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Nov 11

José Carlos Queiroz

 

O Governo parece apostar em reduzir despesas nas Empresas de Transportes Públicos, onde óbviamente sempre pôs e dispôs em qualquer época.Assim, sempre construiu novas vias, deu aval para empréstimos, que afinal eram e são, os milhões gastos em material circulante e renovações, manutenções e estudos...

Quem conhece estas  Empresas de transportes, sabe como era e certamente é ,o seu funcionamento: senão vejamos, os trabalhadores sempre foram mal pagos até ao Governo de Vasco Gonçalves...o regime anterior não achava graça nenhuma ás braçadeiras pretas e muito menos, ás criticas que se ouviam na Empresa.Já então a CP era deficitária e existia com aval do Estado.

Estamos a falar num tempo em que não se circulava na auto estrada e os Portugueses tinham grande apreço pelo comboio, que lhes permitia circular por todo o País, tal como permitia o transporte de volumes  em grandes e pequenas quantidades, e em pequena ou grande velocidade.

Também os trabalhadores eram viajantes diários, ainda que com atrasos e em condições precárias.

O Estado sabia que o comboio era necessário, útil, indispensável e capaz de responder ás necessidades do País, daí a aposta na manutenção deste serviço público, aliás em sintonia com uma Europa muito mais avançada.

Se era verdade o défice e o aval do Estado, também era verdade, o Estado tinha pessoas da sua confiança nas Administrações da Empresa CP, mas ouve um tempo, talvez fins da década de 70, que começou a desenhar-se um novo conceito de serviço público, tendo os privados por colaboradores.Todos se recordam ainda, que já existiam os serviços combinados com a camionagem e também a parceria com a Sociedade Estoril, que durou apenas alguns anos, ao que parece apenas porque, tal parceria era apenas de transporte de passageiros e a CP ficou com despesas de material...claro era fácil gerir o que em principio tinha clientes, desde que outros, no caso CP/Estado, suportassem os grandes encargos.Devo dizer que ainda hoje, estarei certo se disser, que qualquer privado aceitará uma linha para explorar nessas condições! talvez por isso, recentemente tanto se fale em privatizar transportes ferroviários....entendamo-nos, se bem entendi, a única questão suscitada pelo atual Governo foi a despesa assustadora! Ora tal sempre foi do conhecimento do Governo, porque todos os anos é chamado a pagar o serviço público prestado e seus encargos.A questão é outra, será o serviço público ferroviário uma necessidade? Ou como parece, o Governo aposta de vez nos privados e nas parcerias  e por vezes no TGV!...na verdade este Liberalismo é enganador porque não se assume e ao mesmo tempo, fala em reduzir despesas! Se durante os últimos vinte e cinco anos as Empresas CP e Refer, conseguiram fechar muitos Quilómetros de linha, ter funcionários a trabalhar por vezes 12 e mais horas de serviço diárias, estabelecer horários de trabalho com intermitências, para diminuir pessoal, rescisões aos milhares...redução de quadros de pessoal em mais de 50 ou 60%, e mesmo assim o défice aumentou, quais foram então as causas? É isto que um ministro de boa-fé deve esclarecer os Portugueses, sem criar uma ideia errada onde se misturam gestores e trabalhadores, com benesses exageradas! Afinal existem regalias que são apenas uma contrapartida negocial, porque a Empresa prefere esta forma de cedências a outras que traduzam aumento de salários. Devo também dizer, que a partir dos anos 90, julgo os ferroviários começaram também eles, a perder de novo poder de compra. Não é concerteza assim que se pagam as divídas ou se presta um bom serviço ao País.As opções políticas em cada momento até podem ser diferentes, mas convém saber o que queremos, um transporte público e um serviço público ferroviário, tal como hospitais, polícias, exército etc...etc...ou uma aposta nas Auto-estradas, nas parcerias público-privadas, ou mesmo privatizações? SEjamos pois claros e que todos sejam devidamente esclarecidos...Custa quem conheceu uma Empresa dinâmica e prestadora de serviço público em condições por vezes de extrema dificuldade, ver hoje , uma modernidade com opções discutíveis e nem sempre assumidas...o caminho de ferro continua a merecer no mundo a confiança dos cidadãos e dos Estados, exatamente no momento em que por cá, até ele é questionado!Será que entendi bem! ou não é isso que se passa!

 

José Carlos Queiroz

publicado por José Manuel Faria às 11:15

 

 

 

Finalmente após as férias a política pura voltou à cidade termal: comunicados, conferências de imprensa, reptos, gafes, acusações (políticas) de ambos os lados, criticas sobre plágios, desmentidos, dúvidas sobre prováveis contratualizações, ilegalidades versus legalidades, reuniões institucionais com sumo político, troca de “galhardetes” entre protagonistas, quer dizer…temos assunto – o PDM e as Termas ao rubro – entre o executivo (PS) e uma das oposições (PSD/CDS).

publicado por José Manuel Faria às 10:31

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Convém informar quais os funcionários que passam/r...
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