Elisabeta Canalis

As eleições municipais em Vizela – daqui a dois anos -, necessitam de uma Candidatura alternativa (3ª via) a Dinis Costa (PS) e a Miguel Lopes (Coligação).
Não esquecer a imprescindibilidade de apresentar um bom nome/sério/credível/carismático, pois, o primeiro candidato arrastará consigo a maioria dos eleitores: haverá somente uma lista (1 boletim) à Assembleia Municipal de onde sairá o presidente, os vereadores e respectivos deputados municipais.
Ps: o PS e o PSD vão alterar a lei eleitoral.


"11. O Bloco de Esquerda fez uma campanha difícil e exigente. A proposta de auditoria e renegociação da dívida esteve no centro da campanha, ganhou credibilidade em sectores informados e constituiu-se como referência do debate político. A renegociação das dívidas soberanas polariza igualmente o debate político europeu, pouco presente na luta política nacional, mas decisivo para o país. Contudo, esta proposta foi prejudicada pelo facto de ser de difícil apreensão na sociedade. O Bloco de Esquerda foi claro e pedagógico na sua defesa, mas a sua popularização exigia uma alternativa política mobilizadora. Este factor de ordem subjectiva explica em parte, quer a quebra do BE, quer a estagnação do PCP. Ambos os partidos tinham uma proposta forte, mas não eram portadores de uma alternativa de governo vista como viável a curto prazo. Sem um terceiro pilar, um campo que reúna socialistas de esquerda, independentes, activistas e meios académicos que se situem para lá do BE e do PCP e que rejeitem as políticas da austeridade e da bancarrota, não há atalho que transforme a ideia de um “governo de esquerda” numa força propulsora capaz de mobilizar a sociedade portuguesa. Para que esta aspiração venha a ser uma realidade, tão importante é a predisposição para a unidade de acção, como garantir a identidade própria e autonomia de cada força das esquerdas."

A realização da Convenção do BE um mês antes das legislativas foi um erro e, digamos, um contra-senso: a nova direcção esteve suspensa - quem definiu (aprovou) a lista de candidatos foi a “velha” direcção, foi esta que teve de dar a cara pelos maus resultados, mas analisados pela nova Mesa Nacional, digamos, uma trapalhada que originou um pedido de demissão absurdo: não se pode demitir quem ainda não tomou posse.
Há uma questão óbvia a colocar ? a direcção do BE não pensou nesta possibilidade? Ou, já a previa e realizou a convenção naquela data propositadamente.
A quebra eleitoral tem as suas causas bem definidas: o voto no PS para Passos não vencer, a abstenção por protesto do rumo político, o factor Alegre, o factor Troica (não presença), o pensamento único (obedecer à troica) incutido 24 sobre 24 horas, o processo eleitoral altamente centralizado (distritais), a moção de censura inconsequente, a falta de perspectivas quanto à subida ao governo (votar para ser oposição), o factor continuidade (os mesmos 16 deputados) ? o eleitor também quer novas caras e o factor Louçã: o partido não pode viver só com um homem; quem gosta, gosta, quem desconfia ou detesta não vota (mesmo que possa ter simpatia pelas ideias).
O partido pode realizar centenas de debates para reflectir sobre os resultados, estratégias e tácticas, no entanto, nada substituirá uma Convenção ordinária antecipada: início de 2012.

Ana Drago, Marisa Matias, Joana Mortágua, Jorge Costa, José Gusmão, José Soeiro, Rita Calvário, Tiago Gillot, André Beja, André Pestana, Catarina Martins, Joana Mortágua, Joana Oliveira, João Rodrigues, Mariana Mortágua, Nuno Teles, Pedro Filipe Soares, Pedro Sales: exemplos de Jovens actualmente com responsabilidades de “topo” – acrescentar as dezenas de jovens das distritais, concelhias e militantes de base.

"« Nuno Crato é um econometrista confesso, que repetidas e documentadas vezes confunde avaliação com classificação.Nuno Crato pensa que se mede a educação como se pesam batatas e que muda o sistema de ensino medindo e examinando. E não mudará. Ou muda ele ou não muda nada.» -Santana Castilho, autor de um livro sobre educação prefaciado por Passos Coelho, hoje (ontem) em artigo no Público."
"RV (Rádio Vizela) – Que motivos estiveram na base da sua decisão?
RV - A redução do valor do contrato programa da Câmara pesou na decisão?

(...) Não está excluída à partida a realização de uma convenção?
É uma consequência possível do debate, defendida por muita gente, que não decorre exclusivamente dos resultados eleitorais. Deve responder à questão de qual deve ser a táctica e a estratégia do Bloco neste novo quadro político.
Ao não marcar já uma convenção, a direcção do BE não está a desresponsabilizar-se dos resultados eleitorais? Não seria necessário, como defende o Daniel Oliveira, a direcção ser confrontada com uma convenção?
O Daniel levantou duas questões fundamentais partilhadas também pela tendência mais à esquerda do BE (a Ruptura): a ideia que um mau resultado equivale a uma convenção extraordinária que deve conduzir à demissão da direcção. O Daniel apresenta uma proposta já com resultado consumado. Não me parece curial convocar uma convenção que antes de reunir já tem um resultado anunciado. Dito isso, o problema político existe: não há uma questão de legitimidade da actual direcção, ela foi eleita três semanas antes das eleições, mas há um problema de credibilidade política do núcleo dos fundadores do Bloco. Sobre isso não tenho dúvida nenhuma. Este núcleo fundador sempre foi o centro das decisões do BE.
Está a falar dos quatro (Louçã, Fazenda, Rosas e Portas)?
Destes e de mais um círculo de dirigentes muito próximos. Este núcleo, da mesma maneira que tem o mérito de ter levado o Bloco a 10% e 11 % no espaço de uma década, também tem uma pesada responsabilidade de o ter trazido para 5%, isso é iniludível, e desse ponto de vista é muito positivo que o BE tenha feito imediatamente três coisas. Reconheceu a derrota e atribuiu a mesma não só a factores externos mas também a factores internos: a erros ao longo dos últimos dois anos. E finalmente marcou um debate público e aberto que não se restringe aos militantes.
Foi por causa dessa derrota que decidiu sair da comissão política?
Não estritamente, mas também pesou. Independentemente do resultado, estou convencido de que o ciclo político dos chamados fundadores do Bloco chegou ao fim no dia 5 de Junho. É evidente que a renovação de uma equipa dirigente se faz melhor com bons resultados que com maus resultados. Paradoxalmente, os maus resultados acentuam essa necessidade. Foi exactamente porque os resultados são maus que achei muito bem que o Francisco Louçã não se tivesse demitido na noite da derrota. Mas penso que a renovação não só não deve ser tutelada pelos fundadores, como precisa de ter tempo para ser sólida.
Admite que a renovação passe pela saída do Louçã?
Defendo que a renovação tem de passar pela saída dos quatro fundadores. Dois deles, de alguma forma, já o fizeram: Fernando Rosas saiu de deputado, eu saí da comissão política, fico só na Mesa Nacional. Penso que inevitavelmente, com o tempo, chegará aos outros dois. Dito isto, isso não significa que o Bloco fique órfão. Pelo contrário, a única maneira de o BE evitar isso é ter a inteligência de fazer essa renovação no tempo certo. Mas também por isso o problema não se punha como o Daniel o pôs: derrota, mau resultado, demito-me e abre as primárias para saber quem ganha. Pensar assim é não conhecer as características do partido.(...)
É Miguel Portas que o diz: "Há zigues e há zagues. Nós cometemos erros tácticos que acontecem numa direcção política. O problema não está nos ajustamentos tácticos, o problema é que alguma credibilidade da direcção do partido se foi perdendo ao longo dos ziguezagues."
Uma entrevista para ler e reflectir, reflectir muito: Finalmente alguém do topo do BE a fazer auto/crítica e absolutamente desempoeirado. Parabéns, Miguel.

"Uma colecção de baionetas ou de guilhotinas é tão incapaz de deter uma opinião como uma colecção de moedas de ouro é incapaz de deter a gota."
Stendhal
"Quem nunca altera a sua opinião é como a água parada e começa a criar répteis no espírito."
William Blake
"A opinião é livre, não pode nem deve ser violentada."
Baltasar Gracián y Morales
"Aqueles que concordam com uma opinião chamam-lhe opinião; mas os que discordam chamam-lhe heresia."
Thomas Hobbes
"As novas opiniões são sempre suspeitas e geralmente opostas, por nenhum outro motivo além do facto de ainda não serem comuns."
Locke John

"Um dia a raposa convidou a cegonha para jantar. Querendo pregar uma peça na outra, serviu sopa num prato raso. Claro que a raposa tomou toda a sua sopa sem o menor problema, mas a pobre da cegonha com seu bico comprido mas pode tomar uma gota. O resultado foi que a cegonha voltou para casa morrendo de fome. A raposa fingiu que estava preocupada, perguntou se a sopa não estava do gosto da cegonha, mas a cegonha não disse nada. Quando foi embora, agradeceu muito a gentileza da raposa e disse que fazia questão de retribuir o jantar no dia seguinte.

Assim que chegou, a raposa se sentou lambendo os beiços de fome, curiosa para ver as delícias que a outra ia servir. O jantar veio para a mesa numa jarra alta, de gargalo estreito, onde a cegonha podia beber sem o menor problema. A raposa, amoladíssima, só teve uma saída: lamber as gotinhas de sopa que escorriam pelo lado de fora da jarra. Ela aprendeu muito bem a lição. Enquanto ia andando para casa, faminta, pensava: "Não posso reclamar da cegonha. Ela me tratou mal, mas fui grosseira com ela primeiro".
Moral: Trate os outros tal como deseja ser tratado.
Fábula de Esopo"
http://piquiri.blogspot.com/2007/08/raposa-e-cegonha.html
Os candidatos a deputados apresentam-se em listas de partidos ou coligações (europeias), e, depois de eleitos, os lugares pertencem aos candidatos - à excepção do PCP (assinam documento para tal)- que, em caso de ruptura com o partido podem optar pela renúncia ou não: o Rui Tavares decidiu continuar no parlamento, temos democraticamente de respeitar a sua decisão.
Rui Tavares ao dar o "salto" para "Os Verdes europeus" perdeu politicamente a razão da sua "demissão": as divergências eram/são muito mais profundas.

""Compete obviamente ao partido mais votado, ao PSD, indicar uma personalidade e um deputado para ser o presidente da Assembleia da República. Isso para nós sempre esteve claro e mantém-se claro", disse Nuno Magalhães aos jornalistas."
- O CDS com 24 deputados tem os requisitos mínimos para apresentar uma candidatura à Presidência da Assembleia da República. Que avance!
- E se o candidato do CDS a vice - presidente levar o "troco" do PSD.

Dia 02 Julho, sábado, 15:00 h, reunião dos aderentes de Guimarães, Vizela, Fafe, Cabeceiras e Celorico na sede de Guimarães.
Convocado pelo secretariado da distrital de Braga