas caras e o factor Louçã: o partido não pode viver só com um homem; quem gosta, gosta, quem desconfia ou detesta não vota (mesmo que possa ter simpatia pelas ideias).

 

O partido pode realizar centenas de debates para reflectir sobre os resultados, estratégias e tácticas, no entanto, nada substituirá uma Convenção ordinária antecipada: início de 2012.


José Manuel Faria

Helena Carmo

José Maria Cardos 

Gil Garcia

publicado por José Manuel Faria às 09:27

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