O futebol tornou-se numa actividade desportiva de interesses financeiros puros: sociedades anónimas (Sads) cotadas; empresas de fundos de investimento; empresários individuais, etc.: actores que se vendem por milhões e compram-se por astronómicos valores. O futebol racional versus o desporto irracional – o segundo rasga as vestes do espectáculo e envereda pela táctica do palavrão, dos “molotov” da arruaça e do cassetete: do adepto, da direcção e das claques – estas, são grupos de energúmenos que utilizam o pretenso apoio ao clube para extravasarem os seus ódios e frustrantes demónios naturais e ou sociais contra os adversários e os seus, o que lhes interessa é a arruaça, principalmente contra a polícia. A Inglaterra proibiu os grupos organizados e obriga o rácio: um adepto uma cadeira – desta política tem saído um futebol/espectáculo/show/familiar.
