
"António Monteiro, porta-voz do partido, apelidou a atitude de Marco Almeida de provocatória, referindo que ninguém se pode demitir de um órgão do qual já não faz parte: “Considero uma provocação, com algumas dúvida se não será montada, tendo em conta que esta demissão não passa de uma farsa, ninguém se pode dimitir de uma órgão do qual já não faz parte”.
Manuel Veloso do Secretariado da Organização Regional do PCP, na posse de alguns documentos que garantiu tratarem-se de cartas de Marco Almeida a pedir a demissão, em 2010, e a solicitar a reintegração em Janeiro deste ano acredita que “se trata de um esquema”: “Apresou a demissão por escrito em maio de 2010, depois, talvez arrependido, mandou outra carta a dois dirigentes distritais mantendo a demissão, em janeiro último, talvez por saber que iria haver eleição, fez um pedido para a sua reintegração no partido. Mantivemos o assunto em estudo, e não respondemos. Resta saber se esta provocação é individual ou se está ligada a outras forças políticas”."
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PONTO N.º2.1 DA ORDEM DE TRABALHOS: PROPOSTA DE CLASSIFICAÇÃO DE INTERESSE MUNICIPAL DO EDIFÍCIO DO HOTEL SUL AMERICANO:
"O património municipal é relevante para a cultura no Município, e por consequência, para os munícipes. O interesse do Município representa o interesse, consensualmente, aceite dos munícipes e cidadãos. É uma ideia que, uma vez proclamada e uma vez materializada, evolui na diacronia, plasmando-se nessas perceções e ganhando, por virtude desse movimento, uma “vida subjetiva própria”, quer dizer, inerente a cada sujeito que sente e vive a Cidade a seu modo. Numa palavra, a obra, a criação e o conceito, escapa aos seus criadores. É obra também das vicissitudes e dos imponderáveis. Poderá ser um imóvel imponente ou não, mas que serviu de palco a decisões que alteraram o curso da História. Seria um imóvel que se caraterizaria por possuir aspetos artísticos e arquitetónicos exemplares únicos, raros e em risco, ou não, de perderem para sempre. Podem ser festividades religiosas ou profanas que estruturaram os espaços. É tudo aquilo que pode evocar o passado e perpetuar a recordação. Numa casa, num palácio, numa Igreja ou num antigo quartel. Neste sentido, o edifício do Hotel Sul Americano desempenha um papel estruturante no contexto arquitetónico e urbano da cidade de Vizela. A construção do Edifício do Hotel foi iniciada em finais de oitocentos e surge num contexto de desenvolvimento e modernização das Caldas de Vizela, para o qual jogou um papel determinante a formação, em 1873, da sociedade destinada à exploração das águas Termais. Concebido em matriz clássica no que respeita à distribuição, estratificação horizontal e ao ordenamento dos seus volumes, o Hotel Sul Americano afirma-se com equilibrada harmonia com alguns elementos românticos que conferem um toque de elegância. Do partido adotado no diálogo dos beirados com fenestração do piso superior dos corpos avançados sobre a rua, destaca-se a criação do “clima romântico” do edifício. Erguido na antiga estrada que na proximidade vencia o Rio Vizela, o Hotel complementava a estrutura Termal, cujos equipamentos se dispunham nos terrenos marginais ao rio e contribuía significativamente para o caráter estruturante assumido pelo conjunto relativo ao ordenamento urbano das áreas envolventes. Naquele conjunto explicitavam-se, com efeito, as diretrizes essenciais para o desenvolvimento do aglomerado termal, designadamente as funções terapêuticas. A tipologia de Hotel que se adotou, traduzir-se-á, a nível morfológico, num facto urbano rico de potencialidades, em que, no plano marginal da rua, alternam, ritmicamente, as massas e os vazios verdes, introduzindo-se, assim, naquela, elementos de vegetação e amenidades que anunciam e são memória do vasto jardim fronteiro aos balneários termais. A alternância referida proporcionará ao Hotel um agradável escalonamento entre a esfera pública e a privada, dispondo-se as áreas de dormida, predominantemente sobre os pátios arborizados, que são como que filtros para os bulícios públicos que dão vida ao aglomerado. O Hotel, denotando o topónimo papel desempenhado pelos imigrantes no seio da burguesia oitocentista – sobretudo os “brasileiros de torna viagem” que Camilo satirizava tão mordazmente – constitui, ainda hoje, o único Hotel das Caldas de Vizela e pena é que não tenha sido encontrada documentação antiga por forma a aprofundar a sua história. Pelos sinais por ele inscritos na Vila, enquanto edifício singular e presença marcante no tecido urbano, não podemos deixar de ressaltar o seu valor de permanência urbano-arquitetónica relevante que – a todo o momento – poderá constituir referência válida para intervenções de revitalização e (ou) modernização da área."
«nos últimos anos, a EDP criou oportunidades de crescimento, mas a captura dessas oportunidades depende da capacidade financeira e a China Three Gorges vem trazer músculo adicional»
A EDP, empresa de milhares de milhões através de receitas exploradoras, conta com a força (dinheiro) "comunista": temos uma espécie de guerra fria ao contrário.