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A Conferência de Imprensa do PSD marcada para hoje (21:30h) não tem sentido: o resultado da mesma não pode ser noticiado no sábado nem no domingo e, na segunda/feira, ninguém a quer ouvir por estar completamente fora de tempo.

A 48 horas do acto eleitoral, dizem:
O PSD venceu;
O PS perdeu;
O CDS cresceu;
O BE decresceu;
A CDU nem cresceu nem desceu antes pelo contrário.

A concentração de votos no BE dos: abstencionistas, indecisos, desiludidos PS com Sócrates e extremas/esquerdas do nulo e branco, são fundamentais nos distritos de Braga, Porto, Aveiro, Leiria, Coimbra, Santarém, Lisboa, Faro e Setúbal – porque são votos traduzíveis em mandatos. Há momentos na vida social/política que o pragmatismo tende a superar as diferenças, as questiúnculas e ou os pequenos ódios. O perigo do “assalto” ao poder da direita é real.

O PS insiste na argumentação desgastada: Derrota do Pec 4, crise política, fim do estado social, privatizações da saúde e educação, inutilidade de votar à esquerda, etc (...) e, para a todo o custo perder as eleições engatilha Soares (ninguém acredita que ele acredita), Ferro Rodrigues ( morto/vivo na política) e recupera Pinho, o dos "corninhos".

"A nova versão é mais longa do que qualquer uma das outras duas e tem algumas diferenças de conteúdo, sobretudo no que toca ao sector financeiro: a saber:
Recorde-se que o acordo com a ‘troika’ teve um primeiro memorando em inglês, que foi aquele que foi ratificado pelos partidos da oposição: PSD e CDS-PP.
Uma segunda versão, que saiu da reunião dos ministros das Finanças em Bruxelas, no passado dia 16 – e, agora esta terceira que deverá ser a última e definitiva a aplicar pelo novo Governo de Lisboa."

Quantas vezes, ficava a olhar, a olhar
A tua dôce e angelica Figura,
Esquecido, embebido num luar,
Num enlêvo perfeito e graça pura!
E á força de sorrir, de me encantar,
Deante de ti, mimosa Creatura,
Suavemente sentia-me apagar...
E eu era sombra apenas e ternura.
Que inocencia! que aurora! que alegria!
Tua figura de Anjo radiava!
Sob os teus pés a terra florescia,
E até meu proprio espirito cantava!
Nessas horas divinas, quem diria
A sorte que já Deus te destinava!
Teixeira de Pascoaes, in 'Elegias'

"Portugal tem um «relacionamento de mão estendida» com a União Europeia, quando o que precisa é de «investimentos reprodutivos». O modelo actual «não tem futuro» e se as coisas não mudarem «daqui a um ano» somos a Grécia.
O alerta é do economista Jorge Landeiro, que exemplifica: «Nós importamos centeio da Alemanha. Inacreditável! Fechamos as fábricas de açúcar de beterraba de sacarina e somos subsidiados pela UE para fechar essas fábricas», disse, em declarações à Lusa.
Sobre o acordo da troika, «é obvio que - num programa de médio prazo como este que apenas prevê baixar rendimentos e preços - daqui a muitos poucos anos» Portugal vai estar «novamente a bater à porta» da Europa.
Landeiro de Vaz acredita mesmo que, «daqui a um ano», o país vai «estar na situação da Grécia e isto conduz a uma reestruturação da dívida, a um rescalonamento e a uma situação de eventual saída do próprio euro». "
Há dois partidos que o dizem e três que o sabem, mas, escondem essa certeza para não perderem votos - insistindo na inevitabilidade.